quinta-feira, 4 de maio de 2017

Até Que Ponto Não Ser Feliz Significa Ser Adulto?!





Sair de casa. Não estar feliz no trabalho. Aguentar tudo por dinheiro. Vale a pena realmente? Não sei responder a essa pergunta. O que venho tentando fazer, ao longo dos últimos meses, é parar e analisar se estou sendo um "adolescente" reclamando da vida adulta. Ou um adulto que se vê infeliz com a realidade que vive no momento.

Tento ser racional e pensar que nem todo mundo é feliz com o que trabalha. Às vezes, a função que se exerce não é, necessariamente, a dos seus sonhos. Já outras vezes, o ambiente acaba não sendo o melhor dos mundos. Isso acontece pra todo mundo em algum momento da vida. Eu mesmo já trabalhei em uma livraria em que eu adorava o lugar, meus colegas de trabalho, mas tinha uma "chefe" que... era o clichê dos clichês. Mas mesmo com ela ali, não me sentia triste por estar passando os meus dias com aquelas pessoas. Foi interessante o quanto durou.

Mas o que também não podemos esquecer é que o "país está em crise" e não tem vaga de trabalho caindo no colo de ninguém. Então, será que a minha felicidade ainda é o mais importante nisso tudo? É preciso ganhar dinheiro de alguma maneira... Será que o mundo, conforme fui crescendo, não acabou colocando na minha cabeça que devemos ser felizes sempre, mesmo quando não deveríamos?

Durante todo o dia pensei em todas essas questões. No texto que queria fazer e, acima de tudo, no que iria decidir de minha vida. Se tentar ser feliz... Ou permanecer como estou. Ser libriano, definitivamente, não é fácil! Sofri com as inúmeras possibilidades, mas no fim das contas eu escolhi tirar o peso das costas e seguir minha intuição. Que, às vezes, até falha um pouquinho. Mas nunca me deixa de lado!

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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