sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

E Que Venham as Listas de 2017





Quando vai chegando o fim do ano, é chegada a hora de preparar um balanço sobre o que fizemos (ou deixamos de fazer) e começar a produzir as famosas resoluções de fim de ano, acompanhadas das listas de projetos que podem se tornar realidade. 

Eu sempre adorei fazer listas, pois me ajudam até hoje a manter o foco.  Daqui a alguns dias já começarei a produzir os tópicos de ações programadas para 2018.  Mas hoje, venho aqui apresentar para vocês uma outra lista - a dos melhores de 2017.  Vocês podem me perguntar:  “mas teve coisa boa em 2017?  Um ano tão surreal que parece que já entrou virado ao avesso?”.  Foi um ano terrível, tenho que concordar.  Mas, culturalmente falando, trouxe boas novidades.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Gravadoras, Contratem Glória Groove!





Uma das melhores surpresas dessa semana foi ver o nome de Aretuza Lovi como nova contratada da gravadora Sony Music. Wow, pensei. Mais uma Drag sendo reconhecida e tendo a chance de mostrar o seu trabalho para grande massa. Mas logo em seguida pensei: E a Glória Groove? 

Não quero desmerecer em nada a nova conquista de Aretuza. Já que quanto mais drags visadas musicalmente, melhor, mas não posso negar que Glória Groove merece isso também. Ela é dona de vocais poderosos, presença de palco de deixar muitos babando e dona de composições maravilhosas. Ela já está mais do que pronta para o mercado. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Família, Família...





No próximo sábado, minha mãe completa 60 anos de idade. Marca que antes assustava, mas hoje ainda permite construir muitas coisas nessa vida. Minha mãe já apareceu por diversas vezes aqui nos meus textos: sempre com um ensinamento, dentro da sua simplicidade de vida. Aprendi com ela valores que considero imprescindíveis. E sigo aprendendo: minha mãe me ensinou que, após ingressar nas redes sociais, é possível, sim, se tornar alguém ainda melhor e fugir da imbecilidade que nos cerca.

Mas não vim aqui falar apenas da minha mãe. Vim falar de família como um todo. Sim, eu sou um cara família. Quando era adolescente, meus amigos não entendiam porque eu preferia estar em um compromisso com meus pais e minha irmã a sair para fazer algo com eles no fim de semana, por exemplo. Sempre tive uma proximidade absurda com minha irmã, uma cumplicidade enorme com a minha mãe e uma conexão única com o meu pai. Pode parecer piegas, porém, sim, eles são a minha base.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Meu 2017 Em Forma de Música





E aí, gente, como é que ceis tão? Eu tô bem, e hoje vim rapidinho pra falar sobre Música, afinal, é o que eu amo, e eu quero dividir com vocês o que eu mais ouvi nesse ano todo!

Começando por ela, minha diva, Morgan James:


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Poder e o Impossível





Dentro do cinema, existe aquele subgênero de filmes motivacionais, onde o protagonista enfrenta uma situação extrema e, por causa dela, consegue mudar a sua vida. Normalmente, são filmes baseados em histórias reais, cheias de otimismo e de inspiração. E esse é o caso de O Poder e o Impossível (6 Below: Miracle on the Mountain, no original), estrelado por Josh Hartnett e que entra em cartaz  na próxima quinta, 14/12, nos cinemas brasileiros. O legal, pelo menos pra mim que fui assistir ao filme sem saber nada sobre sua história, é que ele é um longa bem realizado e com uma trama interessante, que rouba a nossa atenção.

Na trama, Josh Hartnett vive o protagonista Eric, um jovem rebelde e impulsivo, viciado em metanfetamina desde que viu a sua carreira no hóquei naufragar. Depois de um acidente de carro, ele se isola em uma estação de esqui em High Sierra e, praticando snowboard, acabe perdido nas montanhas. E ali, em condições extremas, terá de lutar para sobreviver, enquanto repassa a própria vida até aquele momento. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Assim Nascem os Rockstars




Eu sempre quis ter uma banda.  Quando pequeno, me via na icônica capa do Sgt. Peppers, dos Beatles, que anos mais tarde também vim saber que era uma banda imaginária criada pelo quarteto fantástico de Liverpool.   Aos sete ou oito anos, ficava fascinado por aquele contraste do amarelo e vermelho, do encarte multicolorido e da quantidade de personagens daquela capa sensacional na qual não conseguia identificar ninguém de imediato, mas imaginava que eram fãs reverenciando os seus ídolos, mas como se estivessem no mesmo palco, participando de uma grande celebração.

Sgt. Peppers foi, talvez, o meu primeiro encontro com a música.  Depois me apaixonei por Queen.  Queria ser Freddie Mercury e comandar a platéia.  Quis ser também Robert Smith e me esconder atrás dos cabelos desgrenhados, do delineador negro e da maquiagem borrada.  Aquele “disco do velho na capa” do The Cure tocava noite e dia.  E tal qual um campeão do programa Qual é a Música?, do Silvio Santos, conseguia identificar na primeira nota qualquer canção aleatória daquele álbum.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

10 Feats Com Anitta Que Queremos Ver Em 2018





Hoje é sete de dezembro e ainda estamos aguardando o quê de 2017? Vai Malandra, última música do projeto Xeque-Mate, obvio! Mas enquanto a nova música não vem… Nada melhor do que pensar nos feats que ainda estão por vir. Afinal, se tem uma coisa que Anitta fez esse ano foi colaborar em música de vários cantores de gêneros musicais diferentes. Teve feat com Simone & Simaria, Wesley Safadão e Nego do Borel, Harmonia do Samba, Gustavo Mioto, Solange Almeida, Pabllo e Major Lazer.

Assim, decidi reunir em uma lista bem simples, só com dez nomes, cantores que QUEREMOS, SIM ver ao lado de Anira em 2018, em novas parcerias musicais.

Vamos pra minha lista?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sair dos Armários da Vida




Um dos momentos cruciais na vida de um cidadão LGBT é quando ele sai do armário. Para alguns é algo natural, percebido pela família e amigos desde novo. Para outros, é mais traumático, tendo dificuldades de aceitação. Mas nada é pior do que quando a própria pessoa tem problemas para se reconhecer e se aceitar como é: esse provavelmente é o pior armário onde alguém pode ficar trancado.

Ao longo da vida, somos chamados a sair de diversos armários, sejamos LGBT ou não. Além da questão da sexualidade, quantas outras vezes não temos que nos posicionar e expor uma opinião, temendo o risco de sermos julgados ou rotulados? Acontece com quem convive com HIV, como já mencionei aqui no Barba Feita antes, por exemplo; acontece quando temos que definir uma posição política (alguém consegue imaginar uma pessoa se assumindo petista e abertamente declarando voto em Lula sem ter que ser corajosa hoje em dia para enfrentar as críticas?); acontece quando alguém assume que tem um relacionamento aberto ou poliafetivo. São momentos em que é importante ter certeza e bravura para aceitar opiniões positivas e negativas.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

É Biscoito que Você Quer?





Não, não vamos passar nenhuma receita de biscoito aqui, vocês que procurem no YouTube. E aí, como é que ceis estão, hein??? Por aqui tá numa boa.

Desde quando a Internet era só mato, vídeo da barata falando palavrão, aquele outro da vaca louca que dava umas gargalhadas distorcidas lá, com os assistentes do Office, e muito mais, a galera já amava se expor na web, não é mesmo? mIRC, Fotolog, Flogão, Orkut, My Space, MSN, e por aí vai. Sempre tinha aquela foto especial, com um quilo de efeito, sempre evidenciando o volume dos seios, ou o suposto tanquinho, ou a bunda, os olhos, a boca com bico de peixe/pato, que dava aquela inchadinha na bochecha, sabe? Pois é, esse tipo de foto. E tava tudo muito que bem, a gente seguia em frente com a vergonha alheia e tava tudo certo. 

E assim como muitas coisas, esse tipo de foto também evoluiu. Siim, meus amigos e minhas amigas, a galera foi mudando a forma de se expor fotograficamente na Internet, e não é de nudes que eu tô falando. Tudo começou com pessoas magras, fortes, saradas, definidas fisicamente, postando fotos com legendas do tipo: "Ai, tô gordo", "Gordinha, já apago rsrsrsrsrs", "Correndo atrás do prejuízo do final de semana", ou apenas colocando um emoji de baleia. Com razão, uma parcela da web começou a se irritar profundamente com isso, porque a pessoa é toda trincada, tem um peitoral maravilhoso, um abdome que nossa senhora, tem as curvas perfeitinhas, bunda lá em cima e tal, e fica mandando essa? Ah vá, né?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

#Error





Quando foi que a nossa geração começou a dar tilt? E não, essa não é uma pergunta debochada ou irônica, e sim uma curiosidade que me toma. Porque sim, estamos falhando, apresentando tela azul, com mensagens de erro tomando conta do nosso cérebro. O mundo tá estranho e nós somos reflexo do que está acontecendo.

Ainda me lembro de quando era mais novo e ouvir falar que psiquiatras eram médicos de gente maluca. Mas, hoje em dia, quem não precisa de consultas psiquiátricas, usa remédios controlados ou necessita de ajustes de serotonina no organismo? É cada vez mais comum ouvir que pessoas próximas estão ansiosas ou deprimidas, procurando ajuda especializada para aprender a lidar com os dilemas que nos afogam.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Eparrei, Iansã!




Nasci dia 4 de dezembro. Portanto, nesta segunda, completo mais um ano de vida. E, quando era criança, uma das coisas que mais curtia era quando meu aniversário estava chegando. Ficava super ansioso pela festinha que minha mãe preparava com todo cuidado. Mas o que me deixava mais apreensivo, era o possível fato dos convidados não aparecerem. O motivo? A chuva.

Todas as vezes que minha festinha era marcada, o céu desabava. A minha mãe e minha avó sempre diziam que, por ser dia de Santa Bárbara, era obrigatório chover. Mas não era uma chuvinha passageira não... Vinha sempre um dilúvio bíblico, com relâmpagos e trovões estarrecedores. Obviamente, era a clássica “chuva de verão antecipado”, mas na minha cabecinha, sempre achei que era a santa querendo me castigar por algo que eu tivesse feito. Lembro que eu seguia para o meu quarto e, com as mãozinhas juntas, olhava a tempestade cair através da janela de madeira e ficava pedindo perdão por tudo, mesmo sem saber o porquê. Ficava com medo das pessoas não conseguirem chegar a tempo do “apagar das velinhas” e a festa ser um fiasco.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fernanda Torres é Foda!





Ela é muito foda! Mais uma vez foi essa a sensação que tive ao finalizar um livro escrito por Fernanda Torres. Ela é foda! O ritmo ofegante de minha respiração quando terminei seu livro foi prova cabal disso. E olha que ainda não estou falando de Glória e Seu Cortejo de Horrores, seu trabalho mais recente e também lançado pela Companhia das Letras, sua editora parceira desde FIM, seu romance de estreia. Acontece que terminei agora a leitura de Sete Anos, livro de “crônicas”, lançado no, agora, longínquo ano de em 2014. Coloco uma aspa bem grande no crônicas porque durante as páginas do livro vamos nos deparando com ensaios, perfis e artigos destrinchados ao longo dos anos. Dos Sete Anos, por Fernanda. 

Acredito que foi logo no comecinho de março que iniciei sua leitura. Minha demora em finalizar não aconteceu por conta da escrita ou qualquer força do gênero, mas da qualidade do texto. Ao me deparar com Kuarup, um dos relatos mais íntimos e pessoais do livro, me vi completamente rendido. Querendo descobrir mais de sua escrita e seu olhar sobre o mundo.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Parabéns à Hipocrisia




Eu nunca gostei de "Com quem será?" na hora do parabéns, desde pequeno. Tinha pânico. Já cheguei a fugir em meio às palmas, porque eu sabia que iriam fazer gracinha comigo e a minha prima Marcela. Sempre achei constrangedor, ainda mais naquele momento da vida em que tudo o que a gente queria era apenas ser criança (mas que tanta gente força já uma sexualidade ou uma orientação que sequer existem).

Por isso, na semana passada, quando apareceram os primeiros comentários sobre o vídeo do garoto de 12 anos que beijava seu namorado de 14 na frente de um bolo da Pabllo Vittar, busquei primeiro entender o que e quem estava falando. Concordo inteiramente com quem disse que achava que um rapaz de 12 anos ainda não deveria estar namorando e nem deveria ter isso estimulado pela sociedade. Mas, infelizmente, notei que mais uma vez estávamos rodeados de homofobia e hipocrisia.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Clarice Lispector e os Planos Para 2018





Gente, gente, gente! Tudo certo? Tudo bem? Comigo sim, como também. Vamos lá que o texto de hoje vai ser bem rapidinho e (acredito eu) um tantinho diferente.

De todas as promessas que secretamente já fiz para 2018, e espero cumpri-las, a principal me foi dada por Clarice Lispector. Mesa branca? Um sonho? Uma visão? Não. Sabem o texto Bolinhas? Não? Pois deviam, é maravilhoso! Tem  um pedaço dele em que ela fala: 
"Dizem que fala muito de como é. Eu estou fazendo isso? Não quero. Quero ser anônima e íntima. Falar sem falar. Se é possível."
O que quero eu dizer com isso? É que eu tenho uma mania chata, muito chata, de transformar a situação, seja ela qual for, sobre mim! Se alguém vem desabafar algum problema comigo, ou pedir conselho (pedir conselho... logo pra mim!), ao invés de eu ir lá e dizer tal e tal coisa, e encerrar o momento logo, eu simplesmente desando a contra-desabafar, com o pretexto de usar a situação pra ajudar a pessoa, mas a bem da verdade é que eu quero mesmo é falar sobre o que aconteceu/está acontecendo/pode acontecer comigo, simplesmente por gostar disso, por amar que as pessoas saibam o quão vítima eu fui, ou o quão forte eu fui em determinado momento da minha vida e blábláblá. Meus textos, gente, puta que pariu. Tá, tá bem, teve um e outro que ajudou, mas num geral, são 90% sobre mim, e os outros 10% aumenta são uns contos que eu resolvo criar coragem pra postar.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Não Me Abandone Jamais





Apesar de ler bastante e ter um gosto bem abrangente, eu normalmente não sou muito afeito aos grandes sucessos de crítica literária. Talvez seja o meu pequeno trauma com os clássicos, que lia obrigado na época do colégio, ou apenas puro preconceito com as obras aclamadas. Só sei que raramente pego um livro muito comentado, mas que não seja comercialzão. Eu sou estranho, me deixem.

Assim, acabei me surpreendendo bastante com Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go, no original), escrito pelo Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, e que ganhei de cortesia da Companhia das Letras. Sabe aquele tipo de livro que você começa a leitura sem saber absolutamente nada sobre ele e, quando se vê, encontra-se perdidamente envolvido por aquele enredo? Foi o que aconteceu aqui, já que recebi o livro, sequer li a sinopse e comecei a leitura. E assim fui sendo levado pelas páginas daquela distopia que vai nos sendo contada pela protagonista Kathy.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

É Fake Ou Não É?




Semana passada fui surpreendido com a notícia de uma obra que, num leilão da Christie's atingiu um valor astronômico. O quadro Salvator Mundi, do renascentista Leonardo da Vinci, foi arrematado por 450 milhões de dólares, ou quase 1 bilhão e meio de reais, em uma disputa acirradíssima entre dois compradores anônimos, que faziam ofertas por telefone. É a obra mais cara do mundo, que foi superado por um de Pablo Picasso, o sensacional Les femmes d´Alger.

O quadro de da Vinci, que tem cinco séculos, foi pintado na mesma época de sua obra mais conhecida mundialmente, a Monalisa. Pertenceu à família do rei Charles I da Inglaterra e desapareceu em 1736. Todos acharam que havia sido destruída e somente foi encontrado no fim do século 19, cem anos depois do sumiço. Como curiosidade, em 1958, foi negociado por apenas 45 libras e durante muito tempo a obra também foi cercada de polêmicas em torno à sua autenticidade. Somente em 2005, após diversas análises, a obra foi atribuída como um verdadeiro da Vinci.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Minha Torcida é Para o Meteoro




O mundo está um lugar cada vez mais complicado de se viver. Ontem, por exemplo, eu vi uma série de prints nas redes sociais  que me chocaram bastante. As imagens eram uma conversa de WhatsApp entre uma diarista e a pessoa que contratou os seus serviços. Essa pessoa estava dispensando a moça por conta de "algumas coisas" que ela não gostou muito. A diarista quis saber se era sobre seu trabalho, mas a resposta foi... Me faltam adjetivos para poder classificar, mas o caso foi que o serviço não foi o que mais desagradou, mas o comportamento abusado da moça.

Assim, se você considerar que abuso foi que a pessoa que fez a faxina de sua casa utilizou o banheiro e ao fazer sua refeição não utilizou o talher de plástico, como havia sido recomendado. Não sei vocês, mas essas "recomendações" me deixam perplexo. Primeiro, é crime querer ir ao banheiro? É indelicado da parte da pessoa que está contratada para fazer a limpeza de uma casa? Sei lá, mil coisas. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Por Que Nos Falta Compreensão?





Nesse último fim de semana completou um mês de um dos momentos mais difíceis da minha vida. Não, não vim aqui falar do problema, mas sim do que se sucedeu. Num primeiro instante, encontrei muita empatia e compreensão em determinadas pessoas – algumas, até, me surpreenderam. Mas logo após choveram opiniões das mais diversas. E muitas delas, repletas de julgamentos e incompreensões.

“Você precisa se afastar de fulano”; “O que fulano fez não tem perdão”; “Fulano foi um fraco e cicrano foi um covarde chantagista, nunca mais tenha contato com eles”; “Você está dando mais valor a essa história do que ela merece”; “Ouvir isso de você não era o que eu esperava”; “Como você não tem raiva de fulano pelo que ele te fez?”... Entendo toda a preocupação que cercam os amigos quando veem alguém querido em apuros. Porém, em algum momento, será que vieram me perguntar o que eu de fato queria? Se eu acredito que haja perdão? Se eu, de fato, achava que o correto era se afastar por completo?

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ontem Foi Ontem, Hoje É Hoje




E aí, como é que ceis tão? Eu fui num forró nesse domingo, acreditam? Eu, mais Rafael e nossa vizinha fomos pra um forró. Não movi um músculo pra nada, afinal, não sei dançar, né, mas até que me diverti bastante.

Agora... Tem umas coisas que sempre me irritaram na galera das antigas, sabe? Não na galera toda, claro, mas naquela fatia que não sabe viver sem citar algo do passado com aquela nostalgia sofrida e, claro, comparando com desgosto o antes e o depois. Por exemplo:

"Ai, porque na minha época eu não tinha Uber não, a gente ia é de ônibus mesmo. E demorava pra passar e, às vezes, nem era o caminho todo, a gente tinha que andar mais um pedaço. Hoje em dia tá tudo muito fácil, por isso que essa juventude tá assim.".

Tem também aquela:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

(Des)Serviços





Fiquei dezessete dias sem gás em casa. Dezessete, tem noção? E isso por um problema sobre o qual eu não tinha controle, graças à excelência dos serviços e de atendimento ao cliente no Rio de Janeiro, essa cidade maravilhosa onde tudo é lindo, menos os serviços, que são uma merda.

Quando me mudei para o meu apartamento, foi feita uma vistoria e estava tudo bem, afinal, a vistoria é superficial, não identifica problemas estruturais. Quando a primeira conta da CEG chegou, o susto: quase R$ 300 de gás. Foi identificado um vazamento, a imobiliária foi acionada e, depois de umas duas semanas, o problema sanado. Mais ou menos. Mas bem mais ou menos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Coldplay e o Novo Rock Asséptico




O Coldplay é uma banda estranha.  É uma banda de arena, mas não é um U2.  É uma banda tecnológica, mas não é um Radiohead.  É uma banda carismática, mas não é um Arcade Fire.  É uma banda pop, mas não é um Maroon 5.  Os músicos não são virtuosos:  o guitarrista Jonny Buckland nem chega perto de um The Edge (U2).  O baixista Guy Berryman não tem o talento de um Flea (Red Hot Chilli Peppers).  O baterista Will Champion não tem nem um sopro da pegada de um Dave Grohl.  E o vocalista Chris Martin, apesar de cantar muito bem, não é um rockstar.  Tem aquela carinha de bom moço que faz compras no supermercado, leva os filhos na escola e abre a porta do carro para a esposa.  Não é um Bono Vox, um Anthony Kiedis, um Eddie Vedder.  Não deve ter nunca vomitado em um banheiro sujo de bar.  O único “escandalozinho” foi a separação da atriz (insossa) Gwyneth Paltrow e pela fofoca de que a cantora Rihanna seria o pivô da briga.  Aquela velha tríade sexo-drogas-rock´n´roll passou longe.  Aliás, o Coldplay é a antítese do rock´n´roll.  Mas mesmo assim, ainda é uma boa banda.

Ao analisar a (ótima) turnê A Head Full of Dreams, que recentemente voltou ao Brasil para shows em São Paulo e Porto Alegre (eles já tinham vindo com a mesma turnê em 2016 para shows na capital paulista e no Rio de Janeiro – em um show com recorde de público no Maracanã), o Coldplay parece ser a banda certa para um momento certo.  Pelo que tenho percebido, as pessoas estão muito mais dispersas, pois ninguém presta mais atenção em uma apresentação de um show de rock.  Se o filósofo Bauman estivesse vivo, diria que não só o amor e os relacionamentos se tornaram líquidos... a música também se tornou.  Virou uma coisa asséptica:  não vi ninguém com uma gota de suor na testa após o show deles, em Porto Alegre.  As meninas, com suas maquiagens perfeitas e cabelos alinhados, nem precisaram de retoques: “partiu balada pós Arena do Grêmio!”.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Concorrente da Netflix




Todo mundo conhece a Netflix. Sabe que a plataforma de streaming produz séries, filmes e documentários, além de distribuir tantas outras produções ao redor do mundo. Netflix acabou popularizando algumas séries e até salvando outras. É um serviço para os amantes de seriados. Mas não é o único. 

Outro dia mesmo entrei na Amazon, estava procurando um livro que agora não lembro o nome e vi que a Amazon Prime, concorrente da Netflix, havia diminuido seu preço para novos assinates e decidi dar o beneficio da dúvida e experimentei os sete dias gratuitos para ver como era. Ao contrário do seu "irmão" que ainda é mais popular, Amazon Prime possui um catálogo até enxuto de séries, o que não significa que não tem boas produções originais, que são muito queridinhas da crítica e público americano. Por exemplo, estão na lista de produções da empresa: Transparent, American Gods e Men in the High Castle. Tudo também disponível no catálogo Brasileiro do streaming

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os Crushes da TV





E aí, gente, como é que ceis tão?! Por aqui tá tudo numa boa, como sempre.

Pois bem, o texto de hoje vai falar sobre aquilo que praticamente todo mundo teve na infância/adolescência, ou continua tendo até hoje: crush em ator de televisão. Sim, não me olhe com essa cara porque eu sei que você já teve. Eu tive uma vizinha que a filha dela vivia dizendo que ia casar com Sandy e Junior. Isso mesmo, com a dupla. Isso é o que eu chamo de ambição...

Mas acontece que eu não vou falar APENAS dos meus crushes. Vou expôr aqui os de Rafael, porque do nada começamos a listar os atores das novelas que assistíamos e a lista bateu quase, mas quase certo. Vamos começar pelos crushes exclusivos dele e meu. Preparadxs? Então pega o rodo, o pano de chão e se prepara!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Lugar Bom





Eu ainda não tinha conferido The Good Place e, sinceramente, nem pensava em ver a série. Eu não sou lá muito fã de comédias e, com tantas opções chegando todos os dias, eu não pretendia incluir mais uma série em minha já grande lista de produções que acompanho. Mas, alguns amigos cujo gosto eu normalmente respeito me indicaram e eu pensei: ok, não custa ver o primeiro episódio, né? O que, é claro, não se resumiu a isso, já que esse texto não existiria se eu não tivesse devorado a primeira temporada inteira disponível na Netflix em pouquíssimo tempo e não estivesse acompanhando a segunda temporada semanalmente no serviço de streaming

Mas, preciso confessar que o principal atrativo para eu conferir The Good Place atende por nome e sobrenome: Kristen Bell. A atriz, que vive Eleanor, a protagonista da história, mora em meu coração desde que me apaixonei por seu trabalho em Veronica Mars. E aqui, vivendo uma personagem completamente diferente, ela arrasa.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O Inimigo Oculto de Waack





Eu tenho um ranço por algumas pessoas. Aquela coisa do “santo que não bate” é algo bem comum nas minhas relações sociais. Obviamente, como a primeira impressão é a que fica, com um pouco de força de vontade a gente vai até modificando alguns conceitos e, com o tempo, passa a enxergar outras coisas que por algum motivo não foram tão transparentes.

Mas, como um bom sagitariano que sou, dificilmente me engano com as pessoas. Quando não gosto de cara, dificilmente a relação de empatia vai se transformar em algo positivo no futuro. Isso já me custou algumas indisposições com amigos, pois eu não conseguia estar no mesmo ambiente do que outras pessoas: “tudo bem que ele seja seu amigo, mas não é meu e nunca será”, já cansei de dizer. E meus amigos ficavam me olhando com cara de espanto pensando algo do tipo “mas o que essa criatura fez a ele para ser tão detestável?”. Na grande maioria das vezes, nunca tinham me feito nada. Só meu anjo da guarda não cruzava com o dele. Com o passar do tempo, muitas vezes aparecia alguma merda e os meus amigos vinham com aquela carinha borocoxô dizendo “puxa, lembra aquele amigo que você não ia com a cara? Pois então... me sacaneou bonito...”. Eu, com um sorrisinho no canto da boca repetia, em um mantra “eu aviseeeeeei”.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Playlists do Sil: (Mais) 05 Músicas (Novas e) Viciantes





Depois de uma semana que teve feriadão e aproveitei para mostrar cinco musicas que estão tocando direto no meu iPod, resolvi sabe fazer o quê? Postar mais música para vocês! Estou me viciando em novas músicas e conhecendo até novos cantores. Então, nada melhor do que divulgar pro mundo. Então segura essa lista:

Você já ouviu falar na Malía? Pois é, também não conhecia até ontem. Sim, ela é recomendação fresquinha. Mas assumo que quando comecei a ouvir sua música, não resisti e me apaixonei de cara e já sai colocando na minha playlist. Sinto que o Reino do Pop em 2017 está mais do que garantido. Não acredita? É só apertar o play e ser feliz.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mãe!: Uma Grande Alegoria




Já quase saindo de cartaz, em poucas salas de exibição, fui ver no último fim de semana o filme Mãe!, de Darren Aronofsky. Já conhecia o trabalho do diretor, principalmente por Réquiem para um Sonho e Cisne Negro, dois filmes dos quais gostei muito. E tinha grande expectativa: um elenco com Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer, um clima que flertava com o terror e o absurdo... Mas, principalmente, o que mais me instigava a ir eram os comentários dos meus amigos que assistiram antes de mim. A grande maioria que dizia ter gostado ou ter sido perturbado era de pessoas com as quais geralmente os meus gostos convergiam.

Pois bem. Não posso dizer que gostei do filme. Mesmo dias após, tenho dúvidas. Mas certamente é um bom filme, extremamente perturbador (o que, por si só, já é um grande mérito). Lembro-me de algumas pessoas, após lerem determinados contos do meu livro Perversão, terem comentado que a inquietação dos assuntos, mesmo que não os agradasse, já valeria a leitura. É mais ou menos isso que penso sobre Mãe!. Gosto é uma coisa; qualidade e objetivos atingidos é outra.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um Ano de Florianópolis. MAS JÁ?!




E Florianópolis continua liiiiinda... Fevereiro e Março... Não, nem é de Floripa essa música...

Bem, gente, não é hoje, é sexta-feira, mas como eu não tive a ideia genial de pedir pro Marcos Araújo trocar comigo, então fica o texto pra hoje mesmo. Mas é isso aí, dia 10/11/2017 eu completo um ano do meu êxodo, do dia em que venci a maldição da Caverna do Dragão, e consegui sair de Barra Mansa. Ah, que alegria, né? Meus amigos não deviam mais aguentar eu reclamando de morar lá.

Florianópolis é um hino de lugar, gente, muito bonito, cheio de gente bonita, bacana, interessante, mas algo que me frustra bastante por aqui é o fato de a cidade simplesmente morrer após a meia-noite. Você quer comer uma pizza às duas da manhã, porque não tá conseguindo dormir? Pois bem, vai ficar querendo, porque não tem ninguém vendendo pizza a essa hora. Nem  hambúrguer (o Good's, em Barra Mansa, sempre salvava as minhas noites). Nem pizza cone (a Nona Derna ia até quase duas da madrugada, saudades). Só nos postos de gasolina, mas atenção: nem todos. Saudade de quando eu morava no centro da cidade, que o posto ficava a uma quadra do prédio, era tão útil, agora fica a uma hora de caminhada.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cinco Filmes Para Assistir Com Seu Brother





Há três semanas, escrevi aqui no Barba Feita uma coluna que, vejam só, tornou-se o meu texto mais lido e compartilhado por aqui desde que começamos com o projeto. Eu falava de Brotheragem e Sigilão, com direito à pesquisa e tudo. Foi um texto que gostei de escrever e que me deixou feliz com a repercussão alcançada. 

Mas, apesar de ser um assunto sério e espinhoso, em conversa com um dos meus grandes amigos da vida e que por acaso trabalha comigo (e é hétero, vejam só), acabemos transformando a história em piada. Afinal, se não for pra rir a gente nem sai de casa, né? E assim, refletindo sobre o que eu falava no texto, chegamos a uma pequena lista de filmes que poderiam dar aquele empurrãozinho em uma relação de brotheragem e sigilão para jovens rapazes ou homens que querem um pouco mais de intimidade com seus parças, mas sem cair de boca (com ou sem duplo sentido, fica a seu critério) logo de cara. 

Essa seria uma lista para criar um clima, ter assunto e, aí sim, peguntar: mas, pô, bro, por que não nos inspiramos, heim? E então, pá, pum! Já foi!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Bagulhos Sinistros





Stranger Things, a série lançada em junho do ano passado em mais de 190 países e que ganhou uma estrondosa repercussão, se tornando um fenômeno pop mundial, teve a sua segunda temporada liberada na Netflix no último dia 27/10.  E os fãs, que fizeram uma maratona para assistir os nove episódios de uma vez, só teceram elogios rasgados.  Nas redes, só se falava disso.  Mas, afinal, o que faz Stranger Things ser um sucesso tão estrondoso? 

Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a primeira temporada começava com o intrigante desaparecimento de uma criança na pequena Hawkins, em Indiana.  Certa de que o menino estaria vivo, a mãe, acusada por todos de estar transtornada mentalmente, começa uma busca frenética e, aos poucos, consegue convencer um policial que seu filho está preso em um mundo paralelo cheio de enigmas, monstros terríveis e que existe uma conspiração corporativa por trás de tudo. Paralelamente, os amigos do garoto, ajudados por uma misteriosa menina com poderes paranormais e que atende pelo nome de “Onze” também estão à sua procura.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Playlist do Sil: 05 Músicas Para Curtir o Feriadão Prolongado




Feriado chegou e você quer o quê? Arrastar a bunda no chão e curtir tudo de melhor que o feriado prolongado por oferecer, não é mesmo? Pensando em você e aproveitando que ando com uma nova playlist recheada de músicas que são perfeitas para curtir uma "pré-balada", vou fazer uma boa e velha lista de músicas, ao estilo Spotify, com um singelo nome: Especial Feriado Pronlongado. 

Ando bem aberto musicalmente no último ano e prova disso é o quanto me surpreendi por apreciar as músicas cantandas por ninguém menos que Naiara Azevedo. Mentalmente é o tipo de música que me vejo cantarolando quando menos espero. É viciante, divertida e também é possível usar para chegar no crush. RECOMENDO!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

“Oi, Tudo Bem?” “Não”




Geralmente, uma conversa começa com um “Oi, tudo bem?”. A pergunta é quase retórica: esperamos ouvir um “tudo bem” de volta, no máximo um “e você?” junto. Uma vez li que o maior chato é aquele que responde ao “tudo bem?” de outra forma. Mas e quando, realmente, não está tudo bem? Quando alguém acostumado a sempre enxergar a vida positivamente precisa de atenção e ajuda?

Às vezes é necessário, sim, dizer que não está tudo bem. Claro, não é sair por aí gritando para o mundo, mas com as pessoas certas. Aquelas que podemos contar, que de fato se preocupam conosco. Admitir que precisamos de ajuda ou algum tipo de apoio em momentos da nossa vida é crucial para a nossa saúde, tanto a mental quanto a física, pois o corpo reflete boa parte do que se passa na nossa cabeça. Tensões musculares, perda de apetite, queda de imunidade... Tudo vem a reboque em um momento traumático ou ruim. E, evidentemente, não pode estar tudo bem. Mesmo que retoricamente. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Os Silêncios Também Fazem Parte da Vida





Ai, ai, sabe? A vida é engraçada. Mas só às vezes.

E aí, como é que ceis tão? Por aqui tá tudo indo.

Há uns meses atrás estávamos trabalhando no programa Do Sagrado ao Profano, do coro que faço parte, e em uma das músicas (Bogoroditse Devo - Ave Maria em russo, composta por Sergei Rachmaninoff) as Contraltos tinham a melodia no final da primeira página, e nós, os outros naipes, ficávamos em segundo plano. Bem, pelo menos era o que devia ter acontecido, mas não foi assim de primeira, afinal, ninguém é perfeito. Foi então que nosso querido maestro Per Ekedahl, nos disse: 
"Vocês precisam ouvir a melodia das Contraltos. Se você não ouve a melodia, é porque está cantando alto demais."
Não preciso dizer que isso ficou na minha cabeça, certo? Pois é, ficou. Desde então venho refletindo sobre diversas coisas que estão acontecendo na minha vida, e o que eu devo fazer pra corrigir isso, o que estou deixando passar, qual é o propósito disso tudo. Aí, dia desses, fui conversar com uma colega do coro, pedir umas indicações de trabalhos, aulas, coros, essas coisas, e ela simplesmente completou tudo o que eu vinha pensando a respeito do meu propósito, e o melhor: sem querer! Eu nem mencionei nada pra ela, apenas comentei algo e ela me deu esse tapa nas costas, daqueles que quase deslocam a clavícula.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Dracarys! Por Favor, Matem o Presidente!





Eu não sei vocês, mas eu ando desanimado. A vida está difícil e até ficar bem informado vem me esgotando mentalmente. É quase um esforço diário permanecer lúcido em meio a tantas notícias desanimadoras, que parecem sugar as nossas energias. A vontade que eu tenho, sinceramente, é de invocar a Daenerys Targaryen e gritar: Dracarys! 

Eu nunca gostei muito de política. Sei que é necessária e até mesmo devemos exercê-la em nosso cotidiano. Mas parece que estamos nos afogando na lama. O mais triste, entretanto, é que os nossos representantes são exatamente isso, por mais doloroso que seja para nós admitirmos: um espelho da nossa população.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Tão Jovens e Tão Cruéis





Na última semana, mais uma vez o assunto bullying voltou aos noticiários com o caso do estudante de 13 anos que matou dois e deixou outros feridos em uma escola particular em Goiânia. O menino, que estudava no 8º ano da escola, decidiu se vingar pela suposta perseguição que sofria pelos amigos por problemas relacionados ao excesso de transpiração: pegou a arma do pai, que é coronel da PM, e abriu fogo contra os colegas de turma.

Desde que eu me entendo de gente, o bullying sempre existiu. Na minha época de colégio, ainda não tinha esse nome. Na verdade, o bullying nem tinha nome. Todos eram zoados e alguns, de forma bem cruel, inclusive. Por ser muito tímido, passei minha adolescência inteira sendo perseguido. Além da timidez, usava uns óculos horríveis, era um magro desajeitado, detestava educação física, meu cabelo era todo desgrenhado de tão encaracolado e meus dentes da frente eram muito separados. Me colocavam apelidos que iam desde “tempo vago” e “quatro-olho” até “cabelo de Bombril” e “olívia-palito”.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Anitta no Prêmio Multishow 2017: O Errado Que Deu Muito Certo!





Não adianta. Hoje é quinta-feira, mas o evento mais esperado do mês (ou podemos dizer da semana) era o Prêmio Multishow. E a responsável por isso tem um nome só: Anitta (que também podemos chamar de Anira ou Larissa, mas vocês entenderam o que quis dizer)!

Em 2016 não teve pra ninguém. Anitta pisou no palco do Prêmio Multishow e fez um medley com seus sucessos, ao menos os maiores, e entrou para história. Só que o que ela fez no ano passado não foi nada inédito na história da música pop mundial, mas na brasileira, e do modo como foi feito, meu amor, foi um divisor de águas. Tanto que se você parar para assistir a performance vai achar que aconteceu uns dois anos atrás. E não digo isso porque ficou datado ou algo do tipo, mas Anitta fez tanta coisa de outubro de 2016 até agora, outubro de 2017, que nem parece que só um ano se passou.

Mas quando você faz algo que ninguém espera e dá mega certo, sabe o que acontece? Cria expectativa e expectativa é, por si só, uma grande merda!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Venha Ver o Arco-Íris





Havia quase dois anos que não se viam. A última visão que tivera de Vicente foi quando o mesmo partiu de sua casa, de malas cheias. Nunca esquecera aquela tarde e noite de longas súplicas, prantos que beiravam a histeria, humilhações como tentativa de manter o amado. Tudo em vão. Partira em sua camiseta regata branca e o cabelo meticulosamente penteado, como sempre. Ricardo, esgotado em suas possibilidades de argumentar com o amor de sua vida, no chão ficou, molhado, num misto de lágrimas dos dois e suor dele próprio.

- Quanto tempo, meu querido Vicente!

O outro abriu um sorriso entre a barba, sob o mesmo cabelo engenhosamente arrumado:

- Que bom te ver bem, Rick.

Abraçaram-se naquela alameda de paralelepípedos, cheia de ervas daninhas nas junções, de tão mal cuidada. O vento quente e as cinzentas nuvens mostravam que poderia vir uma chuva de verão daquelas a qualquer momento. O perfume ainda era o mesmo e trouxe, junto com ele, memórias afetivas e sexuais quase impronunciáveis.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Histórias de Bêbado!






Eu pensei em começar o texto com "Eu bebo sim e tô vivendo...", mas ia ficar óbvio demais, então OI, GENTE! Sim, no texto de hoje eu vou falar um pouco das minhas histórias de bebedeira, porque né, a gente nunca se expõe o suficiente na Internet.

Teve uma vez que eu quase apanhei numa balada hétero (era só o que eu tinha, afinal, não tinha nenhum gay na minha vida até então). Era noite de vodca liberada, e eu tava com a grana curta, então o que o bonitão aqui fez? Agiu como um autêntico russo e bebeu vodca pura, sem gelo, sem energético, sem absolutamente nada. Eu fui intercalando as doses com energético e sem até onde deu, quando, de repente... me lembro de surgir do lado de fora da boate, com uma lata de Coca-Cola na mão, perguntando: "Quem foi que me deu essa Coca?!". Acontece que me tiraram de lá porque eu puxei um cara pra junto de mim, e quando ele foi me bater, o pessoal que tava comigo (brigado, Rodrigo por me livrar de um olho roxo) interferiu! Voltei logo depois, e só lembro de tentar pegar um copo de vodca, mas me deram uma garrafinha de água, o que me frustrou, mas ok. Cheguei em casa sem saber como, acordei com tudo girando e prometendo que jamais faria aquilo de novo, que só beberia quando tivesse dinheiro pra beber de forma decente. E foi o que aconteceu, exatamente uma semana depois, quando me contaram o que aconteceu. E eu ouvindo, enquanto bebia o que? Sim, vodca, só que dessa vez, com energético, afinal, ninguém é de ferro, certo?

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Comédia Divina do Sorriso Amarelo





Livremente baseado no conto A Igreja do Diabo, da obra de Machado de Assis, o novo longa nacional, A Comédia Divina, estrelado por Monica Iozzi e Murilo Rosa, chegou aos cinemas na última semana. Mantendo a tendência do cinema nacional de investir no filão das comédias, o filme tenta divertir e atrair o grande público ao contar uma história que brinca com a fé, Deus, o Diabo e a natureza humana. 

Na trama, temos um Diabo (Murilo Rosa) preocupado com a sua baixa popularidade. Tratado com desdém e pouco caso pela humanidade, além de sentindo-se eternamente renegado por Deus (Zezé Motta), ele decide abrir a sua própria igreja, onde a permissão e os pecados são bem vindos. Usando a televisão e os desejos humanos para angariar seguidores, o Diabo tenta ser bem sucedido na luta de popularidade contra Deus, usando o talento de Raquel (Monica Iozzi), uma ambiciosa jornalista que faz de tudo para o sucesso.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Frutas Estranhas





No meu primeiro livro há um pequeno conto chamado As horas, em que eu observo como as pessoas vão perdendo suas referências quando a velhice chega.  Há um determinado momento que vamos nos tornando sozinhos com a perda dos amigos e parentes que construíram nossa referência.  E assim, com nossa história e experiência, vamos nos tornando referências para outras pessoas e assim por diante, um eterno F5. 

Hoje vou escrever pouco.  Queria escrever um texto cheio de referências, mas tenho notado que a cada dia que passa, as tenho perdido.  E antes que você me chame de solitário, eu já digo que isso não é verdade.  Tenho muitos amigos.  E só estou triste hoje pois estou cansado...

Essa semana fiquei meio atordoado com aquele massacre na Somália.  E o que mais me deixou desnorteado foi perceber que a porra de um movimentozinho de merda, de um bandozinho de aspirantes a politiquinhos medíocres e tão incompetentes quanto os atuais, tem mais alcance nas redes com comentários histriônicos e hipócritas de uma população que se incomoda com um homem nu.  Um bando de gente imbecil que confunde uma propaganda de Polenguinho com uma referência ao disco The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, com a bandeira LGBT!  Uma população que acha que o Sargento Pimenta é somente um bloco de carnaval! Dê à população pão e circo!  Panis et circenses!  Dêem a eles um mês de promoções no supermercados Guanabara, uma goleada do time do coração no campeonato carioca e um feriadão prolongado com sol.  A quem importa um massacre de centenas de negros, pobres, muçulmanos e africanos? 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A IZA Chegou!





A música pop no Brasil está viva! E Iza, finalmente, chegou para abalar todas as estruturas. Conheci o som da moça em março do ano passado. A pessoa responsável por esse primeiro contato foi a Jout Jout. Sim, Iza e Jout Jout são amigas da época de faculdade e até criaram os seus respectivos canais na mesma época. Tudo isso, inclusive, tá explicado nesse mesmo vídeo que fizeram juntas e foi publicado no canal da própria Iza

Logo após conhecer um pouco da história e potência vocal de Iza, fui procurar os vídeos que ela já havia publicado, e me apaixonei instantaneamente. Que voz era aquela? Como alguém cantando daquela maneira não estava com contrato com uma gravadora e fazendo sucesso? Bem, na época eu acho que uma gravadora já estava de olho…

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Felicidade





Felicidade é o maior ativo de um ser humano. Não há quem não tenha buscado ser feliz na vida, ainda que por um instante. Não à toa, vivemos também uma epidemia de depressão: nos cobramos cada vez mais de ser felizes a qualquer custo – e, quando vem a frustração, não sabemos nos reerguer e voltar a buscar a felicidade que antes procurávamos, ainda que em outras bandas.

Lembro-me de uma musiquinha infantil de quando eu era criança que dizia: “perguntei pro céu, perguntei pro mar, prum mágico chinês, mas parece que ninguém sabe aonde a felicidade resolveu de vez morar”. Enfim, onde mora a felicidade? No que ela de fato consiste?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Verdade Libertadora





Paulo estava tão ansioso quanto no primeiro encontro com Samantha. Mais, até! Andava de um lado para o outro na sala do apartamento, passando as mãos nos cabelos, olhando para as janelas dos apartamentos vizinhos da sacada da sala, roendo as unhas, respirando de forma acelerada. Torcia para que ainda desse tempo, para que Samantha não tivesse desistido.

Samantha se identificou para o porteiro, que já a conhecia. O homem careca deu um sorriso e apertou o botão para que ela entrasse. Atravessou o pátio cimentado, virando à esquerda em direção ao segundo bloco. Apertou as mãos nos bolsos do sobretudo preto, encolhendo os ombros quando atingida por uma brisa. Usou a cópia da chave para abrir a porta, e assim que o fez, respirou fundo e subiu.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Brotheragem e Sigilão





Sempre achei engraçada a expressão não-gay-hetero-fora-do-meio "no sigilo", mais popularmente conhecida como "sigilão". Porque sim, naquela época em que eu não sabia ou fingia não saber o que era, do que gostava, como me sentia, eu era do tipo discreto e fora do meio. E ali, no interior do Rio de Janeiro, vivendo na minha Smallville particular, o sigilo era fundamental. Pensem bem. Estou falando do início dos anos 2000, quando ainda não existiam os APPs de pegação e o bate-papo do UOL ainda era a principal fonte para se conhecer pessoas pela internet.

O tempo passou, a humanidade evoluiu mas as coisas continuam iguais. Eu assumi a minha própria hipocrisia e tenho tentado levar uma vida descomplicada, mas a realidade é que o sigilão continua aí à nossa volta, agora com a companhia de outra expressão que se popularizou nos últimos tempos, a "brotheragem". Nos perfis do Grindr e do Hornet, onde troncos e costas se oferecem para sexo rápido e sem compromisso, sempre no sigilo. E, claro, no bate-papo UOL, que ainda existe (eu juro, fiz um teste para escrever esse texto) e as salas estão lotadas de homens comprometidos que buscam alivio de suas necessidades sexuais, sempre no sigilo e escondidos de suas vidas e suas mulheres.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Urbana Legio Omnia Vincit - A Legião Urbana Vence Tudo




E lá se foram 21 anos da morte de Renato Russo, completados esta última semana.  Se estivesse vivo, seria quase um sessentão.  É estranho, mas de vez em quando fico me perguntando como estariam as pessoas que morreram cedo demais no nosso mundo atual.  Como agiriam Jim Morrisson, Jimmy Hendrix e Janis Joplin, mortos aos 27 anos num corpo de 75?  Será que Kurt Cobain continuaria destruindo guitarras e nossos tímpanos com 50 anos?  John Lennon, quase octagenário, estaria ainda promovendo a paz num mundo entre o ditador Kim Jong-Um e Donald Trump? E Michael Jackson, aos 60, ainda seria um vovô com o espírito de Peter Pan na sua Terra do Nunca?

É tão estranho / Os bons morrem jovens /  Assim parece ser / Quando me lembro de você...”  Esse é o trecho da canção Love in the Afternoon, composta por Renato Russo, presente no disco O Descobrimento do Brasil, da Legião Urbana.  Isso foi em 1993, três anos antes de sua morte.  Quando gravou esse sexto álbum de estúdio, Renato, que tinha iniciado um tratamento para se livrar da dependência química, certamente já sabia que estava doente.  Naquela época, ter o vírus da AIDS era a mesma coisa do que assinar a sentença de morte, que vinha antecipada.  Cazuza, outro talento que morreu devido às complicações da doença já tinha dito que havia visto “a cara da morte e ela estava viva”.  E nessa onda perdemos tantos e tantos talentos...