quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Parabéns Para Nós!





Esta semana, o Barba Feita completa dois anos de fundação – mais precisamente nessa quinta-feira, dia 06/10. Já falei por diversas vezes aqui do quanto escrever é importante para mim e o papel deste misto de blog e site coletivo é enorme na perenidade da minha escrita. Mas o Barba Feita me trouxe muito mais do que um espaço para expor meus textos: encontrei aqui grandes amigos, grandes leitores e a possibilidade de um mar de gente poder conhecer a nossa opinião sobre qualquer assunto, seja o mais banal ou o mais proeminente possível.

Eu não fui um dos fundadores do Barba Feita. Somente ao fim de novembro completo dois anos como colunista fixo, embora tivesse contribuído outras duas vezes antes como convidado aos domingos. Cheguei para substituir o Vinícius Melo e, ainda assim, em pouco tempo estava enturmado com os demais cinco colunistas do nosso blog/site. Fui convidado pelo Leandro Faria, que já era meu amigo (aliás, descobri que ontem completamos três anos de amizade no Facebook; olha que semaninha agitada pra gente!) a me juntar ao time que ele liderava e que tinha ainda o Glauco Damasceno, Silvestre Mendes, SerginhoTavares e Esdras Bailone.

Busquei conhecer cada um deles e suas especificidades. Demorei pra conquistar o Silvestre (ô rapazinho difícil!), mas hoje em dia ele até me convida pra tomar um café! Na última vez que fui a São Paulo, deixei o Esdras me esperando por uma hora e meia para comermos uma fatia de bolo e nos conhecermos, enfim, pessoalmente. Aliás, não tive a oportunidade de conhecer ainda pessoalmente o Glauco e o Serginho, embora pareça que somos íntimos em muita coisa. Depois de algum tempo, o Serginho seguiu para novos desafios e abriu o espaço dele nas sextas-feiras para outro grande amigo meu, que tive o prazer de trazer para o nosso time: Marcos Araújo. Jornalista também, nos conhecíamos por telefone havia muitos anos – demoramos um cadinho pra nos vermos pessoalmente também. Marcos chegou e já deu liga com todo mundo.

Aliás, liga é algo que temos bastante: o nosso grupo no Facebook Messenger é dos mais movimentados (de vez em quando, admito, não dou conta de ler tudo) e temos como regra nos sentirmos livres para falar de tudo. Poucos são os ambientes na minha vida no qual fico tão à vontade para ser eu mesmo e ouvir a opinião dos meus amigos como quando falo com esses meninos. E olha que temos divergências! Passamos por momentos difíceis juntos, como a partida da mãe do Glauco e a doença da mãe do Serginho. Também outros muito felizes, como o lançamento do meu livro e também do livro do Marcos. Comemoramos quando o sucesso do texto de um extrapola a média da nossa audiência. Formamos, efetivamente, um grupo de amigos.

No Barba Feita também encontrei algo que nunca tive: uma audiência. Foi curioso passar a saber que as pessoas te leem com certa frequência. Há aquelas que estão toda semana ali, marcando presença, comentando e curtindo. Há também o outro lado, os haters, que têm o nefasto prazer de destilar críticas nada construtivas àquilo que você passou horas (às vezes, dias) pensando.

Pois é, não é fácil parar para escrever toda semana. Há vezes em que a inspiração não vem; ou vem, mas não é aquilo que você quer tratar. Já houve dias em que já havia virado a meia noite de quarta-feira e eu não tinha texto pronto – e tenham certeza, não foi só comigo, mas com outros colunistas do Barba Feita também. Ainda assim, somos uma enorme vidraça que, para alguns serve de espelho e, para outros, de alvo de suas pedradas.

Mas parte da graça de escrever para um blog/site como o nosso está aí: nossos leitores vão desde as nossas mães até o adolescente que está em dúvidas existenciais no interior do Maranhão e que se reconhece em algum texto nosso. Agradeço a oportunidade do meu amigo Leandro de me convidar e aos nossos leitores por nos acompanharem nessa empreitada tão diferente e desafiadora. E desejo muitos parabéns a todos nós, que fazemos o Barba Feita acontecer. Vida longa!

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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