quarta-feira, 3 de maio de 2017

Salvador e Muitas Paixões





Não sei se já falei isso aqui, mas eu AMO Salvador. A Bahia como um todo, mas Salvador tem meu coração de uma forma inexplicável. Ou melhor, talvez seja explicável sim. Além de ser uma cidade incrível, com praias lindas, monumentos, diversos pontos turísticos e uma história de quem foi primeira capital do Brasil, Salvador tem família (tanto minha quanto do meu companheiro, que acabou se tornando minha também) e amigos. Toda vez que vou à cidade, tento rever as amizades anteriores e acabo fazendo novas.

Nessas férias, resolvi passar um tempinho também em Sergipe. Conhecer Aracaju, cidade super simpática e bonitinha, e parte do interior, num pedaço do Rio São Francisco que é navegável e onde nos banhamos em meio aos cânions naturais. Uma sensação ímpar, principalmente quando a chuva desabou e tomamos banho de rio ao mesmo tempo. Nunca havia experimentado coisa igual na vida!

E no caminho de Salvador para Aracaju, paramos ainda em Mangue Seco, última praia da Bahia, cenário de Tieta do Agreste. Um povoado com 250 habitantes, onde as ruas são de areia e todo mundo se conhece. Ficamos hospedados no hostel de um gaúcho e uma paulista que resolveram largar tudo e morar na calmaria perto da praia (eles ainda sonham em morar no Rio de Janeiro. Não sei se vão se adaptar...). Experimentamos o mix de comida sergipana (embora fique na Bahia, seu acesso se dá por barco por Sergipe, então a influência é maior ainda) e paulistana que a dona fazia. Tudo uma delícia.

Já em Salvador, logo de cara tive um programa daqueles de marcar a vida da gente. Pela parte de meu pai, eu tinha 11 tios espalhados pelo Brasil (cinco no Rio de Janeiro, três na Bahia, duas na Paraíba e um em São Paulo). Dois já faleceram (um no RJ e outro na BA). Havia dois tios que eu não via desde os meus seis anos de idade. Mais de 25 anos depois, pude rever um deles, tio João, aqui na Bahia, por obra de meu primo João Adriano, que combinou um churrasco em família e fez questão de me paparicar nos mínimos detalhes. E esse meu tio é um dos que mais se parecem com o meu pai. Impossível não ficar mexido. Revi ainda meu primo Marcos, que também conheci apenas criança.

Além do mais, ontem vivi um grande momento em Salvador: a minha primeira noite de autógrafos fora do Rio de Janeiro. Sempre é desafiador montar uma sessão de autógrafos; mexe com expectativas e inseguranças. Confiei na força do que encontrei na capital baiana: família, amigos e receptividade. Foi um momento incrível, rodeado de pessoas queridas, num local muito especial que eu adoro na Bahia: o Porto da Barra, que tem uma das praias mais gostosas que eu já fui na vida. A livraria Porto dos Livros abraçou meu projeto e me deu todo o apoio quando disse que queria realizar o evento com eles. Agradeço mais uma vez pela oportunidade!

Quando esse texto for publicado, já devo ter aterrissado em solo carioca. Mas seria capaz de passar ainda muitos dias em Salvador, de onde sempre volto renovado. Pode ser inusitado esse amor, mas é pujante e sincero. Espero voltar logo pra Bahia que tanto me acolhe e me faz bem!

P.S.: Em poucos dias estarei em São Paulo! E terei mais uma noite de autógrafos, no Bar e Livraria Patuscada, com o meu amigo de Barba Feita, Marcos Araújo. Paulistas de nascimento e de coração: não percam!

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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