quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quando a Maturidade Acontece




Do último sábado até o próximo, dois amigos por quem eu tenho um carinho imenso terão atravessado momentos importantes de sua vida. São duas pessoas que no máximo devem ter se cruzado (por minha causa, inclusive), mas que eu acho extremamente parecidas. Coincidentemente, são nascidos em 1988 e foram os dois a quem fiz a dedicatória do meu último livro: Alexandre e Julio. Ambos em momentos importantes de amadurecimento – processo que acompanhei e vi de perto na vida dos dois.

Alexandre eu conheci há uns sete anos,  quando era estagiário em um cliente da minha empresa. Depois, o puxamos para fazer uns trabalhos como freelancer e acabamos contratando. Via (e vejo até hoje) no Alexandre do que reconheço em mim em momentos passados da minha carreira. Trabalhamos muito bem juntos enquanto a relação de líder e equipe nos permitiu. Acompanhei momentos difíceis da sua vida, até mesmo em seu relacionamento (com a namorada da época da faculdade). Foi meu parceiro de muitas empreitadas, inclusive das primeiras corridas na rua. Foi o primeiro a ler o Perversão antes de ser enviado às editoras.

Julio eu conheci um pouco depois, no fim de 2011, quando chegou através de uma amiga em comum no templo religioso que eu dirijo. Parecia tímido à primeira vista. Só parecia. Ao longo da sua trajetória, sempre fomos muito próximos. Por afinidades, desenvolvemos uma relação de tutor e pupilo, sendo ele meu braço direito em muitas situações. Ele também tem o Henrique como segundo nome, é também geminiano e filho de Iemanjá. Tive o prazer de ser seu padrinho e de celebrar seu casamento. Foi a primeira pessoa a ler o meu conto O Abraço do Capeta, que deu origem ao Perversão.

No último sábado, Alexandre se casou, com a namorada que veio da faculdade. No próximo sábado, Julio irá assumir em definitivo o meu lugar à frente de uma das filiais do nosso templo (eu fui deslocado para outra filial). Como é bom ver as pessoas amadurecendo a olhos vistos a seu lado; crescendo, seja física ou moralmente. Agregando maturidade também ao que sentem e ao que são capazes. 

São dois queridos para mim, dois amigos que souberam driblar o desgaste do convívio laboral e ter uma relação de confiança e, acima de tudo, de espelho e referência. Aos dois gordinhos bem-humorados, desejo felicidade e boa sorte nos seus novos desafios – que estão só começando.

Leia Também:
Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
FacebookTwitter


Nenhum comentário: