terça-feira, 22 de novembro de 2016

E Que Vença a Melhor Mulher!





Hey, hey, hey, hey! Glauco is in the house! Yeah! (Não vou com a cara da Laganja, mas isso realmente gruda na cabeça da gente). Algo me diz que o Silvestre Mendes vai ficar um tanto feliz com meu texto da semana, então, sem mais delongas, cavalheiros, liguem seus motores, e que vença a melhor... Não, espera, me desculpem. É o vício. 

Depois de muito relutar e chamar de chato o programa sem nem saber do que se tratava, eu me rendi aos encantos de RuPaul's Drag Race! Gente, é ma-ra-vi-lho-so. Eu comecei pela sexta temporada, só pra ver qual era a do show, e quando vi já estava torcendo, vibrando, em desesperos (obrigado, Silvestre). 

É assim, tem as drags, né? São treze Drag Queens, de diferentes lugares, que competem entre si pela coroa e o título de America's Next Drag Superstar, e gente, é absolutely o maior barato. Cada episódio é um tema diferente, e cada tema rende dois desafios: o primeiro, que é o mini-desafio, e o segundo, que é o desafio principal, apresentado na passarela, onde elas desfilam com diversos looks, um mais inusitado que o outro. Vocês não têm noção dos looks que essas drags são capazes de criar, sério, eu fico de boca aberta com a criatividade. E tem umas que você olha e vê uma mulher mesmo, de tão perfeita que fica a produção da Queen

Depois de cada desafio principal, as competidoras recebem o feedback dos jurados, mas antes, RuPaul salva quem ela achar que mereceu ser salva, e deixa outras para as críticas dos jurados. Uma das drags sempre vencerá o desafio principal, o que garante mais uma semana no programa, e as duas piores drags precisam dublar pela vida delas, uma das partes mais esperadas de cada episódio (pelo menos por mim). Elas aprendem nos bastidores e voltam para o famoso lypsinc for your life (ou for your legacy, se você assistir o All Stars). 

Gente, isso é genial em tantos níveis, porque a gente que vê Drag Queens não faz a MENOR ideia de como é a vida de uma, pelo que elas passam, como é a montagem, o que vai aonde, o que é Drag pra elas... É um show interessantíssimo, porque te leva a discussões internas que você fica "Não, espera aí... Drag não é tudo flores, não é só caras e bocas, tem mais ali", e ver como ser Drag as fez crescer como pessoas, é maravilhoso. Tem toda uma confiança quando a pessoa se monta que, às vezes, é possível separar o personagem de seu criador. 

E os bordões? Ai, e os bordões, gente??? Eu vou começar a quarta temporada essa semana (se eu assistir antes de Rafael tô perdido), mas já são tantos os bordões, que eu uso no meu cotidiano com a maior naturalidade, e foda-se se vão entender ou não (às vezes eu traduzo os "traduzíveis", mas nunca dá o mesmo impacto, fazer o que, né? Choices). Eu sei uns de queens de temporadas que nem assisti ainda, mas a internet tá aí e a gente aprende até o que não quer, o que, nesse caso, foi bem útil pra mim. 

Quanto mais você vê, mais você se apega a umas, mais você tem pavor de outras, e eu sou APAIXONADO por quatro (até agora): 
  • Adore Delano, que pessoa maravilhosa! Eu quero tomar uns drinks com ela e dar uns rolês pela cidade, com uns looks bem Adore, sério. 
  • Bianca del Rio... Meu spirit animal SIM! Desbocada, debochada, irônica, fala na cara, divertida, inteligente, e RÁPIDA na hora de dar uma resposta, eu fico de cara! 
  •  Shangela Laquifa Wadley (#JusticeForShangela - brincadeira, senão vou ter que dublar pela minha vida). Meu amor por Shangela é por conta da identificação, tanto com a pessoa, quanto pela personagem. Ela tem um senso de humor incrível, caras e bocas maravilhosas, e aquela história de under dog, sabem? Veio de baixo, quer seu lugar ao sol, batalha pra conseguir o que quer, não importando as críticas dos outros, é uma identificação bem forte, Halleloo
  • Tatianna. Meu bem, Tatianna me ganhou logo de cara. Eu já tinha visto o gif dela no All Stars 2 dizendo Choices pra Alaska, e já simpatizei ali. Na segunda temporada eu garrei amor REAL. Sério, me identifiquei com aquele sarcasmo que você usa e deixa a pessoa pensando: "Espera, isso foi sarcasmo ou foi sério?", e pela personalidade dela, que achei bem parecida com a minha. 
Mas sério, gente, se você não assiste, comece já! Infelizmente, na Netflix não tem mais a primeira temporada (não sei porque), mas tem da segunda até a sétima edição, e eu já tô desesperado pra chegar na oitava (preciso dar um jeito de assistir online se a Netflix não me ajudar), porque isso vicia, e muito! 

Fica aqui o meu amor por RuPaul's Drag Race, e minha dica pra você que, assim como eu, achava o programa chato, sem nunca tê-lo assistido.

Ah, uma dica antes de eu ir: no YouTube tem os Untucked, que são as cenas que não vão pra edição, é um programa à parte do programa, e é igualmente ma-ra-vi-lho-so. 

Beijo, good luck and don't fuck it up!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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