terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2016, O Aprendizado Que Você Mais Respeita!





Ah, menina, agora é hora (de alegria, vamos sorrir e cantar, do mundo não se leva nada...) do último texto do ano, gente. É hora de fazer aquele balanço, já morrendo de medo daquele Geraldo da Rede Record aparecer aqui, falando "Balança!", fazendo umas estripulias. Valei-me...

Então, gente, eu poderia dizer o quão péssimo foi meu 2016, ou o quão foda ele foi, mas 2016, assim como todos os anos anteriores e os que virão após ele (momento Leila Lopes), terão altos e baixos, e tudo, tudo, tudo, é um aprendizado.

Eu poderia fazer um texto apenas dizendo o quanto eu odiei esse ano, e como eu sofri com a doença da minha mãe, e como meu pai sentiu a morte dela, e minhas sobrinhas, minha irmã, as sobrinhas dela, as sobrinhas do meu pai. Poderia falar sobre a falta que ela me faz, e que sempre ouço os conselhos dela com a voz dela, ou algo trivial, como se fosse ela dizendo na minha cabeça, mas isso tudo foi (e tem sido) um puta aprendizado.

Eu poderia também fazer um texto sobre como fiz amigos novos esse ano, e como reforcei algumas amizades, e também como coloquei alguns pingos nos is, e reorganizei minha vida e minhas prioridades, mas ficaria um texto felizinho demais, e eu não gosto de ser óbvio nessas datas/nesses momentos..

Também poderia fazer um texto falando apenas sobre Rafael, e como ele me faz bem, e sobre a aventura que essa vinda pra Florianópolis tem sido, e também, como ele tem sido a minha maior aventura, mas vocês me conhecem o suficiente pra saber que não sou de ficar de melosidade.

"Mas Glauco, você disse que chegou a hora do balanço!", e é isso mesmo que eu vim fazer: um balanço.

Esse ano pode ou não ter começado como deveria. Eu passei a virada deitado na cama, comendo pipoca, bebendo vinho, assistindo Grey's Anatomy, bem tranquilo, bem na minha, sem farra, sem nada suntuoso. Pra mim foi o ideal. Me joguei na vida, tendo a situação da minha mãe como exemplo, e não queria perder tempo me lamentando, perdendo tempo dando murro em ponta de faca, afinal, o que eu poderia fazer era viver e ajudá-la como eu podia, ela me xingando ou não. E eu segui assim, tranquilamente, indo, vindo, cantando Dangerous Woman com o Bianco enquanto íamos para os rolês (meu Deus, que saudade desses momentos!), falando sobre séries, sobre a vida dos outros, sobre o rumo das nossas vidas, julgando todos os héteros (sendo bem heterofóbicas mesmo, até porque heterofobia nem existe), me conectando com pessoas, como Juliana e Gabriel, e muitas outras pessoas que passaram pelo meu caminho durante esse ano.

2016 me apresentou Rafael, que, de novo, tem sido a minha maior aventura e, de novo, eu sou muito grato por tê-lo na minha vida. É aquela sensação deliciosa de estar abraçado e não sentir que é o suficiente, e você abraça com mais força, até que um emite aquele som de... ah, de aperto mesmo, não sei bem que som é aquele, mas vocês aí em casa sabem do que eu estou falando, não sabem?

Então, o que eu tenho pra dizer sobre esse ano? Tudo foi um aprendizado. Minha família e eu aprendemos a ser fortes, e trabalhar em conjunto, e a saber respeitar os limites dos outros; também aprendi que não é porque eu estou morando longe, que as amizades que fiz em Barra Mansa serão perdidas mas, ao contrário, elas estão lá, esperando pelo momento em que nos reencontraremos, pra beber, rir, gargalhar, dançar ao som de Gretchen (saudades desse show!), pra falar besteira, e o carinho, amizade e respeito estarão intactos.

Aprendi também que de nada adianta eu desligar o meu lado emotivo, porque sempre tem alguém que consegue religar e, quando você menos espera, está lá, apaixonado, de quatro (às vezes literalmente), por outra pessoa, como aconteceu comigo e Rafael, que teve uma paciência de Jó e esperou, e esperou, e esperou, e soprou, soprou, soprou, e derrubou a porta pra entrar no meu coração e me mostrar que eu só precisava esperar pela pessoa certa (que no caso é ele, caso vocês não tenham entendido).

E assim, meus amigos, minhas amigas, e eleitores do José Serra, eu me despeço de vocês, e desejo a todos um Feliz Ano Novo, e que 2017, assim como 2016 e os anos que virão, sejam de aprendizado. Agora, se vocês me dão licença, Rafael (que ficou aqui do lado me vendo escrever esse texto) e eu vamos sair pra beliscar alguma coisa, porque eu estou morrendo de preguiça de cozinhar (e porque vou fazer propaganda pessoal pra amiga que vai encontrar com a gente, porque... bem, já falei demais).

Tchau, gente, tchau, 2016! E nos vemos em 2017, minha gente!!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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