terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dica Importante Para Viajantes de Ônibus




Eu sou uma pessoa que viaja muito de ônibus. Por que gosto? Não, porque sou pobre mesmo, afinal, já viram o preço das passagens aéreas pra dentro do Brasil? Assim fica difícil, pô! Enfim, dependendo do tempo de estrada, você quer reclinar o banco e ficar olhando pra janela, ouvindo uma musiquinha, se imaginando num clipe, pensando nela(e), ou no almoço, tanto faz. 

É aí que entra o problema: atrás da gente sempre tem alguém, a menos que você escolha o último banco (o que muita gente não faz porque em algumas empresas você não consegue reclinar o banco), e pode acontecer dessa pessoa não estar reclinada e, ao fazer isso com seu banco, você pode machucar a pessoa de trás, como quase aconteceu comigo duas vezes na minha ida de semana passada de Florianópolis para Barra Mansa. 

E tipo, eu tenho 1,93 de altura, ou seja, é perna pra caralho e, no susto, eu estiquei as minhas pernas pra evitar um acidente; acidente este que poderia ser evitado se o moço da frente se virasse e desse um pequeno aviso: "Olha, eu vou descer meu banco, ok?", porque assim ficaria mais tranquilo e me acomodaria de um jeito que não me atrapalhasse, e não impedisse o moço de se reclinar e curtir a viagem dele sossegado. 

Felizmente, eu não estava dormindo (até porque quase não durmo em ônibus mesmo), ou poderia ter me machucado, tudo porque faltou um pouquinho de empatia ali. Porque se fosse o contrário, o moço se irritaria, empurraria meu banco, esse tipo de coisa desagradável.

Então fica uma dica pra quem viaja muito de ônibus: preocupe-se com a pessoa que está atrás de você. Se ela estiver dormindo, dê uma cutucada na perna, pra avisá-la e evitar um acidente: "Ei, coisinha, cuidado com a perna aí porque vou dar uma abaixada no banco, beleza?"; ou, se ela não acordar, vá reclinando o banco aos poucos, às vezes, o movimento acorda a pessoa, ou sei lá... Entende? 

É o tipo de coisa que não ofende, não machuca, e você ainda pode até fazer uma amizade ali, ou criar um vínculo pra viagem, sem contar que empatia é sempre bom, não é mesmo?

Textinho pequenininho hoje, porque era só isso que eu tinha pra falar mesmo, beleza? Até a próxima terça!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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