quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Felicidade





Felicidade é o maior ativo de um ser humano. Não há quem não tenha buscado ser feliz na vida, ainda que por um instante. Não à toa, vivemos também uma epidemia de depressão: nos cobramos cada vez mais de ser felizes a qualquer custo – e, quando vem a frustração, não sabemos nos reerguer e voltar a buscar a felicidade que antes procurávamos, ainda que em outras bandas.

Lembro-me de uma musiquinha infantil de quando eu era criança que dizia: “perguntei pro céu, perguntei pro mar, prum mágico chinês, mas parece que ninguém sabe aonde a felicidade resolveu de vez morar”. Enfim, onde mora a felicidade? No que ela de fato consiste?

O conceito é tão relativo quanto subjetivo. O que torna alguns felizes é estar ao lado dos que amam. Para outros, uma tarde de compras em um shopping. Para outros, ter o corpo desejado... Fato é: quanto mais novos somos, como na música da infância, mais fácil encontrar a felicidade nas pequenas coisas. Ou seja, envelhecer nos torna menos felizes? Ou mais exigentes?

Acredito, sem pieguices, que a felicidade está muito mais em “ser” do que em “estar”. “Estar” é, no máximo, alegria. Viver algo baseado em mentiras, em aparências, em realidade fugazes não é felicidade. E curar isso é necessário ir muito mais na causa do que na consequência. Ou alguém acredita que um palhaço cura depressão melhor do que um psicoterapeuta?

Ah, a musiquinha dizia, enfim, onde a felicidade estava: “Até que um anjo me disse que ela existe e é tão fácil encontrar. Bem lá no fundo do peito, o amor é feito, é só você se entregar. E você vai ser muito feliz, é só na vida acreditar”

Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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