quinta-feira, 30 de março de 2017

Quando Nossos Desejos Não São Mais Os Mesmos





A gente passa a vida toda desejando. Pessoas, coisas, objetivos na vida. Locais de trabalho e até aquele tão sonhado cargo em determinada profissão. Sonhamos e não é pouco. Mas só sonhar não basta. Idealizamos o sonho. Colocamos como objetivo máximo. O mais próximo da felicidade eterna. Só que felicidade eterna não existe, assim como sonhos imutáveis. 

O sonho, para mudar, é preciso que duas coisas aconteçam. Na primeira, ele se realizou, o que o faz com que ele não seja mais caracterizado como sonho. E, na segunda, é uma mudança em nós mesmos. A gente muda e deixa de sonhar por determinada coisa. Determinada posição. Sobre determinada pessoa. 

Eu me encontro em um meio do caminho aqui. Consegui coisas que sempre sonhei. Desejei. Quis. E agora não sei se a pessoa que sou hoje continua querendo esse mesmo tipo de coisa. Esse mesmo objetivo final. 

Sei que não revelo muita coisa. Também sei que não é o maior texto que já fiz na vida, mas é o que posso colocar pra fora no momento. O pior processo, nisso tudo, quando o desejo acaba, muda ou não é nada daquilo que imaginamos, com toda certeza é quando a ficha cai. Quando percebemos que agora, no momento, não estamos mais felizes. 

E o que podemos fazer? Fica essa questão no ar.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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