quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Amor Pelo Ódio





Uma semana atrás falei de Anitta e sua nova música. O texto foi focado em Paradinha, mas no mesmo dia saiu uma música nova do Major Lazer com Pabllo Vittar e, logicamente, Anitta, Sua Cara! A canção em questão não sai do meu iPod. Acho até que viciei mais que Paradinha.

Três músicas e três sucessos em pouco tempo. Se for colocar em números, Anitta mostrou que tem uma força esmagadora. Mas o que acho mais louco nisso tudo é que tem mais gente preocupada em dizer que a música é ruim. Ou que não presta.

Veja bem, gosto é gosto. Eu sei disso, você sabe disso e até o tio do seu amigo está careca de saber sobre isso. Mas existe uma mania escrota de dizer que algo é muito ruim. Uma merda! E se estiver fazendo sucesso esse discurso é pior ainda! Não pode prestar meeeesmo! Pop ser bom? De maneira nenhuma!

Só que esse discursinho não é feito só como uma opinião. Um ponto de vista. Dizem isso nos comentários do clipe. Em um texto que fala sobre determinada música. É uma necessidade de dizer aos outros que gostam de algo que aquilo é uma merda!

Só que ao ficar mais velho existem dois caminhos que podemos seguir. Em um potencializamos essa vontade toda de dizer que algo não presta e nos tornamos haters profissionais de tudo. Já a outra saída é assumir do que se gosta e ponto. E daí que o clipe novo da Anitta não sai da sua playlist do YouTube e a música não deixa de tocar em seu celular? A playlist é sua, o celular também. Você é quem deve se preocupar com isso e mais ninguém!

Ficar tentando desmerecer o gosto alheio não transforma o que você gosta em uma verdade absoluta. Só você que se torna um escroto por se achar superior. E mesmo que não digam em voz alta perto de você, é o que todos acham e só dizem na troca de olhar. Então, muito cuidado ao tentar ser o que julga o que os outros gostam. Às vezes, enquanto você está preocupado demais analisando os gostos do outro, esquece que os outros podem estar analisando você!

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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