quinta-feira, 16 de março de 2017

O Que Fazer Quando a Carência Aparece?





Esse não é um daqueles textos que você vai ler e sentir que o autor quis mostrar que existe muito mais na vida do que estar em uma relação. Na verdade, esse é um texto mais reflexivo. Faz uma semana que saquei que estava vulnerável, carente mesmo! Pensando o tempo que faz da última relação que estive, do beijo que dei e do abraço que recebi. Abraço com vontade, cheio de tesão, se é que vocês me entendem. 

Ontem, por exemplo, durante a minha madrugada boladona, conversava com alguns amigos. A gente falou sobre esse clima de pegação, de ninguém ser mais de ninguém e percebi que continuamos presos dentro de velhos conceitos, que nem sabemos em qual momento de nossa vida adquirimos, mas eles (esses conceitos todos) estão ali e não são fáceis de substituir. 

Continuo me mantendo firme em algumas ideologias. Acho que uma pessoa pode estar apaixonada por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Poliamor pode dar certo, mas é preciso ter amor primeiro e depois uma filosofia engajada para seguir. Assim como acho que relacionamento aberto, além de tendência, pode fazer com que as pessoas, que estão desesperadas por namorar, curem certa “carência” e descubram, de uma maneira até saudável, quem elas são no mundo. Com ou sem um relacionamento pra isso. 

Mas apesar de existir esse pensamento livre, as pessoas estão com medo. Elas não sabem se estão preparadas, de verdade, para filosofia que ouvem por aí e acabam “pregando” em conversas de bar e textos no Facebook. Uma coisa é dizer que “Ninguém é de Ninguém”, mas outra, completamente diferente, é você dizer isso sabendo que seu parceiro ou parceira pode estar se relacionando com alguém, nesse momento. Como você lidaria com isso? Eu, por exemplo, não sei. 

Já encontrei pessoas ao longo da minha vida que eu teria um relacionamento aberto. Mas a nossa relação, que foi só de flerte e não passou disso, já possuía desde o início características que apontavam que iríamos querer seguir um caminho mais solto e livre por nós dois. Também já encontrei pessoas que teria uma relação mais formal, aquela de duas pessoas e mais ninguém… 

Aí é que está a grande charada. Antes de ter uma relação utópica, idealizada, é preciso ter essa outra pessoa que irá se relacionar com a gente. Depois disso, aí é possível delimitar regras, sonhar com momentos lindos e ir vivenciando todo um novo conceito de estar junto e se relacionar. 

Por enquanto eu continuo aqui, vivendo um pouco dessa carência e sem pressa de saber o que vem pelo caminho.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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