quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ame e Deixe Amar




Vamos falar de amor? Estamos numa época do ano em que o sentimento está em alta: perto do Natal e da entrada do Ano Novo, as pessoas costumam semear amor mais facilmente. Pensam na família, nos amigos, mesmo aqueles com quem não manteve contato o ano inteiro. Mandamos mensagens, às vezes mais protocolares do que personalizadas, mas que carregam ao menos um bocado de afeto e lembranças nelas.

Talvez aí resida a maior virtude de Jesus Cristo, mesmo para ateus, agnósticos e satanistas. Ao ter seu aniversário fixado a uma semana do Réveillon, Cristo nos faz anualmente refletir sobre o que desejamos para o próximo – afinal, essa foi a principal mensagem dele: amar o próximo como a nós mesmos. O amor é algo tão diferenciado e excepcional que mesmo quem não acredita em Deus e, dessa forma, nas possíveis conseqüências divinas pós-morte, busca amar e ser amado.

Por isso, pergunto novamente aqui no Barba Feita: vale a pena definir o que é o amor? Já dizia Mário de Andrade que amar é verbo intransitivo. Não se precisa definir o objeto do amor. Ainda assim, colocam-se tantas regras e restrições. Põem-se como legisladores das formas corretas de afeto, partindo da sua própria ótica do que é correto – não levando em consideração que o “correto”, com muitas aspas, é algo construído socialmente ao longo de anos.

Amor é um tema que recorrentemente volta às minhas colunas, como dos meus colegas do Barba Feita. Provavelmente por que é a coisa que mais vale a pena na vida. Amem seus pais, seus filhos, seus irmãos, seus cônjuges, seus companheiros, seus animais de estimação... Sua casa, seu trabalho, seus hobbies. Amem. E permitam os outros a amarem, mesmo nas diferenças.

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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