sábado, 3 de junho de 2017

Minhas 10 Séries Favoritas de Todos os Tempos





Quando precisamos de um texto rápido e simples, por falta de tempo ou inspiração, tiramos uma listinha da manga. Por esse motivo, mais a triste notícia do cancelamento de Sense8 essa semana, pensei em uma lista com os 10 seriados que mais curti e curto até hoje. Certamente faltará nessa lista séries sensacionais que ainda não assisti, nela incluo as que já vi há algum tempo, outras que acabei recentemente e aguardo nova temporada e, ainda, aquelas que estou assistindo. 

Então, vamos lá! Eis as minhas 10 séries favoritas de todos os tempos!

Degrassi: Next Class

É uma série canadense, que está em sua sexta franquia. Foi criada por Linda Schuyler e Kit Hood nos anos 70. Degrassi: Next Class, sucedeu The Kids Of Degrassi Street (1979- 1985), Degrassi Junior High (1986-1988), Degrassi High (1989-1990), Degrassi Talks (1992) e Degrassi: The Next Generation (2001-2010). 

Em 2006 , trabalhando como atendente em um restaurante, entre uma mesa e outra, assisti cenas rápidas pela TV sintonizada em um canal à cabo do qual não me recordo agora, da sexta temporada da franquia anterior a atual, e fiquei apaixonado de imediato. Na época, sem acesso à internet e TV por assinatura, as poucas cenas que vi ficaram gravadas na mente junto com uma vontade doida de ver mais daquela série. Ano passado, sem querer, encontrei sua continuação repaginada no Netflix. Não eram mais os mesmos rostos que ficaram guardados na minha memória, mas as histórias cheias de dramas adolescentes leves e ousados ao mesmo tempo, estavam ali. Duas temporadas estavam disponíveis. Assisti aos 10 episódios em uma tacada só. O mesmo aconteceu com a segunda temporada, que me deixou em cólicas com um final angustiante. Cada episódio é curtinho, não passa de 25 minutos, o bom é que cada ano tem duas temporadas.

Degrassi, na verdade, é uma Malhação bem melhorada. Tem tudo o que eu sempre quis ver na novelinha da Globo, mas nunca colocaram, e aqui me refiro à abordagem da diversidade sexual, com a máxima naturalidade que se possa imaginar. Tem gay, tem bi, tem lésbica, todo mundo fica com todo mundo, e quando você acha que não pode melhorar, eles colocam na terceira temporada (sim, tá tenu) uma adolescente muçulmana bissexual. Além da diversidade sexual, também se vê em Degrassi diversidade e tolerância religiosa, debate sobre uso de drogas, virgindade, os perigos e delícias das redes sociais, tudo abordado de forma simples sem ser simplista, há uma sutil profundidade em cada situação e diálogo por mais bobo que possa parecer. Isso tudo encabeçado por um elenco mega carismático de adolescentes com cara e jeito de adolescentes. Em Degrassi nada é pesado ou agressivo, apesar de temas fortes, tudo é de fácil digestão, e essa é a delicinha da série.

Desperate Housewives

Assim que fiquei sabendo da estreia desta série, em 2004, me interessei imediatamente, mas naquele tempo, TV por assinatura era algo que não me pertencia, eu conseguia ser mais pobre do que sou hoje. Os anos passaram, a RedeTV fez sua versão tupiniquim do seriado, em 2007, na primeira e única incursão em teledramaturgia própria. Tive preconceito com a versão brasileira gravada na Argentina, apesar da reprodução fiel à obra original, e continuei querendo mergulhar no universo das donas de casa desesperadas americanas.

Demorei muito para conhecer de perto Susan, Bree, Lynette, Gabrielle e todos que a cercam, mas no ano passado, finalmente comecei minha maratona pelo pacato bairro de Wisteria Lane, um lugar que esconde muitos segredos por trás de sua aparente tranquilidade. O roteiro de Desperate Housewives é de um cinismo irresistível, a partir da narração de Mary Alice, dona de casa aparentemente feliz e com uma vida aparentemente perfeita, que se suicida no primeiro episódio e, lá de sua condição celestial pós-morte, nos revela detalhes da vida de cada morador de Wisteria, inclusive de seu misterioso marido, Paul, e do estranho filho, Zach. Mas o foco são as quatro melhores amigas, adoravelmente vividas por Teri Hatcher (Susan), Felicity Huffman (Lynette), Eva Longoria (Gabrielle) e Marcia Cross (Bree).

DH é uma série dramática com boas pitadas de comédia e um punhado de suspense, sempre com uma reflexão ao final deixada pela narradora, artifício que particularmente adoro em séries. Exibida entre 2004 e 2011, com total de oito temporadas, de mais de 20 episódios cada. Ainda estou no 16° episódio, da primeira, tenho muito pra curtir, e acho ótimo, valeu a espera.

Grey's Anatomy

Todo mundo conhece a maravilhosa e verdadeira supersérie de Shonda Rhimes. Já em sua décima quarta temporada, Grey's Anatomy dispensa apresentação. É simplesmente a melhor série médica de todos os tempos e assim será por muito tempo.

Comecei a assistí-la em 2008, quando transmitida pelo SBT, e retornei para o término da primeira temporada, no Netflix. Agora, uma revelação bombástica: eu ainda estou na segunda temporada! Significa que muitas surpresas, risos, lágrimas e aquela deliciosa reflexão ao final de cada episódio, ainda me aguardam. Isso me deixa muito feliz.

Modern Family

É uma série cômica americana básica, que eu adoro. Com episódios curtos, de 22 minutos em média, Modern Family entrelaça as histórias de três famílias bem diferentes, que fazem parte da mesma família. Jay é recém-casado com Glória, mulher latina muito mais jovem que ele, mãe do pequeno prodígio, Manny. Claire e Phil são casados há 16 anos e tem três filhos, a adolescente Haley, a pré-adolescente Alex, e o menino Luke. Mitchel e Cameron são um casal gay, que acabaram de adotar a bebê vietnamita Lily. Jay é pai de Claire e Mitchel e quando toda a família se junta, o circo está armado.

Com oito temporadas e mais duas já renovadas, MF arranca risos despretensiosos, seja pela forma atrapalhada com que Glória, na pele da deslumbrante Sofia Vergara, troca as palavras com seu sotaque latino, as burradas do pequeno Luke em contraponto com a esperteza de Manny ou as muitas pintas de Cameron, que deixam seu ruivo e travado companheiro, Mitchel, mais vermelho do que já é. Uma série gostosinha que me faz rir, mas deixando sempre a mensagem bonitinha de que família é a base de tudo, seja você do jeito que for.

Orphan Black

Como não amar uma série protagonizada por clones, muitos clones. Pra quem gosta de histórias sobre pessoas multiplicadas como eu, essa é a sua série. Orphan Black é uma ficção-científica policial, mas passa longe da chatice. É a história de Sarah Maning, que descobre ter sido clonada após conhecer suas irmãs Beth, Alison, Cosima, Rachel e Helena, depois surgem outras, várias outras, mas a princípio são com essas cinco que Sarah tem que lidar e conviver para descobrir tudo sobre sua verdadeira origem e a de suas irmãs. Será que ela realmente é a original?

A série, que tem 10 episódios em cada uma das quatro temporadas, se encerrará com a quinta temporada que está prestes a estrear. E terminará com um saldo pra lá de positivo, entre eles um Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática para Tatiana Maslany, vencido em 2016. Nada mais justo, pois a atriz arrasa demais, dando nuances diferenciadas a cada uma das mais de 10 clones que interpreta.

Queer As Folk

É emocionante lembrar dessa série estadunidense e canadense, lançada em 2000, inspirada em uma versão britânica. Queer As Folk teve cinco temporadas incríveis, encerrando-se em 2005. Foi a primeira série totalmente gay da qual tive notícias. No Brasil, recebeu o nome de Os Assumidos, e foi exibida pelo canal pago Cinemax. Nunca foi lançada em DVD no Brasil, nem em Portugal, onde foi chamada de Diferentes Como Nós. Só consegui assisti-la completa pelo Youtube, em 2012, numa fase bem deprê e solitária, que marcou minha vida.

Eu entrei de forma profunda nas vidas dos protagonistas Bryan, Justin, Michael, Emmet e Ted, e de suas amigas Melany e Lindsay. Chorei e sofri com as agruras e problemas de cada um e também vibrei com as conquistas e superações. Em cinco temporadas abordou-se todos os temas possíveis que tangem a vida dos LGBTs. Foi lindo ver a evolução de Bryan Kinney, promíscuo e hedonista, tornando-se um homem maduro e apaixonado. E foi triste também, seu final tão verdadeiro, longe de um conto de fadas. QAF também me trouxe a vibrante Proud, canção de Heather Small, que representou perfeitamente a série, e em 2013 foi tema de Félix e Niko, na novela Amor à Vida. A música que fala do orgulho de ser quem se é, me arrepia sempre que a ouço.

Tô me tremendo todo de emoção, escrevendo aqui. É amor demais em forma de série.

Scandal

E a soberba Shonda Rhimes aparece mais uma vez nessa lista, e não poderia ser diferente, já que as séries mais incríveis e viciantes levam sua assinatura. Dessa vez, diferentemente do drama hospitalar Grey's Anatomy, temos um drama político, que passa longe de ser maçante. Os bastidores do poder, tendo a Casa Branca como principal cenário e uma protagonista centralizadora e muito poderosa, fazem de Scandal uma série muito especial. Olívia Pope é a amiga fodástica que você gostaria de ter ou a pessoa que gostaria de ser, e política nunca foi tão gostoso e fácil de entender, debater e torcer.

Partindo pra sua sexta e última temporada, Scandal não perdeu o fôlego em nenhum momento e vai deixar saudades.

Sense8

E eis que a semana vai chegando ao fim com uma lamentável notícia: o cancelamento de Sense8, após sua segunda temporada. Como assim, Brasil? Como assim, mundo? Como assim, universo? O que aconteceu não se sabe, e acho digno uma série terminar em seu auge, sem encheção de linguiça desnecessária, mas este cancelamento me parece bastante imaturo. De qualquer maneira, a série mais inovadora, multicultural e babadeira dos últimos tempos ficará pra sempre na lembrança e nos corações dos sériemaníacos. Como esquecer Sun, Riley, Nomi, Will, Wolfgang, Capheus, Kala e Lito, os sense8 conectados pela mente, que fizeram muita gente vibrar com cenas inesquecíveis de ação, romance e suruba? Como esquecer a tromba, as gravações na Parada Gay no Brasil e Whats Up?

Em apenas duas temporadas Sense8 pisou muito. Agora só me resta enrolar um pouco mais para terminar a sua segunda e derradeira temporada. R.I.P Sense8.

Sex And The City

Não há muito o que dizer de Sex And The City, apenas que amo muito, me identifico demais com Carrie, apesar de passar longe da quantidade de homens com quem ela se envolve, morro com Samantha, entendo Miranda, me irrito muito com Charlotte e adoro com força todo o glamour imprimido na série, dos figurinos das protagonistas aos lugares badalados e charmosos que elas frequentam, em uma Nova Iorque dos sonhos. 

Cadê Sex And The City 3 - O Filme?

Ugly Betty

Bendita Salma Hayek, que inventou de produzir a série inspirada na telenovela colombiana Yo Soy Betty, la Fea, no Brasil exibida como Betty, a Feia, pela RedeTV, em 2002. O seriado americano estreou nos Estados Unidos em setembro de 2006, contando com quatro temporadas.

O universo da moda e sua fogueira de vaidades, visto pelo ponto de vista da desenxabida e atrapalhada Betty, filha de um imigrante mexicano, mas nascida nos EUA e criada segundo a cultura paterna, dão o tom dessa dramédia irresistível. Sem falar no toque conto de fadas, com o romance entre a feiosa protagonista e seu patrão lindo, rico e mulherengo, Daniel Meade. Um clichê adorável e certeiro.

Muitas saudades de Betty, Daniel, Wilhelmina, Justin, Mark, Amanda, Hilda, Alexis, Claire e companhia.

E UB fecha essa lista com minhas 10 séries preferidas até o momento. Gostaram ou odiaram? Comentem!

Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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