quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

2017: Um Ano Para Não Passar Despercebido





Esse já é o meu quarto fim de ano escrevendo pelo Barba Feita (cheguei quase no apagar das luzes de 2014, um dos melhores anos da minha vida) e, em todos eles, aproveito para fazer um balanço dos 365 dias que passaram. E posso garantir que 2017 foi um ano incrível, na acepção original da palavra: difícil de crer até mesmo para mim. Foi um ano que não teve como passar despercebido na minha história caso um dia eu tenha um arroubo narcisista e resolva fazer uma autobiografia. 2017 foi uma gangorra de emoções, no qual vivi alguns dos piores e alguns dos melhores momentos da minha trajetória.

Foi no primeiro dia de 2017 que meu companheiro de 13 anos, Cristiano, completou seus 40 anos, com uma festa surpresa que organizei com amigos queridos. Ver a sua felicidade com um gesto tão simples não teve preço pra mim. Poucos dias depois, também tivemos o nascimento do meu sobrinho e afilhado Samuel. O nosso “Bibo” (apelido que a irmã Manuela deu antes de ele nascer) chegou e trouxe com ele a máxima de todo mundo que nos conhece: “Nossa, é a cara do tio!”. Imagino o desgosto do pai dele, meu cunhado, em ouvir isso... Mas admito o meu orgulho em olhar para o moleque e ver ali muitos dos meus traços; feições que remetem meus pais diretamente ao momento em que se tornaram pais comigo. Porém, não tenho dúvidas de que Samuel veio a esse mundo para ser bem melhor que o tio dele. Espero contribuir para isso.

Foi em 2017 que conheci o Victor, um cara que chegou com o pé na porta e um coração na mão, e entrou na minha vida como nunca havia acontecido antes. Tornou-se um grande companheiro, daqueles que surpreendem mesmo a cada dia, e me fez me tornar uma pessoa melhor – mais compreensiva, mais emotiva, mais feliz e mais resiliente. Não só eu, mas Cristiano também cresceu com ele ao lado e isso é visível. Passamos por poucas e boas juntos em pouco menos de meio ano, mas já deu para ter a certeza absoluta de que é o tipo de relação que vale a pena batalhar dia-a-dia para que se eternize.

Conheci amigos também que me ajudaram muito em momentos de dificuldade e que conquistaram seu espaço de vez no meu coração: Wallace, Gabriel, Daniel, Ana... E reforcei meus laços com outros que mostraram que estão ao meu lado independentemente de concordarem ou não comigo – e aqui preciso mencionar a Tássia (que sempre fica chateada porque eu nunca a mencionei no Barba Feita...hehehe), a Ligia, o Caruso, o Alê e os meus amigos deste blog, em especial Leandro, Silvestre e Marcos. Foram grandes conselheiros e bons ombros na hora do aperto.

Fiz coisas simples, mas que me marcaram muito: tomei banho no Rio São Francisco, em meio aos cânions, com direito a banho de chuva ao mesmo tempo; completei a maratona de todos os episódios de Star Wars e assisti ao novo no cinema, quase 20 anos após ter ido ver o Episódio 01 (o único que eu havia assistido); curti o carnaval na rua com amigos, com direito a fantasias combinadas todos os dias; passei dias com meus pais, irmã e sobrinhos fazendo coisas das mais prosaicas, mas que valeram cada minuto.

Ouvi dizer que Saturno saiu de Gêmeos exatamente agora no fim desse ano, após três anos influenciando o signo. Acredite-se em astrologia ou não, justamente esse período (do fim de 2014 para cá) tive muitas instabilidades de humor, financeiras e amorosas. Tomara que o horóscopo esteja certo e que 2018 venha para ser mais brilhante, solar e incrível que 2017 para mim. E para todos, geminianos ou não.

Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
FacebookTwitter


Nenhum comentário: