quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Recomeçar. Mil Vezes Recomeçar... De novo!





Recomeçar, de qualquer ponto de vista, é animador. E também assustador. Eu mesmo estou recomeçando de novo. Meu atual emprego acabou e voltei pra casa. Antes estava preso em um casulo de trabalho e que os principais assuntos do meu dia envolviam coisas que estavam diretamente ligadas ao... trabalho. Foi ótimo. Foi lindo. Mas acabou. E agora me pego meio que vazio, com espaço para minhas coisas. Só que não tenho mais certeza quais elas são.

Ficava, no meu tempo livre, listando coisas que faria assim que tivesse o tão famigerado e desejado tempo. A lista era interminável. Envolvia organizar meu quarto, minhas listas de vídeos que gravaria para o Youtube. Além, é claro, começar a malhar e, quem sabe, escrever um livro. 

Vocês podem observar o quanto estava criativo e cheio de vontade quando pensei nesses momentos. Bem, o tempo tão desejado chegou e a única coisa que me encontro fazendo até o momento é ficar na cama com gripe. Meu quarto continua uma zona desorganizada, tenho vídeos para gravar e não sei exatamente por onde começar. E ideia de livro? Essa passou longe. Nada tenho sobre isso.

O que acontece é que eu me sinto perdido. O Silvestre que idealizou várias coisas, não é mais o Silvestre que sou agora. Na verdade, enquanto ficava fazendo minha lista de desejos, eu já não era o Silvestre que faria aquilo tudo. Mas eu sentia certa saudades de quem era e das coisas que fazia e gostaria de estar fazendo, mas não era possível. 

Às vezes a gente se prende a certas ideias. De quem somos e do que queremos. Mas a gente muda e aceitar que não somos mais os mesmos leva tempo. É quase como iniciar uma nova amizade. De início existe, por mais que a gente não queira, um estranhamento entre você e o "novo amigo". São pessoas que ainda não se conhecem direito, descobrindo como o outro pensa e o que ele deseja. É até meio incomodo. Mas isso passa. Depois a intimidade, quando menos se espera, aparece. Tudo ganha um novo significado e a gente passa a se entender, sem nem ao menos perceber como e quando isso aconteceu. 

No momento, eu estou me observando. Vendo quem esse novo Silvestre é. O que ele quer, o que não quer e também o que faremos, juntos, a partir disso. É me redescobrir dentro de mim mesmo, de quem eu sou agora. Pode até soar um pouco encantador, se não mesmo brega mas, cá entre nós, estou mesmo é aterrorizado. Existe um novo mundo de possibilidades se iniciando para mim e não sei bem onde isso vai me levar. Assusta, mas também excita.

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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