sábado, 1 de abril de 2017

Sobre O Que Escrevi (Vivi e Senti) Nos Últimos Três Meses






Algumas pessoas fazem um balanço do que fizeram e viveram a cada três meses, afinal, é um quarto do ano que se foi embora, e parar para refletir e ponderar em como esse tempo foi aproveitado é algo interessante de se fazer. Nesse caso, como utilizo-me bastante de minhas vivências para produzir os textos de sábado publicados neste espaço, achei interessante pôr em prática algo que sempre quis fazer, mas nunca me dei ao trabalho, registrar por escrito um balanço do que aconteceu em minha vida no último trimestre, os primeiros meses de 2017. Para isso, me basearei exclusivamente nas postagens que fiz aqui. Se a experiência for interessante, repetirei a cada três meses. Assim, porei em prática meu tão desejado balanço trimestral, apoiado em meus escritos para o Barba Feita.

Dei-me férias daqui em 10 de dezembro de 2016. Deveria ter voltado no primeiro sábado de janeiro, dia 07, mas a falta de inspiração me fez adiar minha volta em uma semana (ainda bem que sempre posso contar com o prestativo Maurício Rosa, que cobriu minha ausência). Estava na tediosa Capão da Canoa, litoral do Rio Grande do Sul, onde moram meus pais. Era difícil encontrar algo de interessante sobre o que escrever naquele lugar. Retornei então, no sábado 14/01, com o texto O Que é Música Boa?.

Numa daquelas tardes tediosas, após um almoço com meu pai e sua nova família, me enterrei na poltrona e assisti a uma edição especial do Caldeirão do Huck (programa que NUNCA assisto), onde as 10 músicas mais executadas durante o ano eram apresentadas no palco do programa. Revoltado com a seleção musical, surgiu-me a ideia do polêmico texto. Afinal, quando se trata de gosto musical, algo bastante pessoal, qualquer crítica pode virar um rebuliço. Mas quem não adora uma polêmica?

Mais romântico, vivendo aquela fase de troca de mensagens quase que diárias pelo WhatsApp, com direito a longos áudios e até telefonemas, eu no RS e ele em SP, me debrucei sobre o texto Talvez Uma Epifania, em 21/01. Essa história ainda está truncada, e o editor desse blog vai adorar rir do meu romantismo bobo e inútil (segundo ele), mas é o meu jeitinho, e como prometi há dois meses, assim que algo estiver definido sobre o assunto, volto pra contar. Mas quando se trata do coração, o que é definitivo?

Já no finalzinho do primeiro mês do ano, fiz uma divulgação do Memória Teledramatúrgica, um canal que criei para o YouTube e que estava completando três meses de existência, na postagem do dia 28/01: Eu Também Tenho Um Canal no YouTube. Não estou mais no canal que dividia com outra pessoa. Preparo um projeto solo para breve, afinal, grandes estrelas precisam alçar voos solos, vide Cazuza e Ivete Sangalo, aloka!

No sábado, 04/02, a inspiração veio do tema principal do romance que estou escrevendo: vingança. O primeiro texto de fevereiro, A Melhor Vingança, trazia um Esdras reflexivo, ponderado, equilibrado, chegando à conclusão que toda a raiva, rancor, mágoa e pensamento negativo só servia para desenvolver um câncer maligno e fazer a vida andar pra trás. Definitivamente, ninguém vale a pena acumular tanta energia ruim!

O desânimo e a falta de inspiração deram as caras de novo, em 11/02, me obrigando a desenterrar um micro-conto, escrito a uns anos atrás, chamado A Solidão, Esse Castigo (só pra constar, eu fico bem triste quando não consigo produzir algo novo para o Barba Feita, mas muitas vezes é inevitável). Como quase ninguém me lia na época que o escrevi, ele praticamente viu a luz neste dia. O título é auto explicativo, é a história de um rapaz que, num sábado nublado, dá-se conta de sua solidão de forma bem triste. Último texto postado em Capão da Canoa.

De volta à São Paulo, o comentário irritante de um amigo me faz criar a crônica Pelo Direito de Ser Você, publicado em 18/02. É sobre mudar seu jeito, aparência, comportamento ou qualquer outra coisa em si para agradar aos outros. Só de escrever essa descrição já começo a me irritar de novo. Leia o texto, se ainda não leu, vale a pena.

Em meio a folia carnavalesca, mais um micro-conto, o surpreendente e propício Sereia. A história de Morgana e Fred, foi ao ar em 25/02, e alerta, ainda que nas entrelinhas: Cuidado para não ser traído por sua vaidade!

Terminada a folia, na semana seguinte, em 04/03, foi impossível não falar do furacão Ivete, na crônica Ivete Sangalo: Um Ser Humano Fantástico. A mulher comprou todos os doces de um ambulante que trabalhava em meio à multidão que acompanhava seu trio-elétrico em Salvador e, não satisfeita, ainda convidou o rapaz para subir no carro e passar um tempinho ali pertinho dela (sonho). Depois se fantasiou de palhaço dos pés a cabeça, com o marido Daniel Cady, e pulou o carnaval no chão, em meio a multidão, sem ser reconhecida, foi pro meio do povão cheia de alegria. E pra completar o pacote, foi a grande homenageada da Grande Rio, onde brilhou, sim ou com certeza? Só deu Veveta nesse carnaval 2017, e eu não pude deixar de registrar minha admiração e carinho por essa grande artista.

O micro-conto erotic soft Das Mãos, foi a pedida do dia 11/03. Uma história que me arrepia todinho só de lembrar. Ô delícia!

Já em 18/03, uma mágoa me fez produzir o texto Aquela Frase Dita Pela Mocinha de Um Filme. Sim, eu tenho tentado não sentir mágoas, mas é bem difícil, viu? Importante é não guardá-las e nisso acho que tenho me saído bem. Começo a senti-las, mas imediatamente descarto-as. Não é fácil, requer esforço, mas tô conseguindo. Nesse texto, utilizo-me da frase proferida pela personagem da Anne Hathaway, no filme Um Dia. Certo, ela disse várias durante o filme, mas se você não sabe ou não lembra qual foi a frase mais fodástica do filme, ou nem o assistiu, dá uma olhadinha agora.

E, finalizando o mês de março e o primeiro trimestre do ano, novamente recorri a um texto antigo, intitulado É Impossível Ser Feliz Sozinho?, em 25/03. 

Sim, eu me culpo. Não acho bonito não conseguir escrever nada durante a semana inteira. Mas esse primeiro trimestre foi muito bizarro. Consegui me concentrar em poucas coisas. Fui invadido por um sentimento de desânimo e derrota absurdos. Sumiu inspiração, criatividade, alegria de viver. Me senti irreconhecível. Mas agora tenho motivos para acreditar que bons ventos soprarão nesse segundo trimestre. Me sinto recuperando as energias lentamente e um novo Esdras renascendo das cinzas mais uma vez. Certeza que abril, maio e junho serão meses cheios de histórias reais e inventadas, mas principalmente vividas intensamente. Preciso recuperar os três meses quase perdidos, que foram janeiro, fevereiro e março.

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Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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