terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dica de Leitura: Ex-Heróis





RESOLVI VIR HOJE, GENTE! Como eu disse na semana passada, não sabia se vinha ou não pra um texto final, e como não gosto de pontas soltas, resolvi fechar indicando uma das minhas séries literárias favoritas: a série Ex-Heróis

Até o momento, são quatro livros, mas Peter Clines, autor da série, garantiu que haverá o quinto livro, então estamos aí, na torcida, na esperança, pra que Ex-Isle (ainda sem tradução no Brasil) saia logo. Vamos lá, sobre o que é essa série? 

São quatro livros, como eu já disse, com os nomes: Ex-Heróis, Ex-Patriotas, Ex-Comunhão e Ex-Purgatório. É uma história pós-apocalíptica que mistura zumbis e super-heróis, de um jeito totalmente novo. A trama se passa em Los Angeles, que tem a população toda transformada em zumbi, ou ex-humanos (daí o 'Ex' no início de cada livro, porque eles não chamam os mortos-vivos de zumbis, nomeados assim devido ao vírus que foi chamado de ex), e agora os ex's caminham a esmo, batendo seus maxilares, em busca de carne viva.

Seria apenas mais uma história de zumbis, não fosse pelo fato de que existem em LA super-heróis, que antes da contaminação, defendiam os habitantes de ameaças comuns. Might Dragon, que plana no ar, tem a pele impenetrável e solta fogo pela boca; Stealth, a mulher cujo rosto ninguém vê durante anos, que não tem nenhuma habilidade sobre-humana, mas você não vai querer contrariá-la, ou ela tira um bastão do nada, já que é extremamente ágil e guarda incontáveis armas em sua roupa preta, escondendo suas expressões e reações atrás de uma máscara; Zzzap, o negro cadeirante que se transforma em energia pura, podendo captar ondas de rádio, viajar na velocidade da luz, e que gera energia para a mini-cidade criada em um dos muitos estúdios de cinema que eles utilizam. Tem também o robô Cerberus, que é controlado por sua criadora, o homem que se regenera, a garota-zumbi, entre muitos outros. Integram a equipe um pequeno grupo de humanos atiradores, que dão cobertura contra zumbis e contra membros da gangue rival, quando eles saem da fortaleza em busca de suprimentos e mantimentos. Extremamente rebelde, essa gangue tem um segredo envolvendo os ex-humanos. 
Com flashbacks na medida certa, Peter Clines conta de forma brilhante a história dos heróis antes e depois da contaminação do ex vírus, bem como a dos vilões, e a medida que a história vai sendo contada, você se encanta cada vez mais com a riqueza de detalhes, não só das cenas, dos lugares, mas também das descrições dos personagens, de seus desejos, frustrações e, em determinados momentos, você consegue se ver no meio da estrada, dentro do caminhão, em busca de comida, atirando na cabeça de ex-humanos, desejando que o zumbi fosse uma pessoa muito famosa, porque isso conta pontos, de acordo com a brincadeira que os batedores criaram para tornar tudo aquilo mais suportável, digamos assim. 

Dos quatro lançados, o meu preferido é o terceiro, que lida com questões de Céu, Inferno, insanidade e lealdade, tudo cuidadosamente colocado no devido lugar, pra que você se surpreenda, ria e chore na hora certa (sim, eu chorei, eu choro com livros). 

É aquele negócio, não dá pra falar muito sobre a série sem dar spoiler, então o que eu posso dizer? Pra vocês comprarem o primeiro livro e darem uma chance, porque o que vocês vão ler não é The Walking Dead, não é Marvel, não é DC, mas é tudo isso junto. Quer dizer... Que produto, não é mesmo? 

É isso aí, gente. Fiquem com essa dica, eu vou saindo de férias, e nos vemos em breve. FUI!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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