quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Pé no Acelerador de São Paulo




Esses dias bateu uma baita saudade de São Paulo. O mais engraçado é que quando surgiu a oportunidade para eu morar por lá, pulei fora. Eu não estava pronto. Era muito novo e deu medo. São Paulo é muito grande. Intimidadora em uma primeira visita, um novo contato. A cidade não te dá intimidade sem te conhecer primeiro. O que acaba sendo o oposto do Rio, que te convida a confraternizar com o outro. Fazer amizades, sair sentando na mesa de desconhecidos em um boteco qualquer na esquina. A ser completamente gente fina.

Não que São Paulo não seja tudo isso; é! Só que São Paulo tem seus momentos dentro da própria imensidão. A cidade te oferece opções das mais variadas. Ali na própria Paulista tem uns cafés que você pode ir todo arrumado, mas virando algumas ruas você vai parar na Augusta e pode ser o porra louca que quiser. Dependendo da rua, do seu estado de espírito e da sua disposição, você pode se descobrir inúmeras vezes.

Isso tudo também me lembra Alice, a série da HBO protagonizado por Andreia Horta. A personagem tem uma vida certinha e cheia de planos. Vai casar, já sabe os nomes dos filhos que terá no futuro e como sua vida será em alguns anos. Mas a morte de seu pai faz com que ela vá para São Paulo e... acaba se descobrindo por lá! Foi inclusive assistindo essa série que quis me permitir estar por lá uma segunda vez, depois da primeira estada intimidadora. Queria ver se conseguiria não ter tanto medo e reservas. O tempo passou e acabou que fiz exatamente isso e foi ótimo.

Na verdade, foi assim que senti o gosto de quero mais. De quem sabe tentar morar um pouco nessa cidade de tantas possibilidades. Afinal, se tem algo que aprendi com Alice foi o seguinte: 
"Não tem como fazer o mundo parar de girar. A vida não é fácil, mas é uma só, e o único jeito que a gente tem é enfiar o pé no acelerador e sair vivendo."
Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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