quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Recomeçar. Recomeçar. Mil Vezes Recomeçar!





Adoramos recomeços. Adoramos quando, depois de um tempo confortáveis, partimos em uma nova jornada. De início, é meio que desconfortável, afinal, temos que deixar um pouco da comodidade de lado e partir rumo ao desconhecido conhecido. O que acontece é que, após um tempo recomeçando, já sabemos um pouco do que podemos esperar pelo caminho. Mas é nessa estrada, que mistura o inexplorado com o toque de familiaridade, que somos jogamos ou nos jogamos quando preciso.

Uma grande verdade também é que ninguém decide recomeçar se não for extremamente necessário. Não que não seja bom, mas não é ruim. Só que recomeçar significa olhar pra você mesmo e admitir coisas que estão bem enterradas e você já não admite tem um bom tempo. Recomeçar exige que você enfrente alguns monstrinhos internos e parta rumo ao que pode ser a regeneração de uma boa parte dos seus traumas de infância, adolescência ou até uma daquelas coisas que já nascem com a gente e que vem como uma grande bagagem da vida mesmo.

Recomeçar, algumas vezes, também significa que você mudou e precisa se re-descobrir. É o velho papo de não saber direito quem se é… Todo mundo tem essa fase, mais de uma vez na vida. Alguns até nunca deixam de estar sobre ela, mas se permitem ir experimentando enquanto não descobrem ao certo o que se passa. 

Ao mesmo tempo que recomeçar dá um medo tremendo, também proporciona borboletas no estômago e excitação por não saber o que esperar direito do futuro. O gosto de encarar o desconhecido é universal. Ao mesmo tempo que metade da gente é puro medo, a outra metade é só expectativa. 

Junto da mudança vem um combo de novidades interessantes. Se nós mudamos, tudo ao nosso redor muda também. As pessoas não são ou serão mais as mesmas de sempre. Nossas vontades, antes reféns do cotidiano, ganham certa liberdade para se moldar ao que a nova fase permite. E nós, que éramos assustados e tristonhos no princípio de tudo isso, não somos mais. O interesse de conhecer o novo ganha lugar. E o recomeço vai impondo suas regras, até que se transforma em um novo hábito de uma nova realidade, dentro de um novo cotidiano. 

A vida, meus queridos leitores, nada mais é do que uma eterna resignificação de costumes e expectativas. No fim, somos aqueles que estão sempre re-começando algo e mantendo a mente aberta para o que não está programado e pode surgir como uma excelente oportunidade. 

O que importa mesmo é que somos mutáveis e estamos, mesmo parecendo que não, prontos para recomeçar. E mil vezes recomeçar...

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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Um comentário:

Aconteceu disse...

Lindo texto,incrível mesmo é poder recomeçar por vontade própria,eu precisei recomeçar devido o falecimento da minha mãe....
Parabéns......pelo texto.....