sexta-feira, 30 de junho de 2017

A Música do Futuro




Volta e meia me reencanto com algumas canções que, mesmo fazendo parte da trilha sonora de minha vida, ficam às vezes ali, escondidinhas num canto para brilhar novamente em alguma circunstância especial. E foi novamente por uma dessas circunstâncias que voltei a ouvir Radiohead. Recentemente, o terceiro disco deles, o magistral OK Computer, completou inacreditáveis vinte anos. Enfatizo essa minha incredulidade pois, quando o ouço, tenho a impressão de que este disco é, na verdade, um reflexo do futuro, se é que isso possa existir.

Mas para falar do futuro, voltemos ao passado. Quando eu era somente um adolescente, tive uma professora de Filosofia (sim, eu tinha aulas de Filosofia no antigo segundo grau – atual nível médio) que dizia que “tudo que era belo transporia os séculos”. E, nas aulas, sempre discutíamos esse conceito associativo de “belo” como algo muito subjetivo. Afinal, não poderíamos gostar de nada que fosse considerado “feio”?

Obviamente, a aula entrava nos caminhos da história da Arte, dos corpos perfeitos da Grécia Antiga, da poética, do termo “belas artes” do classicismo, a estética aristotélica e os aspectos formais de ordem, proporção e simetria utilizadas na produção visual grega, renascentista e gótica.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Eu Voltei Para Grey's Anatomy





No início de 2012 dei um basta. Prometi que largaria Grey's Anatomy sem olhar para trás. Era uma decisão difícil, mas meu coração já estava cansado de sofrer e meu emocional não conseguia aguentar tantas peripécias de Shonda Rhimes.

Até que naquele ano comecei a assistir à nova temporada, mas me mantive fiel ao que prometi anteriormente e quando a "trama" deixada em aberto foi finalizada, eu me desliguei. Deixei de ler sobre, assistir episódios. Eu havia saído do universo de Seattle Greace. Pra sempre... Também não assistiria mais nenhuma série escrita por Shonda. Havíamos, naquele período, cortado relações. Bem. Eu havia cortado relações com ela... Eu é que estava sofrendo e tudo mais... Parte desse desapego explica não ter assistido Scandal e ter certa relutância com a série. Mas estava machucado, então, nada de julgamento, por favor.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Há Mais Vida Fora do Armário





Vivemos um mês inteiro dedicado ao Orgulho LGBT e, mais especificamente essa semana, a causa ganhou mais visibilidade mundo afora. Vimos bandeirinhas pulularem no Facebook, paradas protestarem no Brasil e no mundo, casais homoafetivos declarando amor em público. Mas sabemos que isso é muito mais uma onda de otimismo e esperança do que a realidade da maioria. O Brasil é o país que mais mata por homofobia no mundo: média de praticamente uma morte registrada por dia. Isso sem contar os demais assassinatos ignorados e os diversos outros tipos de agressão, física e psicológica, que os LGBT sofrem diariamente.

Lembro-me da primeira vez que ouvi de um conhecido que foi morto aparentemente por homofobia. Um colega meu, amigo do meu primeiro namorado, com quem cheguei a sair junto para a balada e na casa de quem cheguei a dormir para não precisar voltar muito tarde para Niterói. Foi encontrado morto, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A Polícia disse que tinha sinais de que poderia ter sido motivado por perseguição sexual. O maior medo da grande maioria das pessoas é morrer. Ainda mais morrer simplesmente por ser quem você é. E quando isso chega tão perto de você é assustador. Não é algo que se passa em Brokeback Mountain ou no rodapé do noticiário. É com alguém que pegou na sua mão e acolheu você em sua casa.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Orgulho




Apesar de o mês de Maio ser dedicado a todxs inseridxs na bandeira LGBTQ, o orgulho a qual me refiro no título é outro. É aquele orgulho que vem disfarçado de força de vontade, ou de pura teimosia, e também por não querer dar o braço a torcer e admitir pra todo mundo que você... Não queria dizer falhou, mas acho que é o que melhor descreve.

Não tá dando certo. Você sabe que não tá. Os sinais estão vindo de todos os lados, mas você resolve ignorá-los e, às vezes até os encara, mas num último momento, decide deixar pra lá, ir no Facebook/Instagram/Twitter e postar "Whatever it takes 'cause I love the adrenaline in my veins"

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Trilha da Pedra Bonita e Seu Visual Arrebatador



Preciso confessar que sou um preguiçoso nato. Treino na academia, faço as minhas corridinhas, mas tudo isso é para o que chamo de "controle de danos". Eu amo comer besteira, eu bebo e, para equilibrar um pouco as coisas eu tento "pagar", mantendo-me em movimento, compensando os excessos. Afinal, eu não vou parar de comer e de beber, então os exercícios estão aí para melhorar um pouquinho as coisas. E que fique claro: eu não gosto de treinar ou de correr; mas a sensação de dever cumprido depois de fazer essas obrigações vale a pena se comparada ao esforço.

Dito isso, eu preciso dizer que tenho amigos aventureiros, que adoram mato, fazer trilhas e se embrenhar por caminhos desconhecidos. Uma das minhas melhores amigas, por exemplo, já foi ao Monte Roraima, numa experiência que eu classifico como loucura; ela, como uma das melhores coisas de sua vida. E, durante muito tempo, eu a via planejando trilhas e passeios aqui pelo Rio e nunca me interessei em acompanhá-la. Na minha lógica, para que subir morros para ver paisagens que eu poderia apreciar por fotos ou vídeos? Pensamento de preguiçoso, né? 

domingo, 25 de junho de 2017

Um Encontro Com o Eu





Me vi esposa, me fiz madura, me recriei, me reciclei, e quando não tinha mais papéis para inventar, decidi ser Eu. Mas o Eu discorda, o Eu não aceita, o Eu chora, o Eu briga, o Eu tem vida própria e isso foi demais pra nós. A casa, que já era pequena, ficou menor quando o Eu chegou; até insistimos para que fosse embora, mas entre uma briga e outra, uma indiferença aqui, uma frieza acolá, ele decidiu ficar, disse que seria melhor assim. O Eu foi ficando espaçoso, foi nos distanciando e, quando eu percebi ele já dormia em nossa cama, não nos encontrávamos mais entre os lençóis, quanto mais tentávamos nos achar mais nos deparávamos com o Eu.

Um dia, finalmente consegui expulsá-lo. Depois de ter me perdido, me calado, de ter me esquecido, depois de ter pedido desculpas sem ter errado, não consegui mais ver o Eu, ele tinha mesmo ido embora. No primeiro dia sem ele não houve briga; no segundo, um afago em meu rosto; no outro, nos encontramos embaixo do edredom; tudo havia voltado ao normal, a distancia entre nós já não existia, mas sim um grande e profundo vazio em meu peito.

sábado, 24 de junho de 2017

A Síndrome dos Seis Anos





Aos 21 anos de idade, decidi que era o momento de sair de casa. Deixei o pequeno e tedioso balneário em que morava com meus pais no Rio Grande do Sul, e parti para a capital gaúcha. Era o ano de 2003, eu queria ser escritor, sempre, desde que me entendia por gente, mas não apenas escrever, sobreviver disso. Mal sabia da utopia que isso representava. Impossível não era, mas muito, muito, muito difícil. Então tracei mil planos e atalhos. Queria me formar em jornalismo, mas a grana era curta e a faculdade cara. Parti para um plano B. Curso técnico. Adorava cozinhar. Me meti em um curso de Técnico em Nutrição. E lá fui eu, sair das asas da família para estudar em Porto Alegre.

O pai de boa, a mãe inconformada, e eu feliz da vida, cheio de expectativas e com o coração aos pulos. Liberdade, cultura, glamour e o meu futuro brilhante me aguardavam logo ali, não tinha erro, estava tudo bem planejado. Em cinco anos, pelo menos metade das minhas metas estariam alcançadas com sucesso. Seis anos depois de muita ralação, privação e decepção, olhei o horizonte daquela Porto Alegre que eu tanto amava e que tanto me prometia pela vista privilegiada que eu tinha da minúscula quitinete onde morava, e pensei: pra mim não dá mais, preciso de novos horizontes, novos desafios e uma oportunidade maior que você não me deu nesses seis anos suados e batalhados.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Após o Fim, Ainda Restará a Hipótese





Enquanto releio algumas matérias de jornais expostas na timeline de meu amigo morto, também observo atentamente centenas de comentários deixados pelos familiares, amigos e conhecidos. Uma sensação angustiante se espalha em mim, misturado com um sentimento de revolta, impotência, tristeza e até uma certa resignação que não gostaria de admitir.

Ele foi assassinado na madrugada de um sábado qualquer. Estava em um bar, tomando uma cerveja com a namorada quando uma bala perdida encontrou seu peito, após ter sido disparada após um assalto corriqueiro. Momentos antes, parecia instantaneamente feliz, rindo com os amigos que o zoavam após a publicação de uma foto sua no Facebook, com uma grande flor amarela na cabeça. Segundos depois, só havia o silêncio e a escuridão. A morte havia dado-lhe a pancada certeira.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Pé no Acelerador de São Paulo




Esses dias bateu uma baita saudade de São Paulo. O mais engraçado é que quando surgiu a oportunidade para eu morar por lá, pulei fora. Eu não estava pronto. Era muito novo e deu medo. São Paulo é muito grande. Intimidadora em uma primeira visita, um novo contato. A cidade não te dá intimidade sem te conhecer primeiro. O que acaba sendo o oposto do Rio, que te convida a confraternizar com o outro. Fazer amizades, sair sentando na mesa de desconhecidos em um boteco qualquer na esquina. A ser completamente gente fina.

Não que São Paulo não seja tudo isso; é! Só que São Paulo tem seus momentos dentro da própria imensidão. A cidade te oferece opções das mais variadas. Ali na própria Paulista tem uns cafés que você pode ir todo arrumado, mas virando algumas ruas você vai parar na Augusta e pode ser o porra louca que quiser. Dependendo da rua, do seu estado de espírito e da sua disposição, você pode se descobrir inúmeras vezes.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Se Todos Fossem Iguais a Diana...





Desde pequeno, sempre fui muito fã dos super-heróis da DC Comics. De alguma forma, Super-Homem e Batman eram mais populares na minha infância do que Homem-Aranha e Capitão América. Alguns especificamente apareciam mais nos desenhos da Liga da Justiça, como era o caso do Aquaman e da Mulher-Maravilha. Essa última, em especial, sempre foi muito relegada a ser uma coadjuvante de um grupo de heróis masculinos; um toque feminino de equilíbrio e sabedoria, mas meramente colateral, em especial aqui no Brasil.

Lembro-me de que teve uma vez que a DC resolveu unificar seus universos paralelos e fez uma série chamada Crise nas Infinitas Terras. Na sequência, veio a série Zero Hora, uma contagem regressiva para o fim do(s) mundo(s), por meio de um vilão chamado Extemporâneo, e os quadrinhos começaram de novo do número zero. As revistinhas eram cinco: Super-Homem, Superboy, Batman, Batman e os Vigilantes de Gotham e Shazam!. Essa última, sobre um super-herói pouco conhecido, o Capitão Marvel (que, embora tenha esse nome, era de outra editora pequena, mas foi considerado um plágio do Super-Homem e a DC ganhou seus direitos autorais na Justiça). Mas nenhuma era dedicada à heroína mais famosa da trupe. Uma injustiça e também um sinal de seu tempo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O Remorso É Perigoso Demais





Ai... É...

O remorso pode fazer alguém desaparecer. A pessoa que o carrega sente que está em dívida com outra, não necessariamente quem ela magoou, feriu, decepcionou, enfim. A sensação de dívida, de peso, como se o peso do céu estivesse sob seus ombros, nunca lhe deixa. E, então, esse alguém desaparece, se anula, se cala, se priva de toda e qualquer felicidade, porque ela não merece, ela sente que não merece. É algo horrível... é horrível...

O remorso faz alguém ver coisas que não existem. Atrapalha o julgamento, levando a pessoa a fazer as escolhas erradas ao invés das certas, colocando-a ainda mais no fundo do poço. E não, o fundo do poço nem sempre é algo visível a olho nu. Muita gente não nota o que está acontecendo com quem está passando por algo assim. Pessoas próximas a você parecem não sentir que seus ombros estão cansados de carregar esse peso, seus braços doem de tanto segurar essa dívida, os nós dos dedos estão brancos, tamanho o esforço feito pra segurar, não só a si mesmo, mas também àqueles que você sente que têm uma dívida eterna a ser paga. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Círculo: Emma Watson e Tom Hanks Em Uma Discussão Necessária Sobre a Privacidade





Estamos todos conectados. As redes sociais há muito são uma realidade em nossas vidas e é comum fazermos comentários no Twitter, atualizar nossos feeds do Facebook e postar fotos no Instagram. Nossas vidas virtuais se confundem um pouco com a realidade e, na maioria das vezes, aparentar ser feliz na rede é mais importante do que na vida real. O Círculo, novo filme estrelado por Emma Watson e Tom Hanks pega carona em nossa virtualidade para nos levar a uma reflexão interessante e necessária.

Dirigido pelo não muito conhecido James Ponsoldt, O Círculo é baseado no best seller de Dave Eggers e nos leva para conhecer a vida de Mae Holland, uma jovem recém-formada, que exerce um trabalho burocrático enquanto mora com os pais. Até que um dia recebe uma ligação de um amiga que a indica para uma entrevista n'O Círculo, a maior empresa do mundo, uma espécie de Facebook ainda mais poderoso. Quando lançado, o TrueYou, a rede social da empresa, uniu todas as contas de seus usuários, apresentando um único sistema, que acabou caindo na graça do público e transformando a empresa em um sucesso.

domingo, 18 de junho de 2017

O Bispo Crivella e o Carnaval Carioca





O debate sobre as decisões do prefeito bispo estão bombando na minha timeline. Comentei um último post e decidi publicar o raciocínio porque não tá dando pra conversar em todos. O que eu penso disso - e vai vir textão, porque eu não acredito em debate político honesto com textinho - é que o bispo não é bobo e que usar crianças e creches como desculpa foi uma puta jogada. A maioria cai na comparação simples e, nesse método, até eu concordo com o prefeito. Acontece que em política, o simples costuma ser um equívoco.

Gestão pública não é economia doméstica. Não é como cortar o Netflix porque a conta de luz entrou na bandeira vermelha (deus nos livre). Na política, tudo é mais complexo porque além de uma decisão executiva sempre impactar diversas áreas, ela faz parte de um plano de governo com linhas traçadas em ideais e as escolhas deixam isso claro. E é aí que a gente tem que tomar cuidado.

sábado, 17 de junho de 2017

10 Comédias Românticas Irresistíveis dos Anos 90






Estamos na semana dos namorados, que por sinal, já está acabando. Eu já queria fazer uma lista com as comédias românticas que mais gosto dos anos 90, aí coincidiu desta semana ser a dos apaixonados. Então, minha lista de hoje acaba servindo também como uma dica do que assistir com seu amorzinho embaixo do edredom nesse fim de semana frio, ou sozinho com um chocolate quente e agarrado a um balde de pipoca, suspirando pelas histórias água com açúcar, que sabemos que são tudo ilusão, mas a gente adora.

Vamos à minha lista? Por ordem de lançamento nos cinemas, segue:

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Férias em Natal - Uma Odisseia de Aventuras - Final




Um dos destinos mais badalados de Natal, Pipa, na verdade é um conglomerado de praias que pertence ao município de Tibau do Sul, cerca de 45 km de Natal.  O local tem esse nome devido a um imenso morro (Pedra do Moleque) que os navegadores portugueses, ao avistarem de longe, assemelhavam-no a um barril de cachaça (ou seja, pipa, em terras lusitanas).   O local é incrível e é considerado uma das praias mais belas do Brasil.  As principais praias de lá são a Praia do Amor, que é chamada assim devido ao formato em que as ondas quebram na areia (como se fosse um imenso coração); a Baía dos Golfinhos, onde dizem que os mamíferos dão sempre uma passadinha por lá (eu não vi nenhum, pra dizer a verdade...); a Praia de São Sebastião, que está sempre com maré baixinha, repleta de piscinas naturais; a Praia do Madeiro; e a Praia das Cacimbinhas (estas duas mais apropriadas para quem curte surf, kitesurf e parapente, por causa das ondas e os bons ventos).  O acesso às praias se dá através de umas escadarias gigaaaaaantes, mas não tão complexas como algumas em Fernando de Noronha.  No fim, vale o esforço.  Há várias opções de hotéis e pousadas em Pipa e o ideal é que o turista possa pernoitar por lá para aproveitar mais, já que existem centenas de restaurantes, boates, culinária francesa, italiana, portuguesa, japonesa, tailandesa... enfim, uma delícia para quem curte uma bela farra gastronômica.  Fazendo uma comparação com outros locais misturando praia e gastronomia, Pipa lembra um pouco o clima de Búzios (RJ) e Jericoacoara (CE).

quinta-feira, 15 de junho de 2017

O "Testemunho" de Katy Perry





Acho que a música pop nunca esteve tão movimentada quanto nesses últimos dias. Após Anitta vir com três lançamentos, Katy Perry chega com um novo álbum, cheio de hits, e uma promoção daquelas!

O maior burburinho falado por seus fãs era a divulgação das musicas ao vivo pelo YouTube. Quando soube, pensei que seria um show com banda. Ou talvez algo mais acústico. Mas não. Katy quis não só mostrar sua música, mas quem ela é! Após ser conhecida por seus hits chicletes e visual colorido, Perry decidiu que não queria ser vista só como tal. Katy Hudson, seu verdadeiro nome (ou vocês achavam que só Anitta possuía dois nomes?), queria se conectar com o público que a Katy Perry atingia e ela decidiu se mostrar, como é em seu cotidiano, através de câmeras espalhadas por uma casa... Uma adaptação do Big Brother? Pode ser, mas isso teve o efeito esperado.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A Tal "Idade de Cristo"




Esse é o meu primeiro texto desde que completei 33 anos. Meu aniversário foi domingo, 11, e até hoje ainda recebo parabéns de um ou outro amigo atrasildo. Admito que não estava tão animado esse ano: a data caía no fim de semana e eu não pensei em nada mais a não ser almoçar com a família. Acabei ganhando uma festa surpresa em casa capitaneada pelo meu companheiro e cheia de pessoas queridas. Amigos antigos e novos; família e afilhados. Um bocado de tudo. Gente que verdadeiramente me ama e se esforçou para manter a magia da surpresa.

Eu vinha refletindo sobre essa idade. A tão emblemática “idade de Cristo”. Pensava cá comigo: caramba, o currículo de Jesus era muito mais qualificado aos 33 anos do que o meu é... O cara foi o suficiente para inspirar diversas religiões, inclusive a dominante no mundo, com a idade que eu tenho hoje. Tudo bem que a Bíblia diz que ele era O Filho de Deus e tal... fez milagres, andou sobre as águas, transformou água em vinho (eu no máximo transformo vinho em urina, por vias naturais). Mas o que de edificante realmente construí até essa data foi uma questão importante de se pensar.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O Que Caracteriza Traição?





Veja bem, eis que eu encontro esse rascunho que deixei pra depois, e acabei deixando pra bem depois mesmo, até porque tinha esquecido dele lá em Dezembro, ou Janeiro, agora não me lembro mais quando foi. Que bom (preciso exercitar a minha memória)! E aí, como é que vocês estão, hein? Eu tô bem, enrolado numa coberta aqui na sala, com essa luz maldita na minha cara, espera, deixa eu ir ali acender a luz. Pronto, bem melhor.

Então, com toda essa revolução nos relacionamentos hoje em dia, sejam eles como forem, fica... Complicado, seria a palavra? Bem, vamos usá-la, mas não quer dizer que seja isso, ok? Ok. Com tudo tão mudado, fica complicado pra pessoa envolvida no relacionamento saber, de fato, se está sendo traída ou não. Agora lembrei, esse texto eu resolvi fazer na época em que Rafael e eu conversávamos sobre o assunto.

O que é traição pra você? Uma olhada mais demorada? Um flerte? Seu/sua parceiro(a) sair sem você? Ela/ele assistir Netflix com outra pessoa/sozinho? Mandar/receber nudes? O que é?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos Namorados Para Solteiros: Guia de Sobrevivência




E então que hoje é Dia dos NamoradosOwww, que lindo, que amor, né? Dia 12 de Junho, restaurantes lotados, filas nos motéis e uma necessidade maximizada dos casais demonstrarem seus sentimentos. Então, se você já tem o seu par, o seu chinelo velho pro pé cansado, a sua metade da laranja, desculpe-me, mas esse texto não é pra você. Porque apesar de hoje ser Dia dos Namorados, eu escrevo pra você, caro amigo encalhado. E para você, querida amiga solteira. Vamos dar as mãos nessa segunda-feira linda, respirar fundo e focar, porque o dia logo logo acaba.

Começo com o óbvio: dane-se se não temos namorado, namorada ou whatever. Vamos levantar a cabeça e tirar o ar triste do rosto? Dane-se que é Dia dos Namorados e estamos sozinhos. Levo para mim uma filosofia de vida que compartilho com vocês: antes só do que mal acompanhado. Mais: agradeça a Deus ou a quem você desejar e acreditar por estar sozinho(a), pois tem cada encrenca nesse mundo que poderia estar do seu lado que, oh!, sorte a sua ter se livrado desse mal. Can I get an Amen up in here?

domingo, 11 de junho de 2017

Cinco Dicas Para Aquecer Seu Relacionamento




Smack, smack, me abraça, me beija e me ama, porque euzinho estou de volta ao Barba Feita, ahaza! Já me sinto de casa aqui, melbem! E, como amanhã é Dia dos Namorados e o povo já deve estar se preparando para dar um up em coisas que podem estar meio mornas, para não passar uma data tão especial comendo arroz com carne moída em casa, eu resolvi dar conselhos amorosos e afetivos. Ui, estou todo trabalhado como conselheiro. Hihihi


Por isso, faço aquela pergunta pra você, sweet: sua relação anda em banho-maria, com a chama baixa? Esse texto é pra você, que precisa dar uma mexida na relação. Mas também pode (e deve) ser lido por todo mundo que pretende entrar numa relação de longo prazo. Estou todo trabalhado na opinião e na ajuda aos casais amigos. #SouDesses

sábado, 10 de junho de 2017

Meu Querido Pinto





Meu querido pinto,

Não posso acusá-lo de nada. O que foi feito de você faz parte da narrativa. Da narrativa do falo cujo império do poder foi construído. Nada contra o falo, mas falo do que você nos impõe tacitamente. 

Por causa de você, me foi desencadeada a avalanche de papéis, comportamentos e posturas que o detentor de um pau supostamente deve ter, como se a minha coluna vertebral fosse você, como se eu pisasse com você, como se você, enfim, me mantivesse em pé e me direcionasse. 

Por causa de você não pude usar uma certa camisa rosa nem vestir aquele collant preto para as aulas de jazz. Por causa de você não pude recusar o beijo vazio na boca das meninas nem fugir do futebol sem sofrer chacota. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Férias em Natal - Uma Odisséia de Aventuras - Parte 3






Sempre quando viajo de férias, volto ainda mais exausto, pois não consigo parar um segundo quieto. Não nasci para ficar naquele clima “quero uma rede preguiçosa pra deitar e em minha volta, sinfonia de pardais”... Gosto mesmo é de agito e de conhecer cada pedacinho do lugar que visito. Geralmente já saio com um pré-roteiro anotadinho no meu moleskine. Pesquiso meses antes os “pontos turísticos” que qualquer turista que se preze precisa ir e também dou uma fuçada naqueles roteiros underground para também dar uma conferida.

Naquela manhã, a chuva nos pegou de surpresa. Abri o site do Climatempo e vi que eles acertaram em cheio, com a indicação de aguaceiro o dia inteiro. Curiosamente, a nossa guia Janaína (acho que ainda não falei dessa figuraça, né?) já tinha mudado o roteiro na noite anterior. Na troca, faríamos o city tour com aqueles passeios pra turista. E sempre quando faço esse tipo de passeio, fico reparando nas coisas mais improváveis possíveis. E, como não poderia deixar passar, notei que em Natal (assim como a grande maioria dos estados nordestinos) não existem jornaleiros (ou se existem, eles sempre ficam muito escondidos). Eu acho isso muito louco, pois o Rio de Janeiro parece que tem a maior concentração de jornaleiros por metro quadrado e me acostumei a parar em tudo que é banca para observar as manchetes de revistas e jornais. Certamente, isso possui um viés político. E não tem como não associar com a antiga canção de Caetano Veloso (ouça aqui), pois, afinal, “quem lê tanta notícia?”

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Amor Pelo Ódio





Uma semana atrás falei de Anitta e sua nova música. O texto foi focado em Paradinha, mas no mesmo dia saiu uma música nova do Major Lazer com Pabllo Vittar e, logicamente, Anitta, Sua Cara! A canção em questão não sai do meu iPod. Acho até que viciei mais que Paradinha.

Três músicas e três sucessos em pouco tempo. Se for colocar em números, Anitta mostrou que tem uma força esmagadora. Mas o que acho mais louco nisso tudo é que tem mais gente preocupada em dizer que a música é ruim. Ou que não presta.

Veja bem, gosto é gosto. Eu sei disso, você sabe disso e até o tio do seu amigo está careca de saber sobre isso. Mas existe uma mania escrota de dizer que algo é muito ruim. Uma merda! E se estiver fazendo sucesso esse discurso é pior ainda! Não pode prestar meeeesmo! Pop ser bom? De maneira nenhuma!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Onde Foi Que Não Demos Certo




Na segunda-feira, vi uma postagem no Facebook do meu cunhado perguntando o que era dar certo na vida na visão de cada um. Eu pensei logo que dar certo foi o que a Luciana Gimenez fez, que deu pro Mick Jagger uma vez só e engravidou – e ainda saiu sem nenhuma DST. Aí reparei que não tinha humor nenhum por trás da reflexão dele, mas, sim, um debate importante sobre como a nossa sociedade enxerga vitoriosos e derrotados.

A postagem foi provocada pela divulgação das fotos de uma atividade chamada “Se nada der certo” da Instituição Evangélica Novo Hamburgo. Em 2015, o Colégio Marista de Porto Alegre também havia feito uma “brincadeira” semelhante. Ambas as instituições teriam feito isso para os alunos refletirem que rumo tomariam em suas vidas caso não passassem no vestibular. Pessoas com roupas de mecânico, gari, atendente de McDonald’s, entre outros. As duas reconheceram os erros e aboliram a prática logo após terem realizado.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Depois Que Ele Acordou





Ouvir aquelas palavras... "Você esteve em coma por cinco anos...". Não era possível... Não podia ser possível. Era tudo tão... real, tão vivo, tão... Ai, não. Ana! Ana não existia, nunca existiu. Ou será que existiu? Eles se conheciam? Ela era uma personagem de algum filme, ou série, ou livro? Talvez de algum jogo? Não podia ser verdade. Seu emprego não era real. A bicicleta. O apartamento. O paracetamol. A academia. Os amigos. Caramba, o pai em depressão pela morte da mãe, que, agora, estava ali, viva e bem, feliz com o retorno do filho. Quantos anos ele tinha? Não era vinte e três, certo? 

Sentiu a cabeça doer com tantas informações "novas" surgindo ao mesmo tempo. Precisava sair dali, fazer alguma coisa, descobrir o que havia acontecido com ele, e procurar Ana. Seus amigos de bar. Seu suposto emprego. Tudo. Tinha que descobrir como era sua realidade, sua nova realidade.

Pedro sofreu um acidente quando pescava com o tio em alto mar. Felizmente, o tio conseguiu tirá-los de lá antes que a tempestade lhes matasse, mas não foi rápido o suficiente pra evitar que o sobrinho entrasse em coma, ao bater a cabeça contra o chão do barco, enquanto o mesmo era sacudido pelas ondas. Os médicos disseram que Pedro era um caso perdido, que não se sabia quando ele acordaria, mas Marta, sua mãe, e seu pai, Horácio, foram firmes em sua decisão: esperariam o tempo que fosse necessário. Dinheiro não era problema, a prioridade era o filho. Consultaram médicos nacionais e internacionais, tentando de tudo para manter o filho são, e descobrir uma forma de tirá-lo daquela situação.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O Primeiro Beijo





Outro dia, fazendo algumas coisas pelo centro do Rio, acabei pegando o VLT da região portuária até a Cinelândia. Sentado no bondinho, distraído, ia pensando na vida e acompanhando a paisagem, olhando as pessoas nas ruas, o movimento de uma cidade pulsante de vida, tão linda e tão caótica.

Foi quando observei um casalzinho ali pela região da Praça Mauá, mochila nas costas, aos beijos, em meio a um dos cartões postais da cidade. Bonitinho, eu pensei. Mas o VLT seguiu o caminho mas, sei lá porque, a cena se manteve na minha cabeça enquanto eu continuava o meu trajeto.

Não sou nenhum voyeur, mas a cena me fez viajar na minha própria história. Mais especificamente, me fez relembrar o meu primeiro beijo. Afinal, alguns momentos de nossas vidas nos marcam de certa forma, que eventualmente nos recordamos deles. Principalmente momentos que acabam se tornando tão especiais. E quem não se lembra do próprio primeiro beijo?

domingo, 4 de junho de 2017

Cinco Filmes Que Eles Jamais Deveriam Ter Feito




Não é porque a pessoa é uma estrela de Hollywood que ela não precise pagar as contas e, talvez por isso, alguns acabem cometendo todo todo tipo de bobagens. O problema é quando essas bobagens ficam eternizadas em forma de filmes e é isso que trago nessa coluna especial de hoje para vocês.

Com vocês, alguns astros de Hollywood que, sabe-se lá porque motivos acabaram topando participar de filmes que, certamente, os marcaram para sempre. Mas não de modo positivo.

Vamos conferir?

sábado, 3 de junho de 2017

Minhas 10 Séries Favoritas de Todos os Tempos





Quando precisamos de um texto rápido e simples, por falta de tempo ou inspiração, tiramos uma listinha da manga. Por esse motivo, mais a triste notícia do cancelamento de Sense8 essa semana, pensei em uma lista com os 10 seriados que mais curti e curto até hoje. Certamente faltará nessa lista séries sensacionais que ainda não assisti, nela incluo as que já vi há algum tempo, outras que acabei recentemente e aguardo nova temporada e, ainda, aquelas que estou assistindo. 

Então, vamos lá! Eis as minhas 10 séries favoritas de todos os tempos!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Férias em Natal - Uma Odisséia de Aventuras - Parte 2





A noite passou como num piscar de olhos. Em Natal, o sol nasce muito cedo. Às 5 da manhã já estava acordado e morto de fome. Descemos para o café e, logo após, o rapaz da recepção já estava avisando que nosso bugueiro (sim, a primeira coisa que você deve fazer ao chegar a Natal é contratar um bugueiro) estava nos aguardando. Estávamos exaustos, mesmo sem termos feito nenhuma excentricidade (ainda). Quando chegamos na esquina do hotel, um senhorzinho estava reclinado em seu buggy. Dei graças a Deus ao ver aquele “quase vovozinho” para realizar o nosso passeio pelas praias do litoral, pois pra quem não sabe, existe aquela famosa frase-pergunta que todos os bugueiros de lá fazem para os clientes: “é com ou sem emoção?”.

Medroso como sempre fui, sempre quis colocar as emoções em segundo plano. Um “sem-emoção” já estava de bom tamanho. E pela carinha doce do Sr. Francisco (ou Titio, como ele é chamado) eu não esperava tantas manobras radicais. Humpf... ledo engano... Foi só chegarmos às dunas de Genipabu para o “Titio” meter o pé no acelerador e fazer todos nós quase voar do carro. O lugar é uma maravilha... Aquelas dunas de areia branca fazem parte dos cartões postais de Natal, transformando num quadro paradisíaco – que aliás, também foi cenário para algumas novelas como Tieta e O Clone.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Paradinha da Anitta





Você já ouviu a nova música da Anitta? Não, não a que ela fez feat com a Iggy Azalea, Switch, mas a que ela lançou ontem e o nome é Paradinha!

Mas a parada é a seguinte (sim, quis fazer um trocadilho): a música é em espanhol! Então, isso significa que finalmente Anitta está "se arriscando" na carreira internacional? Siiiiim! Vamos combinar que já estava mais do que na hora disso acontecer. O último single, Sim ou Não, foi a prova de que ela estava pronta para dar esse próximo passo. E foi feito, como tudo o que ela tem realizado até o momento, do jeito correto!