terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Disney, Moana e Uma Princesa Diferente





Êta, menina, que cansaço, viu? Esse negócio de fazer mudança é emocionante e, ao mesmo tempo, bastante cansativo, porque você vai pra lá, volta pra cá, vai pra lá, volta pra cá... Enfim, tudo bem, pessoal? Semana passada eu falei sobre The OA, ceis viram? Pois bem, e essa semana eu vim pra falar sobre Moana - Um Mar de Aventuras, porque ando cheio das dicas. Gente, que filme mais amorzinho!

Moana estreou no meu aniversário (parabéns pra mim), obrigado, Disney, e foi um baita presente. Eu tava tão ansioso, mas tão ansioso... Desde que saiu a trilha sonora, cantada e instrumental, no Spotify, eu não parei mais de ouvir as músicas, contagiando Rafael, e lá fomos nós pro cinema, assistir e cantar durante o filme todo (mas baixinho, que era pra não atrapalhar).

O filme conta a história de Moana (jura?!), uma garotinha que mora em uma ilha e é filha do chefe. O destino de Moana é governar a ilha, liderar seu povo e seguir a linhagem do pai. MAS... Moana tem uma atração extremamente forte pelo mar. O pai se distraiu e pimba, a garotinha tava indo pro mar, toda toda, e seu pai sempre a tirava de lá, com medo de que se afogasse, e sempre dizia a ela que seu lugar era na ilha, e não no mar. Porém, Moana não conseguia não corresponder ao chamado do mar.

Quando fica mais velha, o que eu vou chutar aí, uns quinze, dezesseis anos, Moana segue seu treinamento para ser líder, e descobre que sua ilha passa por sérios problemas, como falta de peixes, frutas estragadas, e outros males que se avolumam à medida que as sombras da maldição causada por Maui, o semi-deus que roubou o coração da deusa Te Fiti, lançando trevas e medo em todas as ilhas alimentadas pela deusa.  Moana, enfim, contraria o pai e atende à profecia que sua avó contava desde que a garotinha era, de fato, uma garotinha, e se joga no mar para encontrar Maui e obrigá-lo a restaurar o coração de Te Fiti.

O que encanta em Moana é a inocência e pureza da garota. Moana não se considera uma princesa, muito menos uma heroína, mas apenas alguém que quer ajudar o povo a quem tem tanto apreço, e toda essa força de vontade, todo esse desejo de descobrir quem ela é, qual é o seu lugar no mundo, faz com que a personagem se torne extremamente humana. É sério, eu comentei com Rafael, os personagens pareciam incrivelmente reais. Os traços foram muito bem feitos, e isso foi bem, bem interessante.

Algo que também me surpreendeu foi o fato de Moana ser amiga do mar, e só receber a ajuda dele quando realmente não podia fazer nada sozinha e, às vezes, nem sempre essa ajuda vinha de uma forma agradável. Rafael queria ver uma Moana estilo Katara, de Avatar, mas quem sabe num próximo filme, né? Ou talvez numa versão live-action, já pensaram? Isso mostra mais do realismo do filme. Moana tinha que provar o seu valor, tinha que se mostrar merecedora da ajuda do mar, porque vamos e venhamos, seria muito fácil ela usar o mar pra fazer tudo por ela. Nunca havia velejado, nunca lutou contra ninguém, só conhecia as pessoas da sua ilha, então, ter que depender principalmente de sua inteligência e suas habilidades, e não apenas de mandar o mar fazer isso ou aquilo por ela, nos passa a lição de que, na realidade, o que conta é o nosso esforço. Claro, vamos receber uma ajuda aqui e ali, mas no final, a decisão que conta é a nossa, a gente não pode contar com alguém pra fazer tudo por nós, tem que haver um esforço da nossa parte ali, temos que ser merecedores de cada conquista.

Agora, as músicas, gente... Que delícias! Tanto as cantadas, quanto as instrumentais, que foram lindamente compostas por Mark Mancina, caíram como uma luva para o filme. Todas as músicas cantadas são gostosas de ouvir (recomendo Brilhe e De Nada, e Battle of Wills, da trilha instrumental), tornando tudo ainda mais gostoso de assistir.

Olha, eu não posso falar muito mais coisa, senão solto uns spoilers aqui e vocês vão vir me xingar, então pegue os filhos, o pai, a mãe, ou os dois, ou a família toda, e vá assistir Moana - Um Mar de Aventuras, e mergulhe nessa aventura deliciosa!

Beijão, tá? Até a próxima terça!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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