terça-feira, 14 de março de 2017

Por Que Limitamos Nossas Capacidades?





Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao querido Glauco Damasceno pelo convite para substituí-lo às terças-feiras aqui no Barba Feita enquanto ele precisar ficar afastado (desconfio que ele está fazendo uma viagem ao redor do mundo e não convidou ninguém). Espero que eu consiga manter a ótima qualidade dos textos que ele compartilha e que ninguém sinta muito essa mudança temporária.

Por falar em mudança, desde que saí do Rio e vim para Salvador, tenho pensado muito no quanto nós somos capazes de desacreditar de nossas capacidades. Principalmente quando tem alguém que possa fazer algo por nós, tendemos a nos acomodar. Até que chega o dia em que não dá para escapar.

Especialmente quando se nasce mulher, parece que nos impõem uma lista de atividades que nós, naturalmente, não conseguimos dar conta. Esse mês, inclusive, já vivenciamos aqueles anúncios ~ótimos~ sobre o Dia da Mulher, comemorado no último 08 de março, que só colocam as mulheres em um cenário de dona de casa. Isso vem muito das bases machistas que formam nossa sociedade, é claro, mas não vou entrar nesse mérito, pois isso é assunto para outro texto. 

O que quero dizer é que não temos como saber se somos capazes ou não de realizar determinada tarefa a não ser que tentemos. Pintar parede, montar e desmontar móveis, trocar resistência do chuveiro, cozinhar: por que não fazer?

Eu fico imaginando quantas realizações incríveis deixamos de colocar em prática porque alguém um dia disse que aquilo não era para nós. E não me refiro apenas à atividades práticas como as que citei acima, mas também a quem podemos ser como indivíduos, o quanto podemos crescer se não dermos tanto crédito a quem ou o que tenta nos limitar.

Sabe aquela frase bem clichê “não sabia que era impossível, foi lá e fez”? É bem por aí! Antes de nos declararmos incapazes, precisamos refletir o porquê achamos isso. É necessário um exercício muito intenso de autoconsciência para que nós mesmos não sejamos os responsáveis pelo nosso próprio boicote. Afinal, dificuldades aparecerão, mas o que não dá é para sermos dominados por elas. Não podemos, principalmente, deixar com que outras pessoas definam quem nós somos e do que somos capazes. Cada um é que sabe onde o calo aperta.

O texto saiu bem autoajuda e reflexivo, né? Então, para finalizar, deixo aqui o pensamento da maior guru de autoajuda que você respeita. Se tudo se complicar, grite a plenos pulmões: aprendi com Annalise Keating “how to get aw…”. Não, pera. Não era isso que queria dizer.

Vamos tentar de novo. Se a vida lhe der uma missão impossível, encarne Olivia Pope e diga: it’s handled!. Agora sim.

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Leandro Faria  
Carol Vidal tem 28 anos, é carioca e mora em Salvador há três anos. Jornalista, descobriu sua grande paixão pela Literatura, essa tão encantadora arte de contar histórias. Adora séries de TV, filmes, livros, HQs, música e chocolate, tendo como atual meta de vida tomar vergonha na cara e sentar para escrever todas as histórias que estão na sua cabeça.
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