quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Eu Não Sou o Caíque, Mas Sou o Silvestre





Oi, tudo bem? Se você passou a visitar esse espaço no último mês, quando o Caíque estava escrevendo às quintas-feiras, sinta-se em casa. Eu sou o Silvestre. Sou o cara que ocupa esse dia (quinta-feira) por mais tempo durante o ano. Acontece, como foi por agora, de tirar uns dias de folga. Umas boas férias. Acho que isso me motiva a e refletir mais sobre minha visão de mundo e o modo como falo sobre ele com vocês nesse espaço. 

Admito que, assim como cada um de vocês, também virei fã dos textos do Caíque. Gosto do modo como ele escreve. Existe uma clareza tão grande na ideia que quer ser passada na escrita dele que tudo acaba fluindo de uma maneira tão natural e orgânica. Respeito muito quem faz isso. Não é algo que se aprende por aí. Ou você sabe escrever dessa maneira ou não sabe. Ele sabe. Por esse motivo me senti muito honrado dele ter assumindo o meu posto por essas semanas. Honrado e, diga-se de passagem, preocupado também. Será que meus antigos leitores iriam me querer de volta? Será que o novo público que ele trouxe iria querer me ler? Inseguranças. Me aponte qualquer escritor que não as tenha. Acho que faltarão dedos e sobrarão escritores. Mas essa é a graça de escrever e ter um espaço para falar o que se pensa. Às vezes encontramos indivíduos que possuem as mesmas filosofias que a gente. Outras vezes acontece de ter o oposto e aprender com isso. Por esse motivo que amo essa ideia que é o Barba Feita. Temos opiniões diversas, muitas vezes até sobre o mesmo tema, e tudo ocupa o mesmo espaço. O que muda? O dia da semana ou o autor convidado. O lugar. O Barba Feita continua. 

Quando pedi meus dias de folga, me vi livre de colocar minhas ideias em algum lugar. Não precisava mais fazer anotações. Não tinha que refletir se uma questão dava um bom texto. Não mandava mensagem ao Leandro ou ao grupo do Barba com uma ideia sobre algo… E isso me deixou meio triste. Já dizia o poeta Rogério Flausino, “a nossa liberdade é o que nos prende”. Não queria acumular assuntos do passado para falar depois de um mês com vocês. Queria me sentir livre para pensar e absorver o que acontecia ao meu redor no mundo. Queria ser um Silvestre depois desses dias longe daqui.

Acho que não preciso listar todos os acontecimentos das últimas semanas. Sinto que estamos compartilhando da mesma sensação de tristeza. Na verdade, quero mesmo deixar tudo o que aconteceu de lado. É preciso seguir em frente. Não quero lamúrias por conta da eleição para prefeito. Não quero fazer, ainda, qualquer textão sobre o tema. Acho que teremos vários nos próximos anos. Não é preciso começar agora.

Na verdade, eu preciso é ficar em dia. Existem algumas séries que preciso assistir, livros que preciso ler. Alguns, inclusive, já comecei a resenhar lá no Pop de Botequim, da uma passada depois, é um espaço tão bacana quanto o Barba. E existem alguns roteiros que preciso fazer. Para quem não sabe, sou roteirista. E ser roteirista é… trabalhoso. É observar tudo ao nosso redor. Diferente de quando escrevo pra cá, que analiso as coisas, mas falo como eu, como Silvestre. Quando escrevo um roteiro, eu não importo. O que eu penso do mundo não importa. Só os personagens que vivem naquele universo é que possuem voz. Que sabem o que fazem e falam. É meio papo de doido, já me falaram. E eu entendo o sentimento, juro. Mas é assim que acontece e minha cabeça de roteirista funciona. 

Então... Espero que você queira me conhecer um pouco mais, caso ainda não conheça, e que sinta vontade de dividir comigo um pouco do seu dia. No mínimo, cinco minutinhos e nada mais do que isso, claro que também vai depender do tipo de texto que fizer e da minha inspiração. No máximo, o quanto você se sentir disposto a deixar que alguns temas mexam com você. Não mais do que isso. Juro. Juro e prometo. 

Muito prazer, eu sou o Silvestre, e seja muito bem-vindo ao Barba Feita.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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