terça-feira, 3 de janeiro de 2017

The OA: MISERICÓRDIA!!!




Gente, que série! Ah, oi, tudo bem, pessoal? Como foram de virada? Feliz Ano Novo, inclusive! Ah, eu fui muito bem, bebi, dancei, beijei, carreguei Rafael bêbado pela casa... ENFIM, foi tudo muito bom, tudo muito ótimo. Agora vamo falar do que interessa? Vamo falar de The OA, a nova série da Netflix

Quando saiu o trailer, com aquela mulher se jogando da ponte, assim, todo misterioso, com a cena gravada de um celular (em diagonal, bem real mesmo), eu fiquei tipo:


E pensei: "Fudeu, né? Mais uma série, mais um vício. Vida que segue, Zeus no comando.". Aí então estreou. Como Rafael estava viajando, eu aproveitei pra ver, pelo menos, o piloto e, gente... Que. Coisa. Mais. Doida! 

É assim, gente, como a maioria das séries, The OA não começa já no ritmo ragatanga, ela demora um pouquinho pra pegar no tranco e, como são apenas oito episódios, esse tranco chega já no segundo episódio. 

Prairie, que antes era Nina, sofreu uma EQM quando criança. Uma EQM é uma Experiência de Quase-Morte. Durante essa EQM, ela visita um lugar todo iluminado, como uma sala cheia de lâmpadas que se movem, e encontra uma mulher misteriosa, que deixa nas mãos de Nina a decisão de voltar ou não para o mundo dos vivos. Como Nina resolve voltar, a mulher tira a visão dela, pra que assim ela não visse o que viria a seguir. 

Após perder o pai meses depois do acidente, Nina vai morar com uma tia um tanto quanto escrota, e acaba sendo "adotada" por Abel e Nancy Jhonson, tornando-se assim, Prairie Johnson. Prairie cresceu, se desenvolveu, e carregava no peito uma esperança de encontrar seu pai no seu vigésimo primeiro aniversário. Ao chegar no ponto imaginado, ela esperou, esperou, esperou e, como não aconteceu o encontro, ela teve que voltar pra casa, mas antes disso é abordada por um homem misterioso que desconfia do dom de Prairie ao ouvi-la tocar violino na estação de trem. E é aí que ela desaparece. Por sete anos. 

Prairie é vista pulando da ponte, desesperada, e quando seus pais "adotivos" a encontram no hospital, descobrem uma coisa: Prairie consegue enxergar. Mas como? Eles não sabem, e ela não conta. E, seguindo a missão que lhe foi dada, Prairie reúne cinco pessoas ágeis, corajosas e fortes, pra contar a elas o que aconteceu com ela durante esses sete anos de desaparecimento, ligando-se a eles e ligando-os uns aos outros, empaticamente, e quanto mais eles se interligam, maiores as expectativas de OA realizar sua missão: abrir um portal interdimensional para levá-la até Homer, que esteve junto com ela durante esse tempo todo, e já estava raptado quando ela chegou, junto com mais três pessoas. 

The OA não é perfeita, não vou negar, mas os buracos que existem são preenchidos no episódio final. Existem algumas cenas que são bem desnecessárias, mas felizmente elas não demoram tanto assim, e a série já volta logo pro plot principal. Não é perfeita, mas é linda, com diálogos incríveis, que te fazem pensar, refletir sobre o que estamos fazendo por aqui, como estamos fazendo, e nos ajuda a pensar no próximo. É uma série que fala sobre empatia, sobre cuidar dos que estão ao seu lado, de que novas amizades, novos vínculos, podem se revelar algo benéfico e maravilhoso. 

Eu assisti do episódio dois ao final numa tacada só, e quase acordei Rafael, às cinco e vinte da madrugada, porque eu queria gritar, socar a parede, bater na mesa, pular de loucura, e xingar, como a Rita Cadilac:


Mas me contive... 

Enfim, assistam The OA, se emocionem com a história de Nina/Prairie/OA, com as histórias dos raptados, com as histórias dos novos cinco, e com toda essa delícia de série. 

Pra quem já assistiu, comenta aqui se gostou, se não gostou, se gostou mas esperava ver algo mais, essas coisas.

Até a próxima terça, minha gente! 

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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