domingo, 4 de dezembro de 2016

Conhecendo Pessoas e Espantando a Solidão



Até alguns (bons) anos atrás, a única forma de conhecer pessoas era saindo, indo a festas, sendo apresentado a alguém. As pessoas ficavam horas se preparando para ahazar no visual, causar aquela boa impressão. Aliás, essas são, ainda hoje, formas usuais de conhecer pessoas, de se relacionar. Mas, em tempos high tech como os nossos, estar antenado no mundo virtual pode ser uma senhora mão na roda, um caminho das pedras, inclusive para os mais tímidos. 

Sou totalmente a favor de que a melhor forma de se conhecer alguém é se divertindo. Eu não abro mão das reuniões sociais, das happy hours depois do trabalho, das festas de fim de semana, dos encontros arranjados. Dançando, rindo, estando ao lado dos amigos, muitas vezes ficamos até mesmo mais bonitos, mais atraentes às pessoas à nossa volta e ahazamos na conquista, melbem. Inclusive sou da teoria que quando estamos ao lado dos nossos amigos somos infinitamente mais verdadeiros e ‘nós mesmos’. E esse ‘brilho’ resplandece para quem nos observa de longe, quase como se fôssemos uma estrela, com luz própria (ahazei na comparação!). 

Por isso, saia, paquere, flerte, se envolva. Mas não fique na retranca, não encare todo pretendente como futuro marido ou descarte alguém logo de cara. Não faz a maluca porque lugar de louco você sabe bem onde é, e eu ainda faço o favor de lhe dizer: no hospício, sweet darling! Quem sabe aquele rapaz que pediu seu telefone na balada não seja uma ótima companhia para assistir aquele filme ou ir àquela exposição de arte? Por que não chegar e trocar uma idéia com aquela menina que você ficou encarando enquanto ela ria e se divertia com as amigas na mesa ao lado? Encare os riscos, viva os desafios. Se for pra não viver por insegurança, fica em casa assistindo temporadas e temporadas de séries e estreias na Netflix. #MuitoFranco


Em contrapartida, sei que para muitas pessoas o face to face é um enorme problema. A timidez pode nos privar de muitas possibilidades e, exatamente por isso, muitos preferem a vida virtual, conhecer pessoas através de redes de relacionamento ou apps diversos no telefone. God save the bits! Aloka!

Nos dias que vivemos, em que todo mundo tem também uma identidade virtual, acho super válido e interessante a forma de se relacionar pela internet. Eu mesmo já conheci pessoas (e fiquei, porque acho super válido aproveitar as oportunidades) em salas de bate-papo (nem sou velho, tá?), no falecido Orkut, no Facebook, no Instagram, no Grindr, no Hornet, no Tinder e em qualquer coisa nova que apareça. Sou desses, facinho! Ahaza, melbem!

O que me incomoda é quando o virtual é o ÚNICO meio que a pessoa utiliza para se relacionar. Conheço vários casos de pessoas que se conheceram pela internet e toparam se conhecer pessoalmente, rendendo ótimas histórias que poderiam ser encaradas como verdadeiros contos de fada. E eu atóóóóóron um conto de fadas! 

Como no mundo virtual a pessoa pode ser o que quiser, alguns cuidados devem ser tomados, é claro. Desconfie, mas não se feche como uma ostra, porque isso é demodê! Conheça pessoas, permita-se viver, sair de trás da comodidade da frieza de um monitor. Acompanhar o progresso faz parte da evolução humana e encaro os relacionamentos virtuais como mais uma forma de se conhecer pessoas. No fim, por mais irônico que possa parecer, a internet é apenas um meio de se relacionar. E, não importa o meio e sim o resto do livro. Todo trabalhado nas metáforas!

Como você vai conduzir as suas relações que começaram na internet é que é outra história. E a sua história deve sempre ser escrita por você! Eu, da minha parte, darling, gosto dos finais felizes. And you?

Beijão, abraço apertado e até a proxima. Porque eu sempre volto! Smack, smack!

Leandro Faria  
Stanford é gay, muito gay, gay mesmo. Mas não tem vergonha de ser assim e levanta a bandeira de que chique é ser inteligente. E ele também é um personagem, mas que é, muitas vezes, mais real que muita gente por aí...
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