terça-feira, 28 de novembro de 2017

Clarice Lispector e os Planos Para 2018





Gente, gente, gente! Tudo certo? Tudo bem? Comigo sim, como também. Vamos lá que o texto de hoje vai ser bem rapidinho e (acredito eu) um tantinho diferente.

De todas as promessas que secretamente já fiz para 2018, e espero cumpri-las, a principal me foi dada por Clarice Lispector. Mesa branca? Um sonho? Uma visão? Não. Sabem o texto Bolinhas? Não? Pois deviam, é maravilhoso! Tem  um pedaço dele em que ela fala: 
"Dizem que fala muito de como é. Eu estou fazendo isso? Não quero. Quero ser anônima e íntima. Falar sem falar. Se é possível."
O que quero eu dizer com isso? É que eu tenho uma mania chata, muito chata, de transformar a situação, seja ela qual for, sobre mim! Se alguém vem desabafar algum problema comigo, ou pedir conselho (pedir conselho... logo pra mim!), ao invés de eu ir lá e dizer tal e tal coisa, e encerrar o momento logo, eu simplesmente desando a contra-desabafar, com o pretexto de usar a situação pra ajudar a pessoa, mas a bem da verdade é que eu quero mesmo é falar sobre o que aconteceu/está acontecendo/pode acontecer comigo, simplesmente por gostar disso, por amar que as pessoas saibam o quão vítima eu fui, ou o quão forte eu fui em determinado momento da minha vida e blábláblá. Meus textos, gente, puta que pariu. Tá, tá bem, teve um e outro que ajudou, mas num geral, são 90% sobre mim, e os outros 10% aumenta são uns contos que eu resolvo criar coragem pra postar.

E não, eu não sou egoísta, eu realmente quero ajudar quem vem a mim solicitando por ajuda, mas a meta pra 2018 é mudar o discurso, a direção, é focar no problema do próximo, e não no meu. Porque aí eu passo a imagem de pessoa que ama falar sobre si mesma, o que, infelizmente, é verdade, e infelizmente, do jeito errado, por cima da dor do coleguinha, e assim eu deixo o meu peito aberto pra quem quiser meter uma flecha, uma faca, dar uma escarrada, jogar pimenta, essas coisas...

Sou todo ouvidos, assim como sou todo olhos (em caso de desabafos via redes sociais), e realmente gosto de ajudar o próximo e, prometo de pés juntos mudar essa situação, como já venho feito de uns tempos pra cá. É possível aconselhar sem começar a frase com: "Bem, amiga, eu, por exemplo, teve uma vez que..."? Sim, e é nisso que tô trabalhando.

Enfim, quem quiser uma hora pra desabafar, xingar, falar coisas desconexas, criticar filmes, séries, músicas, a sogra, sem julgamentos, é só falar comigo.

Um beijo e um queijo. Ah, e semana que vem eu vou falar sobre os famosos "biscoitos" da web. Não sabe o que é isso? Então vem pra cá na terça que vem que eu explico!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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