terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um Ano de Florianópolis. MAS JÁ?!




E Florianópolis continua liiiiinda... Fevereiro e Março... Não, nem é de Floripa essa música...

Bem, gente, não é hoje, é sexta-feira, mas como eu não tive a ideia genial de pedir pro Marcos Araújo trocar comigo, então fica o texto pra hoje mesmo. Mas é isso aí, dia 10/11/2017 eu completo um ano do meu êxodo, do dia em que venci a maldição da Caverna do Dragão, e consegui sair de Barra Mansa. Ah, que alegria, né? Meus amigos não deviam mais aguentar eu reclamando de morar lá.

Florianópolis é um hino de lugar, gente, muito bonito, cheio de gente bonita, bacana, interessante, mas algo que me frustra bastante por aqui é o fato de a cidade simplesmente morrer após a meia-noite. Você quer comer uma pizza às duas da manhã, porque não tá conseguindo dormir? Pois bem, vai ficar querendo, porque não tem ninguém vendendo pizza a essa hora. Nem  hambúrguer (o Good's, em Barra Mansa, sempre salvava as minhas noites). Nem pizza cone (a Nona Derna ia até quase duas da madrugada, saudades). Só nos postos de gasolina, mas atenção: nem todos. Saudade de quando eu morava no centro da cidade, que o posto ficava a uma quadra do prédio, era tão útil, agora fica a uma hora de caminhada.

Mas tem suas compensações, ah tem. Por exemplo, Barra Mansa não tem praia (como se eu fosse O praieiro, né?). Não tem três shoppings (isso sem contar com o Continente). Não tem os terminais de ônibus mais organizados do mundo (isso na minha opinião)... Enfim, Florianópolis é uma Capital tranquila, digamos assim. O fato de tudo virar abóbora depois de meia-noite contribui bastante pra essa tranquilidade, e tem também a galera que mora longe e precisa de dois ônibus pra ir e pra voltar, então fica complicado pagar Uber, 99Pop e essas coisas, afinal, tá tudo tão caro, né... É compreensível.

Pode parecer que eu tô reclamando, mas não, são apenas observações a respeito de um lugar que eu nunca tinha visitado, muito menos cogitado a hipótese de chamar de lar (e que, recentemente, descobri ser a Capital de Santa Catarina, mas não me julguem, eu não ia pra escola por causa da Geografia, e sim por causa do Paulo Antônio, aquele pão). Quando eu planejava sair de BM City, pensei em me mudar para a região Sul, por estar bem longe de onde eu morava, e por já ter contatos de algumas pessoas no Estado. Mal sabia eu que o destino me reservava uma baita aventura, gente. Morar aqui tem sido um desafio interessante. É um medo gostoso, que faz o meu corpo formigar constantemente, e que me inspira cada vez mais. Me bateu uma crise de desespero no começo, mas foi contornada com muita classe e muita música, com um emprego bacaníssimo, e com a oportunidade de cantar num coro muito bom, me levando à várias cidades, e me fazendo crescer musicalmente de um jeito que eu apenas imaginava, e que agora, até numa ópera eu vou cantar! A minha primeira ópera! Eu tô numa empolgação tamanha que vocês não têm ideia.

Me mudar fez com que eu conhecesse pessoas novas, que acabaram por se tornar minha família alternativa, aquela que a Vida nos dá pra que a gente não se sinta tão só. E também me fez tomar gosto por programas em casa. Melhor ainda se forem na casa dos vizinhos (o que mora no condomínio onde moramos e a que mora no condomínio vizinho). Quer coisa melhor do que voltar pra casa a pé, de madrugada, sem gastar absolutamente nada, e ter se divertido pra caramba? Claro, eu sinto falta de  uns rolês doidos tipo os que eu dava em Barra Mansa, mas sabem como é, cidade nova, costumes novos, e também porque eu preciso manter a saúde vocal, por conta do coro e essa coisa toda.

Durante todo esse tempo tentando escapar, eu planejava tudo sozinho. Queria realizar esse feito sem a ajuda de absolutamente ninguém. Até que eu vi que isso não seria possível, e desde que vim pra cá, com a ajuda de Rafael, tenho recebido tanto amor, tanto carinho, de tantas pessoas, que é impossível não querer continuar. Essas pessoas têm sido uma dádiva imensa na minha vida, e mesmo nos dias ruins, mesmo quando me bate o pânico e eu decido que vou voltar pra casa, surge uma mensagem no WhatsApp, ou alguém me marca num post engraçado, ou eu simplesmente lembro de tudo o que aconteceu desde que eu vim pra cá, cada sorriso, cada palavra amiga, as gargalhadas dadas, as notas cantadas, o aprendizado diário.

Meu tempo de vida em Barra Mansa terminou aos 29 anos. Com 30 anos eu renasci em Florianópolis, com uma nova família, casa nova, emprego novo, amigos novos, e novos e empolgantes desafios pela frente. Tem sido fácil? Ao contrário, tem sido super puxado, não vou negar, mas quando a gente nasce tudo fica meio complicado mesmo, mas já já eu estou andando com mais segurança, e aí, meus amigos... Florianópolis que me aguarde!

P.S.: Na alta temporada teremos um quarto sobrando, então quem quiser vir pra cá pra curtir o verão mesmo, pode mandar mensagem, tá? O preço? Cabe no seu bolso. Temos WiFi. E não, eu não canto o dia todo, não se preocupem.

Leia Também:
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
FacebookTwitter


Nenhum comentário: