terça-feira, 13 de junho de 2017

O Que Caracteriza Traição?





Veja bem, eis que eu encontro esse rascunho que deixei pra depois, e acabei deixando pra bem depois mesmo, até porque tinha esquecido dele lá em Dezembro, ou Janeiro, agora não me lembro mais quando foi. Que bom (preciso exercitar a minha memória)! E aí, como é que vocês estão, hein? Eu tô bem, enrolado numa coberta aqui na sala, com essa luz maldita na minha cara, espera, deixa eu ir ali acender a luz. Pronto, bem melhor.

Então, com toda essa revolução nos relacionamentos hoje em dia, sejam eles como forem, fica... Complicado, seria a palavra? Bem, vamos usá-la, mas não quer dizer que seja isso, ok? Ok. Com tudo tão mudado, fica complicado pra pessoa envolvida no relacionamento saber, de fato, se está sendo traída ou não. Agora lembrei, esse texto eu resolvi fazer na época em que Rafael e eu conversávamos sobre o assunto.

O que é traição pra você? Uma olhada mais demorada? Um flerte? Seu/sua parceiro(a) sair sem você? Ela/ele assistir Netflix com outra pessoa/sozinho? Mandar/receber nudes? O que é?

Quando conversávamos sobre isso, Rafael disse que a parte carnal não era problema, até porque somos o que somos, e muitos desejos não podem e não devem ser evitados (não foi com essas palavras, mas foi mais ou menos assim. O que é? Eu nem lembrava que tinha deixado esse rascunho...), e eu concordo. Nos últimos anos, eu aprendi muito sobre isso, e me fez entender várias, várias e várias coisas, me fez descobrir muitas coisas sobre mim. 

O que não pode rolar é o sentimento. "Ah, mas que sentimento?". Aquele sentimento. O que te fez querer ter aquela pessoa pra você, chamar de mozão, que te arrancava sorrisos bobos a cada mensagem recebida, que te fazia, praticamente, lamber a tela do celular a cada foto postada, o de querer estar com a pessoa o tempo todo, casar, ter filhos, um cachorro chamado Thor. Esse. O sentimento de intimidade além do físico. Aquele desejo além do carnal, que faz você se preocupar com a pessoa, se comeu, se dormiu bem. Desejo carnal é fácil ter, todo mundo tem (não me olhe assim, eu sei que você tem), mas o desejo da alma, do coração, ou seja lá no que você acredite, esse é o que te faz amar alguém. 

Então, pra Rafael, o sentimento, esse sentimento, mesmo que não seja amor, mas se for algo próximo, é considerado traição, e devo confessar, pra mim também, sabe? Nem preciso dizer que não tenho absolutamente nada contra quem é adepto ao amor livre, muito pelo contrário, super apoio, e acho de uma coragem absurda, porque a sociedade já julga um casal monogâmico, imagina trisal e por aí vai (alguém aí sabe como se chamam os outros, com quatro, cinco, seis, etc?)? Voltando, se Rafael chega pra mim e diz que conheceu alguém, sei lá, numa festa, não sei, a gente quase não tem saído aqui, mas tá, suponhamos que a gente esteja numa festa, ele conheceu alguém, rolou um beijo aqui, outro ali. Beleza, tudo bem aí, quem sou eu pra dizer que não, certo? MAS, se a coisa se estender, tipo, sei lá, gente, me ajuda... Enfim, se a coisa se estender por mais dias, mais vezes, a coisa muda de figura, aí a gente senta, reavalia toda a situação e tenta chegar num denominador comum, porque tá rolando algo mais ali. Isso, pra mim, também caracteriza traição.

Mas há quem pense que o/a companheiro(a) sair só, seja com amigos ou sozinho(a) seja traição. Tudo bem, não vou julgar, não é o meu papel aqui. Pra gente não é, como eu já disse antes, mas ok, cada um com seu cada um. Há quem ache que flertes, nudes, olhares, curtida em foto, seja traição, porém, como já aprendemos, é cada um com seu cada um, e eles que se resolvam.

Eu acho que o mais legal é sentar, conversar e concluir, não o que pode e o que não pode, mas o que é legal e o que não é legal no relacionamento. Colocando dessa forma, legal e não legal, deixa a situação mais leve, fica mais fácil de chegar pro parceiro, ou pra parceira e dizer: "Olha, isso que você fez, não foi legal, sabe?", porque aí não soa como um esporro do patrão, ou dos pais, e sim de alguém que tá junto, na parceria, entendem o que eu quero dizer? Pois bem, é isso mesmo, tá dado o recado, agora deixa eu dormir, porque a Elsa resolveu colocar Florianópolis numa bolha de gelo. E não, você não leu errado, eu disse que vou dormir, porque são uma e doze da madrugada. Bom dia, boa tarde e boa noite!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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