quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Minha Torcida é Para o Meteoro




O mundo está um lugar cada vez mais complicado de se viver. Ontem, por exemplo, eu vi uma série de prints nas redes sociais  que me chocaram bastante. As imagens eram uma conversa de WhatsApp entre uma diarista e a pessoa que contratou os seus serviços. Essa pessoa estava dispensando a moça por conta de "algumas coisas" que ela não gostou muito. A diarista quis saber se era sobre seu trabalho, mas a resposta foi... Me faltam adjetivos para poder classificar, mas o caso foi que o serviço não foi o que mais desagradou, mas o comportamento abusado da moça.

Assim, se você considerar que abuso foi que a pessoa que fez a faxina de sua casa utilizou o banheiro e ao fazer sua refeição não utilizou o talher de plástico, como havia sido recomendado. Não sei vocês, mas essas "recomendações" me deixam perplexo. Primeiro, é crime querer ir ao banheiro? É indelicado da parte da pessoa que está contratada para fazer a limpeza de uma casa? Sei lá, mil coisas. 

Nós temos um problema cultural grave e não sabemos como tratar pessoas que trabalham cuidando da gente. Empregada doméstica, diarista, cozinheira... Tudo profissão que recebe um olhar esnobe, menor. É como se não fosse importante. Mas quem é realmente importante? Será mesmo que a pessoa que limpa sua casa ou prepara sua comida, não é importante? Não merece reconhecimento por seu trabalho? Trabalho é trabalho e, muitas vezes, acabamos fazendo um que não gostamos tanto quanto outros, mas em outros momentos o "sonho" é possível. Mas também é preciso lembrar daqueles que trabalham no cuidado do outro e aí é o que reside o seu prazer pessoal. Estar cuidando da outra pessoa. E fazer isso não é pequeno ou menor que qualquer outra função.

Diante de questionamento tão mínimo, pequeno e idiota, me vejo torcendo para o meteoro vir rápido e levar tudo embora! Não deixar rastro do que fomos. Não vale a pena pra contar história e nem para pessoas que, hoje em dia, consequentemente irão nascer e piorar ainda mais o que já está ruim.

Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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