quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fernanda Torres é Foda!





Ela é muito foda! Mais uma vez foi essa a sensação que tive ao finalizar um livro escrito por Fernanda Torres. Ela é foda! O ritmo ofegante de minha respiração quando terminei seu livro foi prova cabal disso. E olha que ainda não estou falando de Glória e Seu Cortejo de Horrores, seu trabalho mais recente e também lançado pela Companhia das Letras, sua editora parceira desde FIM, seu romance de estreia. Acontece que terminei agora a leitura de Sete Anos, livro de “crônicas”, lançado no, agora, longínquo ano de em 2014. Coloco uma aspa bem grande no crônicas porque durante as páginas do livro vamos nos deparando com ensaios, perfis e artigos destrinchados ao longo dos anos. Dos Sete Anos, por Fernanda. 

Acredito que foi logo no comecinho de março que iniciei sua leitura. Minha demora em finalizar não aconteceu por conta da escrita ou qualquer força do gênero, mas da qualidade do texto. Ao me deparar com Kuarup, um dos relatos mais íntimos e pessoais do livro, me vi completamente rendido. Querendo descobrir mais de sua escrita e seu olhar sobre o mundo.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Parabéns à Hipocrisia




Eu nunca gostei de "Com quem será?" na hora do parabéns, desde pequeno. Tinha pânico. Já cheguei a fugir em meio às palmas, porque eu sabia que iriam fazer gracinha comigo e a minha prima Marcela. Sempre achei constrangedor, ainda mais naquele momento da vida em que tudo o que a gente queria era apenas ser criança (mas que tanta gente força já uma sexualidade ou uma orientação que sequer existem).

Por isso, na semana passada, quando apareceram os primeiros comentários sobre o vídeo do garoto de 12 anos que beijava seu namorado de 14 na frente de um bolo da Pabllo Vittar, busquei primeiro entender o que e quem estava falando. Concordo inteiramente com quem disse que achava que um rapaz de 12 anos ainda não deveria estar namorando e nem deveria ter isso estimulado pela sociedade. Mas, infelizmente, notei que mais uma vez estávamos rodeados de homofobia e hipocrisia.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Clarice Lispector e os Planos Para 2018





Gente, gente, gente! Tudo certo? Tudo bem? Comigo sim, como também. Vamos lá que o texto de hoje vai ser bem rapidinho e (acredito eu) um tantinho diferente.

De todas as promessas que secretamente já fiz para 2018, e espero cumpri-las, a principal me foi dada por Clarice Lispector. Mesa branca? Um sonho? Uma visão? Não. Sabem o texto Bolinhas? Não? Pois deviam, é maravilhoso! Tem  um pedaço dele em que ela fala: 
"Dizem que fala muito de como é. Eu estou fazendo isso? Não quero. Quero ser anônima e íntima. Falar sem falar. Se é possível."
O que quero eu dizer com isso? É que eu tenho uma mania chata, muito chata, de transformar a situação, seja ela qual for, sobre mim! Se alguém vem desabafar algum problema comigo, ou pedir conselho (pedir conselho... logo pra mim!), ao invés de eu ir lá e dizer tal e tal coisa, e encerrar o momento logo, eu simplesmente desando a contra-desabafar, com o pretexto de usar a situação pra ajudar a pessoa, mas a bem da verdade é que eu quero mesmo é falar sobre o que aconteceu/está acontecendo/pode acontecer comigo, simplesmente por gostar disso, por amar que as pessoas saibam o quão vítima eu fui, ou o quão forte eu fui em determinado momento da minha vida e blábláblá. Meus textos, gente, puta que pariu. Tá, tá bem, teve um e outro que ajudou, mas num geral, são 90% sobre mim, e os outros 10% aumenta são uns contos que eu resolvo criar coragem pra postar.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Não Me Abandone Jamais





Apesar de ler bastante e ter um gosto bem abrangente, eu normalmente não sou muito afeito aos grandes sucessos de crítica literária. Talvez seja o meu pequeno trauma com os clássicos, que lia obrigado na época do colégio, ou apenas puro preconceito com as obras aclamadas. Só sei que raramente pego um livro muito comentado, mas que não seja comercialzão. Eu sou estranho, me deixem.

Assim, acabei me surpreendendo bastante com Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go, no original), escrito pelo Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, e que ganhei de cortesia da Companhia das Letras. Sabe aquele tipo de livro que você começa a leitura sem saber absolutamente nada sobre ele e, quando se vê, encontra-se perdidamente envolvido por aquele enredo? Foi o que aconteceu aqui, já que recebi o livro, sequer li a sinopse e comecei a leitura. E assim fui sendo levado pelas páginas daquela distopia que vai nos sendo contada pela protagonista Kathy.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

É Fake Ou Não É?




Semana passada fui surpreendido com a notícia de uma obra que, num leilão da Christie's atingiu um valor astronômico. O quadro Salvator Mundi, do renascentista Leonardo da Vinci, foi arrematado por 450 milhões de dólares, ou quase 1 bilhão e meio de reais, em uma disputa acirradíssima entre dois compradores anônimos, que faziam ofertas por telefone. É a obra mais cara do mundo, que foi superado por um de Pablo Picasso, o sensacional Les femmes d´Alger.

O quadro de da Vinci, que tem cinco séculos, foi pintado na mesma época de sua obra mais conhecida mundialmente, a Monalisa. Pertenceu à família do rei Charles I da Inglaterra e desapareceu em 1736. Todos acharam que havia sido destruída e somente foi encontrado no fim do século 19, cem anos depois do sumiço. Como curiosidade, em 1958, foi negociado por apenas 45 libras e durante muito tempo a obra também foi cercada de polêmicas em torno à sua autenticidade. Somente em 2005, após diversas análises, a obra foi atribuída como um verdadeiro da Vinci.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Minha Torcida é Para o Meteoro




O mundo está um lugar cada vez mais complicado de se viver. Ontem, por exemplo, eu vi uma série de prints nas redes sociais  que me chocaram bastante. As imagens eram uma conversa de WhatsApp entre uma diarista e a pessoa que contratou os seus serviços. Essa pessoa estava dispensando a moça por conta de "algumas coisas" que ela não gostou muito. A diarista quis saber se era sobre seu trabalho, mas a resposta foi... Me faltam adjetivos para poder classificar, mas o caso foi que o serviço não foi o que mais desagradou, mas o comportamento abusado da moça.

Assim, se você considerar que abuso foi que a pessoa que fez a faxina de sua casa utilizou o banheiro e ao fazer sua refeição não utilizou o talher de plástico, como havia sido recomendado. Não sei vocês, mas essas "recomendações" me deixam perplexo. Primeiro, é crime querer ir ao banheiro? É indelicado da parte da pessoa que está contratada para fazer a limpeza de uma casa? Sei lá, mil coisas. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Por Que Nos Falta Compreensão?





Nesse último fim de semana completou um mês de um dos momentos mais difíceis da minha vida. Não, não vim aqui falar do problema, mas sim do que se sucedeu. Num primeiro instante, encontrei muita empatia e compreensão em determinadas pessoas – algumas, até, me surpreenderam. Mas logo após choveram opiniões das mais diversas. E muitas delas, repletas de julgamentos e incompreensões.

“Você precisa se afastar de fulano”; “O que fulano fez não tem perdão”; “Fulano foi um fraco e cicrano foi um covarde chantagista, nunca mais tenha contato com eles”; “Você está dando mais valor a essa história do que ela merece”; “Ouvir isso de você não era o que eu esperava”; “Como você não tem raiva de fulano pelo que ele te fez?”... Entendo toda a preocupação que cercam os amigos quando veem alguém querido em apuros. Porém, em algum momento, será que vieram me perguntar o que eu de fato queria? Se eu acredito que haja perdão? Se eu, de fato, achava que o correto era se afastar por completo?

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ontem Foi Ontem, Hoje É Hoje




E aí, como é que ceis tão? Eu fui num forró nesse domingo, acreditam? Eu, mais Rafael e nossa vizinha fomos pra um forró. Não movi um músculo pra nada, afinal, não sei dançar, né, mas até que me diverti bastante.

Agora... Tem umas coisas que sempre me irritaram na galera das antigas, sabe? Não na galera toda, claro, mas naquela fatia que não sabe viver sem citar algo do passado com aquela nostalgia sofrida e, claro, comparando com desgosto o antes e o depois. Por exemplo:

"Ai, porque na minha época eu não tinha Uber não, a gente ia é de ônibus mesmo. E demorava pra passar e, às vezes, nem era o caminho todo, a gente tinha que andar mais um pedaço. Hoje em dia tá tudo muito fácil, por isso que essa juventude tá assim.".

Tem também aquela:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

(Des)Serviços





Fiquei dezessete dias sem gás em casa. Dezessete, tem noção? E isso por um problema sobre o qual eu não tinha controle, graças à excelência dos serviços e de atendimento ao cliente no Rio de Janeiro, essa cidade maravilhosa onde tudo é lindo, menos os serviços, que são uma merda.

Quando me mudei para o meu apartamento, foi feita uma vistoria e estava tudo bem, afinal, a vistoria é superficial, não identifica problemas estruturais. Quando a primeira conta da CEG chegou, o susto: quase R$ 300 de gás. Foi identificado um vazamento, a imobiliária foi acionada e, depois de umas duas semanas, o problema sanado. Mais ou menos. Mas bem mais ou menos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Coldplay e o Novo Rock Asséptico




O Coldplay é uma banda estranha.  É uma banda de arena, mas não é um U2.  É uma banda tecnológica, mas não é um Radiohead.  É uma banda carismática, mas não é um Arcade Fire.  É uma banda pop, mas não é um Maroon 5.  Os músicos não são virtuosos:  o guitarrista Jonny Buckland nem chega perto de um The Edge (U2).  O baixista Guy Berryman não tem o talento de um Flea (Red Hot Chilli Peppers).  O baterista Will Champion não tem nem um sopro da pegada de um Dave Grohl.  E o vocalista Chris Martin, apesar de cantar muito bem, não é um rockstar.  Tem aquela carinha de bom moço que faz compras no supermercado, leva os filhos na escola e abre a porta do carro para a esposa.  Não é um Bono Vox, um Anthony Kiedis, um Eddie Vedder.  Não deve ter nunca vomitado em um banheiro sujo de bar.  O único “escandalozinho” foi a separação da atriz (insossa) Gwyneth Paltrow e pela fofoca de que a cantora Rihanna seria o pivô da briga.  Aquela velha tríade sexo-drogas-rock´n´roll passou longe.  Aliás, o Coldplay é a antítese do rock´n´roll.  Mas mesmo assim, ainda é uma boa banda.

Ao analisar a (ótima) turnê A Head Full of Dreams, que recentemente voltou ao Brasil para shows em São Paulo e Porto Alegre (eles já tinham vindo com a mesma turnê em 2016 para shows na capital paulista e no Rio de Janeiro – em um show com recorde de público no Maracanã), o Coldplay parece ser a banda certa para um momento certo.  Pelo que tenho percebido, as pessoas estão muito mais dispersas, pois ninguém presta mais atenção em uma apresentação de um show de rock.  Se o filósofo Bauman estivesse vivo, diria que não só o amor e os relacionamentos se tornaram líquidos... a música também se tornou.  Virou uma coisa asséptica:  não vi ninguém com uma gota de suor na testa após o show deles, em Porto Alegre.  As meninas, com suas maquiagens perfeitas e cabelos alinhados, nem precisaram de retoques: “partiu balada pós Arena do Grêmio!”.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Concorrente da Netflix




Todo mundo conhece a Netflix. Sabe que a plataforma de streaming produz séries, filmes e documentários, além de distribuir tantas outras produções ao redor do mundo. Netflix acabou popularizando algumas séries e até salvando outras. É um serviço para os amantes de seriados. Mas não é o único. 

Outro dia mesmo entrei na Amazon, estava procurando um livro que agora não lembro o nome e vi que a Amazon Prime, concorrente da Netflix, havia diminuido seu preço para novos assinates e decidi dar o beneficio da dúvida e experimentei os sete dias gratuitos para ver como era. Ao contrário do seu "irmão" que ainda é mais popular, Amazon Prime possui um catálogo até enxuto de séries, o que não significa que não tem boas produções originais, que são muito queridinhas da crítica e público americano. Por exemplo, estão na lista de produções da empresa: Transparent, American Gods e Men in the High Castle. Tudo também disponível no catálogo Brasileiro do streaming

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os Crushes da TV





E aí, gente, como é que ceis tão?! Por aqui tá tudo numa boa, como sempre.

Pois bem, o texto de hoje vai falar sobre aquilo que praticamente todo mundo teve na infância/adolescência, ou continua tendo até hoje: crush em ator de televisão. Sim, não me olhe com essa cara porque eu sei que você já teve. Eu tive uma vizinha que a filha dela vivia dizendo que ia casar com Sandy e Junior. Isso mesmo, com a dupla. Isso é o que eu chamo de ambição...

Mas acontece que eu não vou falar APENAS dos meus crushes. Vou expôr aqui os de Rafael, porque do nada começamos a listar os atores das novelas que assistíamos e a lista bateu quase, mas quase certo. Vamos começar pelos crushes exclusivos dele e meu. Preparadxs? Então pega o rodo, o pano de chão e se prepara!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Lugar Bom





Eu ainda não tinha conferido The Good Place e, sinceramente, nem pensava em ver a série. Eu não sou lá muito fã de comédias e, com tantas opções chegando todos os dias, eu não pretendia incluir mais uma série em minha já grande lista de produções que acompanho. Mas, alguns amigos cujo gosto eu normalmente respeito me indicaram e eu pensei: ok, não custa ver o primeiro episódio, né? O que, é claro, não se resumiu a isso, já que esse texto não existiria se eu não tivesse devorado a primeira temporada inteira disponível na Netflix em pouquíssimo tempo e não estivesse acompanhando a segunda temporada semanalmente no serviço de streaming

Mas, preciso confessar que o principal atrativo para eu conferir The Good Place atende por nome e sobrenome: Kristen Bell. A atriz, que vive Eleanor, a protagonista da história, mora em meu coração desde que me apaixonei por seu trabalho em Veronica Mars. E aqui, vivendo uma personagem completamente diferente, ela arrasa.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O Inimigo Oculto de Waack





Eu tenho um ranço por algumas pessoas. Aquela coisa do “santo que não bate” é algo bem comum nas minhas relações sociais. Obviamente, como a primeira impressão é a que fica, com um pouco de força de vontade a gente vai até modificando alguns conceitos e, com o tempo, passa a enxergar outras coisas que por algum motivo não foram tão transparentes.

Mas, como um bom sagitariano que sou, dificilmente me engano com as pessoas. Quando não gosto de cara, dificilmente a relação de empatia vai se transformar em algo positivo no futuro. Isso já me custou algumas indisposições com amigos, pois eu não conseguia estar no mesmo ambiente do que outras pessoas: “tudo bem que ele seja seu amigo, mas não é meu e nunca será”, já cansei de dizer. E meus amigos ficavam me olhando com cara de espanto pensando algo do tipo “mas o que essa criatura fez a ele para ser tão detestável?”. Na grande maioria das vezes, nunca tinham me feito nada. Só meu anjo da guarda não cruzava com o dele. Com o passar do tempo, muitas vezes aparecia alguma merda e os meus amigos vinham com aquela carinha borocoxô dizendo “puxa, lembra aquele amigo que você não ia com a cara? Pois então... me sacaneou bonito...”. Eu, com um sorrisinho no canto da boca repetia, em um mantra “eu aviseeeeeei”.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Playlists do Sil: (Mais) 05 Músicas (Novas e) Viciantes





Depois de uma semana que teve feriadão e aproveitei para mostrar cinco musicas que estão tocando direto no meu iPod, resolvi sabe fazer o quê? Postar mais música para vocês! Estou me viciando em novas músicas e conhecendo até novos cantores. Então, nada melhor do que divulgar pro mundo. Então segura essa lista:

Você já ouviu falar na Malía? Pois é, também não conhecia até ontem. Sim, ela é recomendação fresquinha. Mas assumo que quando comecei a ouvir sua música, não resisti e me apaixonei de cara e já sai colocando na minha playlist. Sinto que o Reino do Pop em 2017 está mais do que garantido. Não acredita? É só apertar o play e ser feliz.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mãe!: Uma Grande Alegoria




Já quase saindo de cartaz, em poucas salas de exibição, fui ver no último fim de semana o filme Mãe!, de Darren Aronofsky. Já conhecia o trabalho do diretor, principalmente por Réquiem para um Sonho e Cisne Negro, dois filmes dos quais gostei muito. E tinha grande expectativa: um elenco com Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer, um clima que flertava com o terror e o absurdo... Mas, principalmente, o que mais me instigava a ir eram os comentários dos meus amigos que assistiram antes de mim. A grande maioria que dizia ter gostado ou ter sido perturbado era de pessoas com as quais geralmente os meus gostos convergiam.

Pois bem. Não posso dizer que gostei do filme. Mesmo dias após, tenho dúvidas. Mas certamente é um bom filme, extremamente perturbador (o que, por si só, já é um grande mérito). Lembro-me de algumas pessoas, após lerem determinados contos do meu livro Perversão, terem comentado que a inquietação dos assuntos, mesmo que não os agradasse, já valeria a leitura. É mais ou menos isso que penso sobre Mãe!. Gosto é uma coisa; qualidade e objetivos atingidos é outra.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um Ano de Florianópolis. MAS JÁ?!




E Florianópolis continua liiiiinda... Fevereiro e Março... Não, nem é de Floripa essa música...

Bem, gente, não é hoje, é sexta-feira, mas como eu não tive a ideia genial de pedir pro Marcos Araújo trocar comigo, então fica o texto pra hoje mesmo. Mas é isso aí, dia 10/11/2017 eu completo um ano do meu êxodo, do dia em que venci a maldição da Caverna do Dragão, e consegui sair de Barra Mansa. Ah, que alegria, né? Meus amigos não deviam mais aguentar eu reclamando de morar lá.

Florianópolis é um hino de lugar, gente, muito bonito, cheio de gente bonita, bacana, interessante, mas algo que me frustra bastante por aqui é o fato de a cidade simplesmente morrer após a meia-noite. Você quer comer uma pizza às duas da manhã, porque não tá conseguindo dormir? Pois bem, vai ficar querendo, porque não tem ninguém vendendo pizza a essa hora. Nem  hambúrguer (o Good's, em Barra Mansa, sempre salvava as minhas noites). Nem pizza cone (a Nona Derna ia até quase duas da madrugada, saudades). Só nos postos de gasolina, mas atenção: nem todos. Saudade de quando eu morava no centro da cidade, que o posto ficava a uma quadra do prédio, era tão útil, agora fica a uma hora de caminhada.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cinco Filmes Para Assistir Com Seu Brother





Há três semanas, escrevi aqui no Barba Feita uma coluna que, vejam só, tornou-se o meu texto mais lido e compartilhado por aqui desde que começamos com o projeto. Eu falava de Brotheragem e Sigilão, com direito à pesquisa e tudo. Foi um texto que gostei de escrever e que me deixou feliz com a repercussão alcançada. 

Mas, apesar de ser um assunto sério e espinhoso, em conversa com um dos meus grandes amigos da vida e que por acaso trabalha comigo (e é hétero, vejam só), acabemos transformando a história em piada. Afinal, se não for pra rir a gente nem sai de casa, né? E assim, refletindo sobre o que eu falava no texto, chegamos a uma pequena lista de filmes que poderiam dar aquele empurrãozinho em uma relação de brotheragem e sigilão para jovens rapazes ou homens que querem um pouco mais de intimidade com seus parças, mas sem cair de boca (com ou sem duplo sentido, fica a seu critério) logo de cara. 

Essa seria uma lista para criar um clima, ter assunto e, aí sim, peguntar: mas, pô, bro, por que não nos inspiramos, heim? E então, pá, pum! Já foi!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Bagulhos Sinistros





Stranger Things, a série lançada em junho do ano passado em mais de 190 países e que ganhou uma estrondosa repercussão, se tornando um fenômeno pop mundial, teve a sua segunda temporada liberada na Netflix no último dia 27/10.  E os fãs, que fizeram uma maratona para assistir os nove episódios de uma vez, só teceram elogios rasgados.  Nas redes, só se falava disso.  Mas, afinal, o que faz Stranger Things ser um sucesso tão estrondoso? 

Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a primeira temporada começava com o intrigante desaparecimento de uma criança na pequena Hawkins, em Indiana.  Certa de que o menino estaria vivo, a mãe, acusada por todos de estar transtornada mentalmente, começa uma busca frenética e, aos poucos, consegue convencer um policial que seu filho está preso em um mundo paralelo cheio de enigmas, monstros terríveis e que existe uma conspiração corporativa por trás de tudo. Paralelamente, os amigos do garoto, ajudados por uma misteriosa menina com poderes paranormais e que atende pelo nome de “Onze” também estão à sua procura.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Playlist do Sil: 05 Músicas Para Curtir o Feriadão Prolongado




Feriado chegou e você quer o quê? Arrastar a bunda no chão e curtir tudo de melhor que o feriado prolongado por oferecer, não é mesmo? Pensando em você e aproveitando que ando com uma nova playlist recheada de músicas que são perfeitas para curtir uma "pré-balada", vou fazer uma boa e velha lista de músicas, ao estilo Spotify, com um singelo nome: Especial Feriado Pronlongado. 

Ando bem aberto musicalmente no último ano e prova disso é o quanto me surpreendi por apreciar as músicas cantandas por ninguém menos que Naiara Azevedo. Mentalmente é o tipo de música que me vejo cantarolando quando menos espero. É viciante, divertida e também é possível usar para chegar no crush. RECOMENDO!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

“Oi, Tudo Bem?” “Não”




Geralmente, uma conversa começa com um “Oi, tudo bem?”. A pergunta é quase retórica: esperamos ouvir um “tudo bem” de volta, no máximo um “e você?” junto. Uma vez li que o maior chato é aquele que responde ao “tudo bem?” de outra forma. Mas e quando, realmente, não está tudo bem? Quando alguém acostumado a sempre enxergar a vida positivamente precisa de atenção e ajuda?

Às vezes é necessário, sim, dizer que não está tudo bem. Claro, não é sair por aí gritando para o mundo, mas com as pessoas certas. Aquelas que podemos contar, que de fato se preocupam conosco. Admitir que precisamos de ajuda ou algum tipo de apoio em momentos da nossa vida é crucial para a nossa saúde, tanto a mental quanto a física, pois o corpo reflete boa parte do que se passa na nossa cabeça. Tensões musculares, perda de apetite, queda de imunidade... Tudo vem a reboque em um momento traumático ou ruim. E, evidentemente, não pode estar tudo bem. Mesmo que retoricamente.