quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aquele Primeiro Texto do Ano





2017 tá aí. Chegou. Cheinho de esperanças pra tanta gente. Assim é todos os anos. Acho que nunca vi um ano começar com pessimismo. Realmente essa ideia de pegar o tempo e fatiar em anos, nos dando essa chance de reinício a cada 365 dias foi genial. Imagina estarmos vivendo o mês número 21.193 d.C? Ia até parecer Malhação, de tanto tempo no ar sem acabar...

Não sou de fazer resoluções de Ano Novo. Mas sempre reflito um pouco sobre aquilo que, sim, gostaria de aproveitar esse gás para fazer. Não costumo me cobrar depois e acho que vivemos de forma tão dinâmica e louca que seria impossível ignorar quantos tantos outros fatos surgem ao longo de 12 meses. Calcular na virada do ano aquilo que deve pautar os outros 365 dias seria ignorar quantas coisas mágicas podem acontecer; quantas realizações seremos capazes de conceber e concluir dentro desse tempo e que nem sequer havíamos aventado a possibilidade antes?

2016 foi um tubo de ensaio para tantas coisas. Serviu para saber muito algumas questões que quero mudar em minha vida. Outras que valeram a pena. Pessoas que conheci que quero ter bem perto; outras que já tinha em minha vida e que quero ainda mais próximas; e aquelas que, definitivamente, quero (gentilmente) bem longe. É chegada a hora, portanto, de pesar tudo isso. Como resolver isso? O que eu preciso para tornar isso possível? Nossa parcela de responsabilidade sobre 2017 é bem maior que a do calendário sobre nós.

Lembro-me que uma das coisas que disse que gostaria de fazer mais em 2016 era ser carioca. Aproveitar programas que a cidade onde o mundo passa férias e a gente mora nos oferece. Dentro dos limites que a recuperação da minha cirurgia de apendicite me deu, em pleno verão (não pode ir à praia, não pode ir à piscina, não pode pegar sol, não pode correr, não pode pedalar, não pode fazer esforço... tudo isso por três, quatro meses), tentei. E pretendo ampliar isso em 2017.

Outra coisa que me prometi seria escrever com regularidade. À exceção do Barba Feita, fiz menos do que gostaria. Mas consegui lançar meu segundo livro, Perversão, e comecei a escrever aquele que pretendo que seja o meu primeiro romance lançado. Gostaria de ter avançado mais na história e, essa sim, é uma meta para 2017. Pretendo, ainda, trabalhar melhor a divulgação do Perversão e realizar outras noites de autógrafo, em lugares diferentes. Sinto que é um filho que eu ainda não embalei direito desde que nasceu... Dívida de 2016.

Ok, não era pra ser um texto quase nota mental. Mas acabou sendo, eu sei. Quem sabe, colocando no papel essas intenções, não consigo me cobrar mais, no último texto de 2017. Sempre fui melhor de fixar as ideias escrevendo.

Veremos daqui a 52 semanas.   

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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