segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Virtu@lidades





A internet é hoje, sem sombra de dúvidas, mais que uma realidade; é um elemento permanente do nosso cotidiano. Incorporamos ao nosso dia a dia tarefas banais como trocar mensagens via apps, ler blogs, jogar virtualmente e atualizar nossas redes sociais. Acessamos a rede por smartphones e tablets, no taxi ou nos ônibus, parados em aeroportos ou vendo televisão, e estamos cada vez mais hiperconectados. O mundo nunca antes esteve tão ao nosso alcance, a apenas um clique.

Conhecer pessoas, marcar um encontro, achar o amor da sua vida. Apostar alto, quebrar a cara e gastar muito dinheiro em golpes previamente testados. Na internet tudo isso é possível e acontece a todo instante. Hoje, não é mais incomum estarmos rodeados de casais que se conheceram pela internet, via aplicativos de encontros, ou então ouvir aquela história de alguém que comprou algo por um determinado site, pagou pelo dito cujo e nunca viu a cor do produto.

Totalmente integrada ao nosso cotidiano, a internet chegou para ficar. E, em minha opinião, antes de ser taxada como o mal do século ou categorizada como a maior invenção da humanidade no que diz respeito à comunicação, a internet é um meio. Um meio de agilizar a vida, de conhecer pessoas, de ouvir opiniões diversas sobre qualquer tipo de assunto. E pronto.

Se somos pessoas com ou sem @, se conhecemos nossos parceiros na rede ou numa festa, se falamos com nossos amigos por chats online ou por telefone, isso, sinceramente, não me importa. Eu tenho a minha vida virtual bem ativa sem deixar de lado minha vida real, o contato físico, o tête-à-tête. Nunca deixei de lado a possibilidade de experimentar uma emoção pra ficar imaginando como ela seria, apenas online. Internet, para mim, sempre foi o canal para tornar o real mais dinâmico e divertido.

Em dias tão estranhos como os nossos, onde as pessoas cada vez mais se trancam em cascas, me considero sortudo. Na internet fiz bons amigos reais, iniciei relacionamentos e, eventualmente, já consegui até fazer algum dinheiro em trabalhos aleatórios. Já quebrei a cara, fui enganado, mas vejo que a rede, tal qual o mundo real, é uma roleta russa, onde estamos sujeitos a nos dar bem ou não.

Jogador que sou, eu aposto. E, quase sempre, tenho lucrado com isso.

Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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