terça-feira, 11 de abril de 2017

Matematicamente Falando





Ah, menina... E eu que fui inventar de brincar com Rafael, dizendo que meu apelido era Charizard (por causa do fogo no rabo), e ele acreditou e tá pegando no meu pé com isso? Só rindo, viu? Mas, e aí, minha gente, como é que vocês estão? Eu tô bem, muito bem.

No Ensino Fundamental eu tive esse professor... Carlinhos. Ele é mestre de Taekwondo (não sei se tá vivo ainda, mas vamos dizer que sim). Nossa, ele é uma figura tão bizarra, com uns bordões tão igualmente bizarros, incluindo "Quer moleza? Senta no pudim e rebola!", e tudo isso com um sotaque que até hoje eu não faço IDEIA do que seja. Ele foi o professor de Matemática mais nada a ver que eu já tive, todo mundo tinha pavor das aulas dele, mas ao mesmo tempo, conseguíamos apreciar alguns momentos. Poucos, pra falar a verdade. E a gente sempre ficava apavorado com os exercícios que ele passava, porque era tanto X, Y, número, sinal, e puxa daqui, tira dali, que olha... Deu dor de cabeça de novo, só de pensar nisso. 

Mas Carlinhos, num de seus momentos de sensatez, disse: "Não sei porque vocês estão desesperados assim! Eu só mudei as letras e os números. A forma de fazer é a mesma. A regra é a mesma.". Bem, como vocês podem perceber, isso ficou grudado na minha mente, bem lá no fundo, e veio à tona recentemente, quando fui fazer audição pra um coral aqui em Florianópolis (e passei, viva eu). O pai de Rafael me disse a mesma coisa, com algumas alterações, claro. "Você sabe o que tem que fazer, as únicas diferenças são a cidade e as pessoas, porque o resto você sabe fazer.".

A gente sempre tem esses momentos, não é? Muda de emprego, muda de cidade, e fica aquela sensação de: "O que raios eu tenho que fazer mesmo?". Parece que a equação é impossível de ser resolvida, e bate aquela vontade de voltar pra zona de conforto, pra parte rasa da piscina, porque o medo de se afogar em meio a tantos números, letras e raciocínios é tão grande, que a primeira reação é entrar em desespero e dizer: "Não sei fazer, alguém pode me passar uma cola?". Só que, infelizmente (ou felizmente), na vida real não existe cola. Tem alguém que ajude aqui ou ali, mas no final do dia, quem tem que resolver a questão é você. Cabe a você encontrar o valor de X, de Y, do A, do B. 

Durante o ano você vai encontrar alguém pra te dar um reforço naquela matéria que você realmente precisa de uma ajuda, um empurrãozinho, mas esse é apenas um empurrãozinho, e ele de nada vai adiantar se você não ajeitar a coluna e se colocar à disposição pra querer aprender. Então, muita hora nessa calma, e muita atenção aos sinais que a vida te dá, porque você precisa deles pra encontrar o valor daquele X que você tem tentado descobrir há muito tempo.

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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