terça-feira, 24 de outubro de 2017

Histórias de Bêbado!






Eu pensei em começar o texto com "Eu bebo sim e tô vivendo...", mas ia ficar óbvio demais, então OI, GENTE! Sim, no texto de hoje eu vou falar um pouco das minhas histórias de bebedeira, porque né, a gente nunca se expõe o suficiente na Internet.

Teve uma vez que eu quase apanhei numa balada hétero (era só o que eu tinha, afinal, não tinha nenhum gay na minha vida até então). Era noite de vodca liberada, e eu tava com a grana curta, então o que o bonitão aqui fez? Agiu como um autêntico russo e bebeu vodca pura, sem gelo, sem energético, sem absolutamente nada. Eu fui intercalando as doses com energético e sem até onde deu, quando, de repente... me lembro de surgir do lado de fora da boate, com uma lata de Coca-Cola na mão, perguntando: "Quem foi que me deu essa Coca?!". Acontece que me tiraram de lá porque eu puxei um cara pra junto de mim, e quando ele foi me bater, o pessoal que tava comigo (brigado, Rodrigo por me livrar de um olho roxo) interferiu! Voltei logo depois, e só lembro de tentar pegar um copo de vodca, mas me deram uma garrafinha de água, o que me frustrou, mas ok. Cheguei em casa sem saber como, acordei com tudo girando e prometendo que jamais faria aquilo de novo, que só beberia quando tivesse dinheiro pra beber de forma decente. E foi o que aconteceu, exatamente uma semana depois, quando me contaram o que aconteceu. E eu ouvindo, enquanto bebia o que? Sim, vodca, só que dessa vez, com energético, afinal, ninguém é de ferro, certo?

Teve também a vez que fui pra um rolê extremamente errado, bem do tipo festa estranha com gente esquisita, sabem? Era num lugar longe para caralho, o ônibus deu várias voltas, mas era open bar, então tava valendo. Eu mais uns amigos, todo mundo enchendo o rabo de vodca barata com refrigerante mais barato ainda, e cerveja, e mais um monte de coisa. Disseram que chorei, disseram que dormi, disseram até que eu quase matei um garoto porque eu tava afim dele, aí eu imprensei ele contra a parede, questionando o motivo pelo qual ele não queria ficar comigo. Agora vem cá e pergunta se eu lembro disso. QUE NADA!

Outra boa foi da vez que eu fui num open bar com um garoto que eu tinha conhecido na boate. A festa era na semana seguinte e combinamos de nos encontrar e tudo mais, aí fomos. Chegando lá... bem, eu me conheço, né? Enchi a cara? Claro, porque pensa comigo, foi R$ 25 a entrada, e eu iria acompanhado, então as chances de fazer besteira, tecnicamente, seriam menores, certo? Bem... A última coisa da qual eu me lembro daquela noite foi a de jogar um copinho de tequila dentro do copo de cerveja. Disseram que eu tomei mais, mas eu não lembro de absolutamente nada, menos ainda de como eu cheguei em casa. Só sei que acordei e tinham várias mensagens no WhatsApp do garoto desesperado querendo saber de mim, se eu tinha chegado em casa, que ele ia me buscar, perguntando se eu tinha conseguido pegar o ônibus. Minha única resposta foi a pergunta: "Cara, que ônibus???". É... aaaah, e o Alexandre, que também estava no rolê, disse que eu ficava chamando o garoto de "amor". Acho, NÃO SEI, assim vai, só pensando, que TALVEZ isso tenha assustado a criatura... não sei, assim, só acho! Ah, me deem um desconto, 2015 não foi o melhor ano pra mim, vocês sabem.

Outra que eu fiz quando bêbado foi ir pra balada bater cabeça porque eu tava precisando muito sacudir o esqueleto e ouvir música alta pra tirar toda a tensão e pressão de cima de mim por causa do que estava acontecendo com minha mãe. Aí eu fui, passei na casa do Bianco, joguei um pouco de Just Dance, bebi um pouco, e fui sozinho pra boate. No sábado, quando eu fui procurar meu cinto pra sair de tarde, liguei pro meu pai, que me disse: "Ué, tá no meu quarto. Você chegou torto, trocou de roupa no meu quarto e deitou na minha cama.", ao que eu respondi: "Aaaah... tá bom então, pai, tchau.", e desliguei na hora. Que vergonha...

Ainda nessa questão de aliviar a pressão pelo que estava acontecendo, eu fui, enchi a cara e voltei pra casa. Chego em casa e o que acontece? O taxista não não tinha maquininha de cartão. Lembro de flashes dele me levando ao posto de gasolina, e dele me dizendo: "Eu não vou te deixar sozinho.", me acompanhando até o portão da varanda. Olha, que pessoa maravilhosa, espero que esteja sendo muito feliz, viu? Quando acordei, mamãe disse que eu tentei ir ao banheiro duas vezes. O problema é que eu queria ir ao banheiro NA COZINHA. E a mãe do meu amigo estava lá na hora e me viu naquele estado que só quem bebe sabe. Ai, que vergonha. Mas ah, o que eu poderia fazer? Precisava extravasar, foi a única forma que eu encontrei, oras.

Teve também  uma vez no Rio, quando conheci o Leandro Faria, criador e idealizador do Barba Feita. Primeira vez que fui conhecer o "chefe" e já mostrei logo meu lado mais bagaceiro. Mas nossa, como eu bebi... na saída pra festa alguém me virou um licor/tequila/whisky/rum/ ou algo assim direto na garganta, e aquilo queimou tanto que me deixou sóbrio! Que saudade de noites como aquela, foi tão bom, conheci gente legal (menos um), me diverti, beijei bastante (beijar é bom, né, gente?), voltei inteiro e satisfeito.

Eu já ia terminar, mas lembrei da vez que fizemos um encontro com a galera do colégio, e na segunda vez fui pra casa com Camila, que me deu uma carona mara. Disse que precisava mijar, aí ela parou em frente ao Sesc pra eu ir debaixo das árvores que têm ali, aí eu saí do carro, fui correndo e tropecei não sei no que, provavelmente em mim mesmo, e fui deslizando pela grama. Levantei, mijei, voltei pro carro rindo e disse pra galera que tava lá: "CEIS VIRAM O TOMBO QUE EU LEVEI???", assim mesmo, bem louco.

Aaaaah, gente... beber é bom demais, sabe? Eu bebo porque gosto, não porque precise disso pra fazer estripulias (sem julgamentos, aliás, só comentando). Eu já me diverti (e tenho me divertido, inclusive) bastante sem uma gota de álcool. É possível? É. Mas como é que coloca a culpa das besteiras no refrigerante? No suco? Não dá! A primeira vez que minha mãe me viu bebendo foi na casa das minhas primas, e ela só disse pra eu ter cuidado, o que eu sempre tentei ter, pra ser sincero, mas, às vezes... bem, às vezes não rola, só que pelo menos eu tenho uma galera de confiança ao meu lado (e dependendo da situação, algum taxista).

Então é isso, galera, ficam aqui algumas das coisas que eu lembro (e quem me foram contadas) sobre minhas pequenas peraltices quando bêbado. E você? O que já aprontou numa bebedeira, hein??
O Ministério da Saúde e o Barba Feita advertem: Se beber não dirija. E desligue o celular, ninguém merece mensagem de bêbado às duas da manhã, né?
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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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