sábado, 15 de julho de 2017

Meus 10 Ensaios de Nu Masculino Preferidos





Essa semana eu estava lembrando do final da minha adolescência, que terminou junto com os anos 90, e consequentemente me veio a cabeça aquela fase em que eu delirava com as capas das revistas gays ou daquela outra que se dizia voltada para o público feminino, mas quem curtia mesmo eram as manas. Eu não era colecionador, mas sempre dava um jeito de comprar as que me pareciam mais interessantes. Tudo secretamente, na moita, escondendo embaixo do colchão, morrendo de medo dos meus pais descobrirem minha pequena prática libidinosa. O pavor era tanto de ser descoberto, que depois de ver mil vezes e fazer otras cositas más, geralmente elas eram incendiadas, e junto com elas meus pecados também eram consumidos pela fogueira. Sim, eu era desses, que depois de me acabar com as fotos dos gostosões fazia a Madalena arrependida, mas era só aparecer outro gostoso na capa seguinte, que lá ia eu juntar moedas para me deliciar ou decepcionar. Era um tempo bom, onde o acesso a internet era mais restrito e o mercado editorial ainda bombava. A precursora Ana Fadigas (editora) arrasava na escolha das capas da G Magazine, que com o tempo se sofisticou, conseguiu modelos cada vez mais famosos e se tornou uma das mais importantes do Brasil no segmento.

A revista foi lançada timidamente em maio de 1997 com título de Bananalôca e teve em sua primeira capa o hoje famoso ator da Globo, queridinho de Walcyr Carrasco, Anderson di Rizzi, que na época tinha o nome artístico de Dânder e era só um modelo buscando a fama. Apenas em outubro daquele mesmo ano a publicação passou a se chamar G Magazine, e deu um salto de qualidade em agosto de 1998, com sua primeira grande capa com um famoso, o ex-galã Global e na época futuro ator pornô, Matheus Carrieri. Foi um sucesso, e a partir dali diversos famosos da música, do futebol e da TV toparam passar pelas páginas da revista. Ali, muitos sonhos foram realizados. Por essas e por outras lembranças gostosinhas dos nostálgicos tempos de minha adolescência, o Barba Feita hoje apresenta minhas 10 capas preferidas de revistas com nu masculino (com ou sem ereção, mas a maioria com, é claro).

10. Dinei
Não que seja um grande ensaio, mas foi a primeira que comprei, e a primeira a gente nunca esquece. O jogador Dinei posou em fevereiro de 1999, logo depois daquele horror que foi a edição do Vampeta, em janeiro do mesmo ano. No rastro do colega de trabalho, Dinei fez um ensaio estranho, em que parecia por demais photoshopado, e as fotos não tiveram uma boa qualidade. Mas o boleiro tinha uma beleza rústica, um jeito bem cafuçú, que me atrai bastante, por isso leva o décimo lugar da lista.


9. Márcio Duarte
Sempre gostei de homens mais in natura, peludinhos, sem depilação. Sonhava com Vavá, na época vocalista do grupo de pagode Karametade, nas páginas da G, que fazia esse estilo, branquinho com o peito forrado de pelos. Não teve Vavá, mas teve seu irmão gêmeo, Márcio, vocalista de um outro grupo de pagode, bem menos famoso, chamado Desejo, na edição de julho de 1999. Os dois eram bem idênticos em muitas coisas, então fiquei imaginando que tudo poderia ser parecido e me contentei com Márcio.

8. Wilson Ribeiro
Wilson era o assistente de palco de Monique Evans, no programa Noite Afora, da Rede TV, quando estampou a capa da G Magazine em dezembro de 2001. O moço tinha um dote admirável e fotografou nas belas praias de Paraty, que teve como inspiração para o ensaio o tema reveillon.






7. Rodrigo Phavanello


Ex-Dominó, ex-ator Global, ex-namorado de Cláudia Jimenez e atual contratado da Record TV, Rodrigo foi capa da G em junho de 1999 e causou furor. Em março de 2001, voltou a posar para a revista eleito o Homem do Ano pelos leitores. Surpreendentemente, após se expor como veio ao mundo numa revista gay, Rodrigo assinou contrato com a maior emissora do país e fez alguns trabalhos com Walcyr Carrasco até transferir-se de emissora e ficar meio esquecido.

6. Tadeu Fraccari
O modelo ficou famoso na mídia por ser o novo namorado da ex-mulher do sertanejo Chitãozinho, que na época havia sido traída e trocada pelo marido por uma mulher bem mais jovem, que fazia sucesso em um grupo musical chamado Banana Split. A ex-mulher de Chitão ficou com fama de grande vítima da situação ao ter sua separação exposta na mídia. O público se compadeceu da esposa traída e crucificou o famoso sertanejo. Ao aparecer na TV ao lado do estonteante modelo, anunciando não estar mais sozinha, aqueles que tomaram suas dores sentiram-se de alma lavada. Bom para Tadeu, que viu as propostas de trabalho aumentarem e foi um dos homens mais lindos a sair na revista, em janeiro de 2002, onde revelou mais que sua beleza descomunal. Ele era surpreendentemente belo por inteiro, nem precisava tanto, mas a natureza foi bem generosa com o moço.

5. Nico Puig
O ator fez um ensaio ousado nas ruas de São Paulo encarnando um garoto de programa. Nico era bonito, famoso e só isso já bastava para eu querer a revista, nem esperava a graaaaaande cereja do bolo revelada nas excitantes fotos da edição de agosto de 1999. 







4. Marcelo Picchi
A edição com o veterano ator Marcelo Picchi foi daquelas em que eu estava andando distraidamente na rua, avistei uma banca e ao dar uma olhada despretensiosa na vitrine me deparo com uma capa que eu jamais esperava, mas sonhava com ela. A vontade era de gritar de tanta excitação. Marcelo sempre foi um homem bonito e de porte, posou aos 50 anos de idade e estava em plena forma. Foi casado durante anos com a atriz Elizabeth Savalla com quem teve 4 filhos, entre eles o também ator e tão lindo quanto o pai, Thiago Picchi (aliás, podia até ter rolado um ensaio com pai e filho, como aconteceu com Matheus e Kaíke Carrieri, né?). Vendo as fotos de Marcelo, na edição de junho de 2000, só conseguia morrer de inveja de Elizabeth Savalla e pensar: que mulher sortuda. E olha, que quando Marcelo fotografou, eles já estavam separados há anos, significa que Elizabeth pegou o boy bem mais jovem, mais bonito e mais gostoso.

3. Rogério Dragone
Uma das coisas mais legais dos ensaios da G Magazine, era se surpreender para o bem ou para o mal, com o tamanho do membro dos fotografados mais famosos. Lembro de duas grandes (pequenas) decepções que tive em ensaios dos quais tinha muita curiosidade. O do vocalista do grupo baiano Terrasamba, Reinaldo (que coisa triste, meu pai!), e o famoso ensaio de Roger Moreira do Ultraje à Rigor. Até hoje vejo as fotos daquela edição e não consigo acreditar, só questionar: por que ele aceitou pagar aquele mico? Mas com o ex-BBB4 Rogério Dragone, na edição de maio de 2004, a surpresa foi contrária. Jamais esperei algo tão avantajado. O ex-coveiro era espetaculosamente bem-dotado. Pra mim foi um dos ensaios mais marcantes. Leva minha medalha de bronze.

2. Iran Gomes
O ex-BBB6 fez um ensaio de tirar o fôlego. Iran tinha um atributo descomunal, e na capa de fevereiro de 2007, seu ensaio foi de encher os olhos. Não há muito mais o que comentar a não ser dar minha medalha de prata para esta edição.






1. Humberto Martins
Não há como negar, Humberto Martins esteve no imaginário de 9 entre 10 gays durante quase toda a década de 90. Com seu currículo recheado de personagens rústicos, sensuais e cafajestes era quase impossível não ter fantasias eróticas com o ator, que começou a chamar a atenção como o caminhoneiro João, na novela Barriga de Aluguel (1990). Em seguida fez o sensual e misterioso cigano Iago, que nadava nu lá pelas bandas de Pedra Sobre Pedra (1992). Depois veio o apaixonado e rústico peão Alaor, em Mulheres de Areia (1993). E o sex appeal de Humberto foi elevado a potência máxima com as novelas de Carlos Lombardi: Quatro Por Quatro (1994) e Vira-Lata (1996). No finalzinho da década, ainda teve o delegado Chico, em Corpo Dourado (1998). Com o apelo das revistas de nu masculino, Humberto, que já era um galã renomado, cedeu aos insistentes convites e posou nu. Mas como um bom macho-alfa, Global e com uma reputação a zelar, nada de revista gay. A deliciosa e desejada nudez do ator pôde ser conferida nas páginas da revista Íntima & Pessoal, que se auto-intitulava uma publicação com nudez masculina para mulheres, ou seja, sem ereção e de muito bom gosto. Tá boa! Inspirado na novela Uga Uga, da qual era protagonista, em maio de 2000, Humberto fantasiou-se de índio para as fotos, e apesar da falta de ereção, era gritante o potencial do galalau peludo. Não tinha como não levar minha medalha de ouro!

E vocês, tem os seus ensaios preferidos?

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Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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