segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Três Filmes Espanhóis Surpreendentes e Obrigatórios





Quando se fala em cinema, é natural pensarmos nas produções americanas, já que são elas que dominam o mercado mundial, atraindo multidões e ocupando as salas mundo afora. E, talvez exatamente por isso, muitas vezes deixamos de assistir obras de outros países que podem ser tão boas ou melhores que os filmes americanos. Os cinemas brasileiro, argentino e espanhol, por exemplo, possuem grandes obras que, tantas vezes, acabam não conhecidas do grande público.

Por isso, faço hoje uma coluna especial para recomendar alguns bons exemplos de filmes espanhóis, disponíveis na Netflix, e que servem para aguçar um pouco mais a nossa curiosidade sobre a obra cinematográfica da Espanha, que possui outros bons realizadores além de Pedro Almodóvar. 

Vamos conferir a minha listinha?

Um Contratempo (Contratiempo, 2016)

Pense em um filme cheio de plot twists, com uma trama intrincada e que nos fará ficar grudados na tela da televisão enquanto acompanhamos seu desenrolar. Um Contratempo é daquelas obras que é bom não sabermos de absolutamente nada sobre ela, para sermos surpreendidos pelos caminhos pelos quais somos conduzidos pelo roteiro.

Sinopse: um empresário multimilionário vê a sua vida desmoronar depois que sua amante é encontrada morta e ele é um dos suspeitos. O que realmente aconteceu naquela noite e os motivos que levaram a tudo acontecer é o que você acompanhará no longa.

Kiki - Os Segredos do Desejo (Kiki, El Amor se Hace, 2016)

As fantasias sexuais exploradas de maneira divertida, em um filme leve e que tenta formar um painel interessante sobre como o ser humano pode ser interessante em seus desejos sexuais. Contando histórias que, aparentemente, não se relacionam, o filme faz rir, emocionar e até mesmo pensar. Diversão de alta qualidade, mesmo sendo uma refilmagem do filme australiano A Pequena Morte (2015). 

Sinopse: Cinco histórias de amor e sexo se desenrolam ao longo de um quente verão em Madrid, quando os personagens descobrem fontes de prazer estranhas e incomuns com nomes impronunciáveis: Dacrifilia, Hifefilia, Somnofilia, Harpaxofilia… Tabus são quebrados, um a um, conforme nossos casais excitados se envolvem em uma emocionante libertação onde nenhum prazer é negado, seja qual for a sua forma.

Secuestro (Idem, 2016)

Mais uma história cheia de reviravoltas e interpretações brilhantes, Secuestro é daqueles filmes que você tem certezas que vão sendo desconstruídas enquanto a história vai sendo contada. Além disso, é uma trama que nos faz acreditar que, muitas vezes, tentar empurrar uma sujeira para debaixo do tapete pode ser ainda mais danoso do que trazer a verdade à tona.

Sinopse: Uma advogada resolve fazer justiça com as próprias mãos quando seu filho é raptado e o sequestrador acaba escapando por uma brecha jurídica.

Dica Bônus:
A Pele Que Habito (La Piel Que Habito, 2011)

Porque não dá pra falar de cinema espanhol sem citar nada de Pedro Almodóvar, né? E, aqui, o grande diretor espanhol constrói uma história absurda, envolvente e que, ao subir dos créditos finais, nos deixa pensando: OMFG, que história loucamente absurda e maravilhosa! Imperdível!

Sinopse: Um evento traumático arruína o estranho relacionamento entre um cirurgião plástico e a mulher que ele mantém presa em sua luxuosa mansão.

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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