quinta-feira, 31 de agosto de 2017

P!nk, o Grande Discurso do VMA 2017




Já tem uns anos que vejo o VMA mais como uma tradição do que algo realmente interessante. Vez ou outra existe uma performance que faz valer a pena o tempo de nossas vidas que gastamos ali, assistindo piadas sem graça e cantores que nem sabíamos que existiam.

No domingo, estava sem esperanças de algo me empolgar de verdade. Mas essa impressão foi deixada de lado após P!nk subir ao palco e mostrar porque é um ícone! O madley dos seus maiores sucessos foi de arrepiar! Mas não parou por aí. Em seu discurso de agradecimento ela citou uma conversa que teve com sua filha e isso me pegou de jeito!

Willow, que tem só seis anos, disse para a mãe que é a menina mais feia que conhece! Como assim? Como uma menina de seis anos pode vir a ter um pensamento como esse? Crianças são crianças. Preocupação com beleza já nessa idade? E nesse grau de se classificar como a mais feia? Tudo bem. Devemos pensar que isso é só coisa de criança. Seis anos, vai esquecer em dois segundos e ir brincar.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

“Nunca Diga Nunca, Jamais!”





A primeira vez que ouvi essas quatro palavrinhas juntas foi em algum número musical quando eu era criança. Tentei puxar na memória se seria de um desenho, um programa, mas não adiantou; nem o Google ajudou. Mesmo sem saber a procedência, a mensagem ficou na memória e, volta e meia, faz sentido. Afinal, ser humano não é uma ciência exata e o que negávamos anos atrás pode ser a nossa nova realidade no futuro – mesmo que ainda não fira os nossos princípios.

Tantas coisas que para mim eram convicções hoje são dúvidas. E coisas que jamais pensaria experimentar eu vivencio intensamente. Talvez por preconceitos ou por conceitos mesmo. Desde as mais simples até patamares dos mais importantes. Um exemplo? Há poucas semanas, completei 10 anos na minha empresa, fazendo assessoria de imprensa. Quando optei pelo jornalismo, 15 anos atrás, imaginava que passaria a minha vida profissional dentro de uma redação. Tive quatro anos de experiência nesse sentido, o restante todo foi em assessoria. Logo eu, considerado pelos meus professores um dos alunos mais talentosos daquela geração de jornalistas; que já estagiava na área desde o segundo período da faculdade. Hoje sou grato a esse caminho ao qual a comunicação me apresentou.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Obrigado, Marvel! Obrigado, Netflix!





MINHA NOSSA, QUE SÉRIE MARAVILHOSA! (Não se preocupe, não vai ter spoilers aqui!)

Desde que foi anunciada a criação de Marvel's The Defenders, eu fiquei alucinado, mas como só tinha assistido Marvel's Jessica Jones, me rendi aos encantos de Marvel's Daredevil e Luke Cage (que preciso terminar, inclusive), e até assisti aquele erro que foi Iron Fist, mas só porque era a última série e, supostamente, era pra entregar a série pra The Defenders. Mas não entregou.

PORÉM...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Friday Night Lights





É sexta-feira à noite enquanto escrevo essas linhas. O que é engraçado, pois se esse texto virar realmente a minha coluna da semana, ele vai ser lido apenas na segunda ou depois disso. Mas, divago. Da janela do meu quarto olho pro céu escuro e quase sem estrelas, mas consigo avistar a lua, linda, brilhando solitária no céu do Rio de Janeiro. À minha frente, um grande vão de arvores, rodeado de prédios. Aqui, deitado e solitário no meu quarto, apenas eu.

Apago as luzes, coloco músicas diversas a tocar aleatoriamente no Spotify e digito. Pensativo, solitário, me sentindo bem, apenas com as luzes de fora, do céu e as artificiais, a iluminar o ambiente.

sábado, 26 de agosto de 2017

A Última






Eu posso pensar em dezenas de clichês pra dizer que esse é meu texto de despedida. Mas não uma despedida definitiva. Essa é apenas minha última coluna de sábado, como colunista fixo. Pois é, chegou a minha hora de dar tchau, e tentarei ser o menos dramático possível. Tenho uma forte tendência em transformar despedidas em atos solenes. E embora colocar um ponto final em minha última coluna semanal no Barba Feita seja significativo, também não é pra tanto.

Vamos aos cálculos. Foram mais de dois anos. 34 meses. 142 semanas. E 133 textos escritos por mim. Acho que não é pouca coisa, e me sinto feliz e satisfeito por uma ideia despretensiosa saída da cabeça do Leandro Faria ter dado tantos frutos textuais.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Melhor Que a Encomenda





Dia desses, estava dentro de um Uber e no rádio estava tocando Help, com a Tina Turner. Já fazia um bocado de tempo que eu não ouvia essa canção. O motorista perguntou se o rádio me incomodava e eu respondi que muito pelo contrário, quando então, ele aumentou o volume. Minha memória voltou a 1984, quando estava iniciando os estudos do nível médio (antigo segundo grau) em um colégio diferente, em outro bairro. Tinha passado a infância inteira somente atravessando uma rua para chegar ao colégio e ter meus amigos por perto quando me vi distante de tudo e de todos, tendo que recomeçar. Lembro que essa música abria a minha fita cassete que eu ouvia no meu walkman no trajeto de ônibus até a escola. Sim, naquele tempo, gravávamos as músicas em fitas cassete Basf 90 encostando o gravador no alto-falante do aparelho de som e torcendo para a rádio não soltar nenhuma vinheta até a música terminar... 

Tina gravou Help para seu quinto álbum de estúdio, o aclamado Private Dancer e eu passei uns vinte anos achando que Help era dela mesmo e não uma versão de Help, dos Beatles, gravada em 1965. Aliás, neste mesmo disco, também tem Let's stay together, muito tocada nas rádios, mas que também era uma versão da canção de Al Green, e 1984, música que fechava o disco, que já tinha sido composta e gravada por David Bowie.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Anitta é Malandra!!!




Menos de um mês atras, eu quase escrevi um texto sobre Anitta e Pabllo Vittar. O assunto, é claro, seria o lançamento do clipe de Sua Cara. Acabou que por questões políticas do nosso país deixei de lado essa ideia, mas sabia (tinha total certeza) que Anitta seria tema de um futuro texto para esse espaço.

E vocês pensavam mesmo que ela não daria motivo pra isso? Há duas semanas saiu a notícia que viria um novo clipe em setembro. Logo depois, quando a assessoria da cantora confirmou o fato, nomes começaram a pipocar. Afinal, seria com Bieber, produtores dele e em inglês? Ou seria algo solo e em português? Pouco tempo depois tivemos a informação que o clipe seria gravado no Vidigal e teria parceria com Tropkillaz, que é responsável por músicas e vídeos de sucesso por aí! Mas eles não eram os únicos a ter um pedaço da rainha do pop brasileiro. Sim, a letra seria em português, gravado em uma favela e com partes em inglês!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Rio Mais Brasil: Patriotismo em Tempos Difíceis





Têm sido tempos difíceis para ser patriota ou ufanista no Brasil ultimamente. O último lampejo nesse sentido que tivemos foi nas Olimpíadas, um ano atrás. E tudo isso já parece tão distante. Por isso, talvez, ir assistir à peça Rio Mais Brasil, no teatro Oi Casa Grande, tenha causado certa estranheza inicial para mim. Engraçado como em dado momento em que a bandeira brasileira, grande e imponente, se faz presente acaba até causando certo incômodo. Sintoma de tristes dias que vivemos em terras tupiniquins.

Pois bem. Minha prima, Teka Balluthy, está no elenco de Rio Mais Brasil (coincidentemente, seu nome na peça é Flávia, seu nome de fato) e me convidou para ir na última sexta-feira. Temos, ainda, uma amiga em comum que também esteve presente. Fui basicamente com a expectativa de ver a prima querida em cena, cantando e atuando (adoro dizer que ela foi o primeiro bebê que eu peguei no colo – e foi mesmo!). Mas me surpreendi com um belo espetáculo, com números musicais e representações que buscam sair do óbvio – por exemplo, usar o funk De ladin para falar de Madureira, em vez dos sambas mais tradicionais de Portela e Império Serrano.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Onde Está a Segunda?, Uma Ficção Científica da Netflix





MENINA DO CÉU! Vou te contar, viu, a Netflix conseguiu ferrar com a minha cabeça nesse final de semana. Primeiro foi Marvel's The Defenders e, logo em seguida, apareceu Onde Está a Segunda?. Eu vou tentar falar sem dar spoiler, mas não sei se vai rolar, porém, vamos tentar.

Num futuro muito distante, Glenn Close será uma ativista política e bióloga conservacionista e irá mudar seu nome pra Nicolette Cayman. Com o mundo entrando em colapso por conta da escassez de água, comida e recursos básicos, ela propõe à Federação instituir a política do filho único, chamada Lei da Alocação Infantil. Pais que tiverem dois ou mais filhos, e mulheres que engravidarem, deverão enviá-los para a Agência, que os colocará em hibernação, chamado de Cryo Sleep. PORÉM... Willem Dafoe, ex-Duende Verde, mudará seu nome pra Terrence Settman, e se verá avô de sete crianças, meninas gêmeas idênticas, tendo que cuidar delas sozinho, já que sua filha morreu no parto, e ele não tem conhecimento de quem seja o pai.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

TOP 5: Melhores Sanduíches no Rio de Janeiro





Comer é bom. Mas comer bem é ainda melhor, concorda? E com a proliferação de hamburguerias gourmets por aí, muitas vezes fica difícil escolher o melhor lugar para se deliciar com aquele sanduíche que você não quer ter a chance de errar.

Eu, um fanático por fast food, fui fisgado pela onda dos hambúrgueres gourmet que nos assola, mas já quebrei a cara algumas vezes. Muita propaganda, imagens maravilhosas de sanduíches, mas na hora da verdade, de apreciar o lanche, ele não é aquilo tudo.

Dessa forma, apenas como um guia informal, elenco os meus cinco hambúrgueres gourmet preferidos do Rio de Janeiro. São sanduíches diversos, de lugares idem, mas que fizeram a alegria do meu paladar, em verdadeiros orgasmos salivares. E, como sou legal, resolvi dividir com vocês.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ano Que Vem, Madonna Faz 60




Daqui a um ano, Madonna vai fazer 60 anos.  Essa semana ela fez 59, mas sempre acho que essas datas quebradas não são motivo de tanta comemoração.  Afinal, só quem é muito festeiro celebra aniversário de 59 anos, a não ser que se festeje antecipado ou então, realize uma espécie de contagem regressiva para os 60. 

Provavelmente, vindo de Madonna e dos fãs dela, que lotaram as timelines fazendo homenagens à cantora nessa semana, tudo pode ser uma grande jogada de marketing.  Comemoremos 59 anos já fazendo uma grande festa para 2018, com o sexagenário da rainha do pop!  Sim... Ou você ainda duvida que Madonna é ainda a rainha do pop?  Se pararmos para pensar, Michael Jackson, Prince e George Michael, os astros que dividiam o reinado com ela, já partiram dessa.  Madonna é a única estrela pop que sobreviveu aos anos oitenta, noventa e dois mil ainda sentada no trono.  Ah, mas também tem outras cantoras famosas como Lady Gaga, Britney Spears, Shakira,  Beyoncé, Avril Lavigne, Kate Perry, Christina Aguilera, Taylor Swift que beberam da fonte de Madonna.  Mas espera aí, quem realmente conseguiu destronar Madonna Louise Veronica Ciccone?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Não Odeie o Rico Dalasam





Tem dois anos da primeira vez que ouvi falar sobre Rico Dalasam. Era uma matéria sobre música e como o rap não tinha um representante (abertamente) gay além do próprio Rico. Lembro que ele comentava sobre isso na entrevista. Que acabava sendo um peixe fora d'água. Afinal, ele faz rap, mas não existia (e, infelizmente, dois anos depois ainda não continua existindo) um cenário onde suas letras, sobre aceitação sobre a própria sexualidade ou relação com outro cara possuem espaço.

O movimento queer rap existe fora do Brasil, mas aqui, caso exista, ainda não ganhou espaço. Mas Rico sim! O autor da música mais tocada no carnaval de 2017 já não é um estranho para grande massa. E isso, em partes, é muito bom.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A Tragédia Fria das Ruas




Dia desses fui abordado por um homem na rua. Estávamos eu e Cristiano, meu companheiro, passeando com os nossos cachorros já bem tarde da noite, após as 23 horas. Franzino, veio com a voz mansa explicando:

- Não vim pedir dinheiro não. Eu queria ver se o senhor tem um cobertor, porque eu tenho passado frio toda noite. Cheguei de Pernambuco há pouco tempo, estou morando embaixo de uma passarela e minhas roupas não seguram o frio.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Estar e Não Estar Pronto(a) Para o Final





Não, esse não é um texto sobre Scandal. E ainda assim, é um texto sobre Scandal. Ai, que confuso, né? Dia 5 de Outubro estréia a sétima e última temporada dessa que é a série que mudou a minha vida em maneiras que não vou citar aqui porque esse não é um texto sobre a série, apesar de também ser um texto sobre ela.

De umas temporadas pra cá, eu senti uma mudança no ritmo e nos plots da série que foram, aos poucos, me deixando com um sentimento de 'sei lá'. Fui deixando de me identificar cada vez mais com Liv, apesar de amar a personagem que, de novo, foi um grande impacto na minha vida, e assistia os episódios com aquele sentimento saudosista das primeiras três temporadas. Claro, não sou aquele fã chato que fica "Ain, mas a série não é mais a mesma, mimimi", de maneira alguma. Séries evoluem de acordo com o tempo, e Escândalos - Os Bastidores do Poder (de acordo com a Rede Globo) não foi diferente. É assim com todas as séries.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Leão





I got the eye of the tiger, a fighter, 
Dancing through the fire 
'Cause I am a champion 
And you're gonna hear me roar 
Louder, louder than a lion 
Cause I am a champion 
And you're gonna hear me roar...
(Roar - Katy Perry)

Não sou uma pessoa muito entendida em signos. Sei bem pouco, aliás. Se me disser a data do seu nascimento e me perguntar seu signo vou fazer cara de "hum, tá, não faço ideia". Mas, devido a um amigo que um dia quis fazer meu mapa astral, posso dizer que sou do signo de leão com ascendente em leão. O que, segundo ele, explica muita coisa. Como sou legal, dou a dica: sua chance é agora, fuja de mim. Ou se aproxime, pois, como diz a descrição do meu perfil no WhatsApp, eu sou um fofo, um querido.

sábado, 12 de agosto de 2017

Bicha Velha





Sempre tive uma pele ótima e nunca aparentei ter a idade que tenho, consigo passar por alguém que tem uma década a menos de vida tranquilamente. A aparência física com o avançar do tempo nunca me preocupou, porque além de uma genética privilegiada, faço parte de uma geração que demora mais para aparentar velhice, a chamada Geração Y. E não é só na aparência que demoramos aparentar amadurecimento, os millenials também possuem um retardo no amadurecimento emocional, mas isso é assunto para outro texto. Como eu dizia, minha preocupação maior com o acúmulo de anos sempre esteve mais ligada com a dificuldade em ser um adulto realizado como pessoa, questões muito mais interiores que exteriores. Até que um dia desses me olhei no espelho do banheiro e enxerguei nitidamente rugas nas laterais dos olhos, aquelas coisas horrorosas popularmente chamadas de "pés de galinha".

Fiquei arrasado, e notei que comecei a ficar com ar envelhecido pelos olhos, qualquer expressão que eu faça com eles, uma porção delas aparecem. Imediatamente lembrei de Madonna em um filme que adoro chamado Sobrou Pra Você (The Next Best Thing), em que na pele de Abbie ela se olha no espelho nostálgica e melancólica, dando-se conta do peso da idade em sua aparência, estica o rosto com as mãos e diz: "aos 20". Solta: "aos 40". Em seguida faz o mesmo com os seios, empinados e duros aos 20 e caídos aos 40. Era uma cena bem-humorada e triste ao mesmo tempo. Sabemos que a juventude não é eterna, mas ficar enrugado, caído e embarangado não é muito bacana, e quando se faz parte de uma comunidade que cultua a beleza a qualquer custo, chega a ser cruel e bastante doloroso.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Dormir Pra Quê, Se Há Um Mundo Lá Fora? Carpe Diem!





Todos me apontam como uma pessoa festeira. “Coisa de sagitariano”, dizem. Custei a admitir, mas preciso concordar. A grande maioria dos nascidos neste signo sempre estão rodeados de muita gente, saem de uma festa às 23, emendam em outra às 00:30 e ainda tem fôlego para chegar às 2 da manhã em mais uma como se ainda fosse a primeira. Fim de semana sempre é uma sucessão de infinitos eventos. 

Minha mãe, que era libriana, sempre dizia “dormir pra quê, se você vai ficar deitado por toda uma eternidade quando estiver debaixo da terra?” Pois é... No fundo, no fundo, acho que minha mãe devia ter seu ascendente em sagitário...

Mas, ultimamente, as sete horas que eram reservadas para o meu sono, não estão sendo mais suficientes. Durmo no metrô em pé mesmo. Já tenho até uma técnica para dar uma “apagada” sem cair. E aos domingos eu estou tão exausto pelo ritmo do trabalho na semana (e dos exageros da noite de sexta e sábado), que só penso em fechar os olhos o dia inteiro para recuperar as energias e estar revigorado para mais uma semana de labuta.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Amanhã





“Como será o amanhã?”, perguntava de forma cantada a União da Ilha no carnaval de 1978. Eu nem era nascido ainda, mas o samba virou um hino passadas diversas gerações. A questão é que a pergunta era uma preocupação puramente individual: a letra queria saber o que iria acontecer ao “eu” lírico e falava de seu destino. Àquela época, poucas eram as preocupações com o coletivo.

Pois bem, no último domingo fui eu pela primeira vez (e finalmente) ao Museu do Amanhã. O nome do espaço já parece um paradoxo: em geral, museu é criado para contar uma história passada, e não algo futuro, como o amanhã. Mas de cara, o tatuizão da Praça Mauá que virou o mais novo cartão postal do Rio mostra a que veio: para mostrar como a trajetória humana na Terra nos trouxe até aqui e pensar no que faremos daqui por diante. 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A Adrenalina




Droga, droga, droga, droga... Por onde...? Ah, por aqui, é melhor. 

A pior parte de ser eu com doze/treze/quatorze anos é exatamente essa: ser perseguido pelos garotos mais velhos. Merda, lá vem eles de novo, que inferno. Espera, deixa eu entrar nessa rua aqui. Pronto, acho que vai dar pra aguentar aqui até eles irem embora. Meu nome é Glauco, e hoje eu estou sendo perseguido por dois garotos, Marcos Paulo e um outro qualquer que é amigão dele. O motivo? Bem, vamos voltar um pouco? 

Minha mãe me deu um conjunto novinho de canetinhas e lápis de cor, e tudo que minha mãe me dá eu faço questão absoluta de cuidar, guardar e, às vezes, eu nem uso, só pra não estragar, aí deixo lá, sendo exibido feito um troféu no meu guarda-roupas. Aí o Marcos e esse outro garoto me pediram emprestado na aula de Artes. MAS... é meu. São meus. Minha mãe que me deu. Eu não cuidei deles com tanto carinho pra deixar que dois desconhecidos saiam usando. Então eu neguei. O resto? O resto vocês já sabem. Espera aí, cadê o outro? Merda, eles se dividiram. Ah não, lá vem o Marcos, é melhor eu correr, mas como que corre com essa mochila nas costas?????

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cinco Músicas Que Detestei da Primeira Vez Que Escutei





Já dizia a minha mãe: cuidado ao cuspir pra cima, porque pode cair na sua cara. E isso acontece sempre comigo no que diz respeito à algumas músicas. Minha reação, à primeira ouvida, é quase sempre de pensar: "hummmm, que coisa chata!". Mas daí vou ouvindo, assimilando e, quando vejo, estou lá eu ouvindo e cantando alucinadamente, quando não estou rebolando a minha bunda no chão.

A coluna de hoje é uma pequena lista, com cinco exemplos de músicas que eu detestei da primeira vez que escutei e que hoje são minhas queridinhas e que, não adianta, eu gosto mesmo, ouço sempre e, eventualmente, elas estão aqui, tocando em minha playlist mental.

Com vocês, elas, cinco músicas que detestei da primeira vez que escutei!

sábado, 5 de agosto de 2017

Confissão





Cecília e Arthur estavam casados há cinco anos. Jovens, apaixonados e felizes, eram cúmplices, fiéis e leais acima de tudo. Nos últimos meses, porém, um remorso cruel vinha atormentando a consciência de Arthur e roubando suas noites de sono. Ele amava sua pequena e não suportava mais a culpa, estava deveras arrependido. Certa noite, farto de viver com aquele peso na consciência, resolveu confessar, abrir o jogo e com o perdão de Cecília, finalmente dormir em paz e poder olhá-la nos olhos sem remorsos. Preparou o ambiente e o espírito e esperou a esposa chegar do trabalho. Quando ouviu o barulho da chave na fechadura, seu coração disparou, as mãos estavam geladas e a boca seca. Era uma situação desesperadora, mas ele precisava contar. 

Cecília adentrou o apartamento com aquele sorriso cansado por mais um dia de trabalho, porém luminoso, largou a bolsa no sofá grená e beijou o marido nos lábios docemente, como sempre fazia quando chegava e ele estava em casa.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Nordeste Fervilha no Rock e na Queer Music




Na semana passada, o assunto da polêmica envolvendo os cantores Johnny Hooker e Ney Matogrosso acabou rendendo. E fiquei pensando nessa nova geração queer e percebi o quanto tem coisa legal rolando por aí e que ainda pouca gente conhece. Na coluna, citei algumas bem legais como Liniker, Rico Dalasam, Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Banda Uó e Linn da Quebrada.

Vários amigos me mandaram mensagens dizendo que nunca tinham ouvido falar de dois deles citados no texto como os grandes precursores da cena gay underground, que foi o Montage (dupla de electropunk formada em Fortaleza pelo DJ Leco Jucá e o performático Daniel Peixoto – que, já em carreira solo, chegou a abrir um show do Prodigy em 2009) e os pernambucanos do Textículos de Mary, que, com seu glam punk rock teatral escrachado, aliado a uma postura totalmente gay, chocou muita gente ao mostrar um lado escatológico e agressivo, com simulações de sexo nos palcos, causando infinitas polêmicas.  O grupo chegou a gravar o ótimo álbum Cheque Girls, em 2002.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bem Na Nossa Cara!





Não preciso nem dizer que o assunto do meu texto de hoje seria sobre o clipe lançado por Anitta, Pabllo Vittar e Major Lazer. Mas acredito que não vá demorar muito e terei motivos para comentar sobre Anitta por aqui de novo. Afinal, ela não vai deixar de causar ainda esse ano...

Mas, nesse momento, não consigo parar de pensar o quanto nós, brasileiros, somos feitos de trouxa por nossos políticos. Não importa o quanto as pessoas "tomem" partido de políticos, como se eles fossem um time de futebol. Ou jogadores famosos. No fim não existe um lado vencedor. Aqui, na vida real, somos TODOS perdedores.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quando a Maturidade Acontece




Do último sábado até o próximo, dois amigos por quem eu tenho um carinho imenso terão atravessado momentos importantes de sua vida. São duas pessoas que no máximo devem ter se cruzado (por minha causa, inclusive), mas que eu acho extremamente parecidas. Coincidentemente, são nascidos em 1988 e foram os dois a quem fiz a dedicatória do meu último livro: Alexandre e Julio. Ambos em momentos importantes de amadurecimento – processo que acompanhei e vi de perto na vida dos dois.

Alexandre eu conheci há uns sete anos,  quando era estagiário em um cliente da minha empresa. Depois, o puxamos para fazer uns trabalhos como freelancer e acabamos contratando. Via (e vejo até hoje) no Alexandre do que reconheço em mim em momentos passados da minha carreira. Trabalhamos muito bem juntos enquanto a relação de líder e equipe nos permitiu. Acompanhei momentos difíceis da sua vida, até mesmo em seu relacionamento (com a namorada da época da faculdade). Foi meu parceiro de muitas empreitadas, inclusive das primeiras corridas na rua. Foi o primeiro a ler o Perversão antes de ser enviado às editoras.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Não, é Não, e Não Mata Ninguém





POIS BEM. Quando criança eu sempre ouvi da minha mãe que eu não tenho olhos nas pontas dos dedos. Também ouvia que, se não é meu, eu não tenho que mexer, a menos que me ofereçam. Caso contrário eu sigo com a minha vida e tudo ok.

Quando criança eu ouvia "não", "se você fizer isso vai ficar de castigo", "sem televisão por duas semanas", "limpa a casa", "lava a louça que você sujar", "ajude sua mãe", "ajude seu pai", enfim e enfim.