terça-feira, 29 de agosto de 2017

Obrigado, Marvel! Obrigado, Netflix!





MINHA NOSSA, QUE SÉRIE MARAVILHOSA! (Não se preocupe, não vai ter spoilers aqui!)

Desde que foi anunciada a criação de Marvel's The Defenders, eu fiquei alucinado, mas como só tinha assistido Marvel's Jessica Jones, me rendi aos encantos de Marvel's Daredevil e Luke Cage (que preciso terminar, inclusive), e até assisti aquele erro que foi Iron Fist, mas só porque era a última série e, supostamente, era pra entregar a série pra The Defenders. Mas não entregou.

PORÉM...

The Defenders foi simplesmente maravilhosa! Em vários aspectos. Mas o que me chamou atenção foi o fato de que ligaram tudo certinho pra juntar os quatro. Era uma série sobre o quarteto, então não havia pressa pra fazer o encontro acontecer. Primeiro Luke Cage e Danny Rand se encontram quando suas investigações se cruzam, tendo o mesmo galpão como X da questão, e logo caem na porrada, o que é bem engraçado, afinal, né, Luke Cage... Só depois Jessica Jones (<3) e Matthew Murdock, aquele homem maravilhoso se encontram, quando Matt se torna o encarregado de livrar Jessica da prisão.

Tudo vai seguindo num ritmo normal, sem precipitações, com Claire tentando apaziguar a situação entre Luke e Danny, enquanto Jessica e Matt vão investigando um ao outro, enquanto investigam o que causou o terremoto que encerra o primeiro episódio.

Até que acontece. Os quatro se encontram em meio ao caos e homens com armas tranquilizantes e outras nem tão tranquilizantes assim. E quando acontece... Minha única reação possível naquele momento era:


Sim, caro leitor, cara leitora. Foi porradaria total! E quando Elektra entra em cena, agora abençoada, restaurada, a coisa fica feia, com Matt caindo na porrada com ela, enquanto os outros três se encarregavam dos outros capangas do Tentáculo.

Liderando o Tentáculo temos como vilã suprema a atriz Sigourney Weaver! QUE. MULHER. MARAVILHOSA. Mesmo sendo vilã, você consegue admirá-la, tamanha a naturalidade dela como Alexandra, que lidera o grupo de cinco, contando com ela.

A série segue linda, parte do grupo dizendo o tempo todo que não queria formar uma equipe, que nada disso, que era resolver isso e cada um voltar pras suas vidas, e que não sei o que, mas quanto mais a trama se abre e o objetivo do Tentáculo é revelado, mais eles percebem que precisam uns dos outros, e que pra isso vão precisar confiar uns nos outros, pois só assim conseguiriam salvar, não só a cidade, mas o mundo inteiro do caos sombrio que se aproximava.

Jessica e Matt vão se tornando próximos e, ao que tudo indica, bons amigos, com ela pegando no pé dele em vários momentos, e também com Danny, que se tornou suportável após sua série solo, criando um vínculo com Cage. O personagem não dá tantos chiliques quanto deu nos treze episódios, e ficou até mais bonito, se me permitem observar. Jessica segue sendo rainha e dona de boa parte da série, com sua personalidade renegada e hilária intacta (a cena do metrô, eu me identifiquei muito com essa cena!). Luke tem um momento de desabrochamento, que o faz reavaliar muitas coisas em sua vida, e Matt, como sempre, com aquela cara de cachorro que caiu da mudança, que faz a gente querer dar um abraço nele. E isso tudo vai sendo mostrado ao longo dos oito episódios.

Vemos também o restante dos universos, como Trish, Malcom, Foggy, Karen, Stick (aquele embuste), Madame Gao, e até Josie, dona do point favorito do trio de Daredevil.

The Defenders faz você conhecer a série, te faz viver o que está acontecendo ali. Foi feita pra parecer natural, pra ter um começo, um meio e um... rumo, porque algo me diz que veremos os Defensores juntos em uma segunda temporada (quem assistiu tudo sabe do que eu estou falando). Geralmente, o que se espera de uma série que reúne quatro heróis é ação, ação, ação e ação, com eles já se conhecendo e tudo explicado, fazendo-os perseguir aquilo por todos os episódios da série, o que não aconteceu ali. Foi um ritmo natural, com diálogos e ações equilibrados de forma coerente. Muitas vezes eu fiquei: "TÁ, FAZ ALGUMA COISA, SEI LÁ, FAZ ISSO, FAZ AQUILO!", mas aí eu me lembrava do personagem em sua série solo e entendia completamente o motivo de não querer fazer tal coisa, ou revelar algo, ou seja, a série manteve a essência de cada personagem intacta, e não é em oito episódios que eles vão mudar repentinamente e saírem salvando todo mundo. Os quatro foram traídos, esculhambados, apanharam, tiveram suas vidas arrasadas. Não é encontrando outra pessoa com habilidades especiais que, magicamente, eles vão se tornar amigos ou aliados. Seria jogar fora tudo o que viveram em seus universos, quebraria suas essências e deixaria de ser impactante, original.

Então, minha gente, fica a minha dica pra vocês que ainda não assistiram: ASSISTAM! Rafael quis me matar, porque ele queria assistir logo e eu quis assistir a abertura de todos os episódios, poque amei o tema, as imagens... enfim, amei a série.

Até terça que vem!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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