sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

E Que Venham as Listas de 2017





Quando vai chegando o fim do ano, é chegada a hora de preparar um balanço sobre o que fizemos (ou deixamos de fazer) e começar a produzir as famosas resoluções de fim de ano, acompanhadas das listas de projetos que podem se tornar realidade. 

Eu sempre adorei fazer listas, pois me ajudam até hoje a manter o foco.  Daqui a alguns dias já começarei a produzir os tópicos de ações programadas para 2018.  Mas hoje, venho aqui apresentar para vocês uma outra lista - a dos melhores de 2017.  Vocês podem me perguntar:  “mas teve coisa boa em 2017?  Um ano tão surreal que parece que já entrou virado ao avesso?”.  Foi um ano terrível, tenho que concordar.  Mas, culturalmente falando, trouxe boas novidades.

A maioria dos melhores shows do ano rolou no segundo semestre.  O Rock in Rio, por exemplo, que teve a baixa de uma de suas principais atrações (Lady Gaga), trouxe algumas apresentações memoráveis como a de Nile Rodgers & Chic, que se apresentou no palco Sunset, com o climão disco pop, que foi de Everybody Dance, passando por We Are Family, Get Lucky, do Daft Punk e Like a Virgin, de Madonna.   Alice Cooper, também no Sunset,  também fez um showzaço que poderia certamente figurar entre os grandes no palco principal.  Os britânicos do Tears for Fears e Pet Shop Boys também fizeram apresentações corretíssimas, provando que os anos 1980 ainda tem muito gás para o delírio da galera.

Mas foi o povo oldschool que realmente fez os melhores shows do festival: o hard rock blueseiro do Aerosmith e os sensacionais setentões (mas com fôlego de garotos) do The Who, com Roger Daltrey e Pete Townshend debutando no Brasil mais de meio século depois da formação da banda e desfilando clássicos como Baba O´Riley, Pinball Wizard, Behind Blue Eyes, Substitute, When Get Fooled Again e o hino My Generation.

Fora do circuito Rock in Rio, o U2 levou meio mundo para as quatro apresentações históricas de The Joshua Tree em São Paulo (e nenhuma no Rio)... E os canadenses fofos do Arcade Fire, mesmo com todas as críticas negativas que a imprensa especializada (será tão especializada mesmo?) fez para o seu novo disco Everything Now preparou um show lindo, emocionante e com muita proximidade com o público numa Fundição Progresso que transbordava amor.

Os nacionais Baiana System e Far From Alaska (esse, uma banda potiguar que tem tudo para estourar no mercado internacional) fizeram as mais bombásticas apresentações cheias de suingue e fúria.  O ano de 2017 foi deles e 2018 já é deles também.

Duas exposições chamaram muita atenção aqui no Rio, como a mostra O Homem Que Caiu na Terra, fazendo um ótimo panorama sobre a carreira cinematográfica de David Bowie, que também contou com debates interessantíssimos.  Ainda na linha musical, outra exposição que mereceu destaque foi o Taking Punk to the Masses, sobre o Nirvana e todo o movimento grunge que assolou os palcos e os tímpanos de quem viveu intensamente os anos 1990.

No teatro, um espetáculo bem inusitado (e que reestréia no próximo mês) me arrebatou: DeFlora-te, inspirado na obra do transgressor Jean Genet, fez com que o público presente fizesse também parte do evento, em uma experiência sensorial que provocou reações incomuns da platéia, que era usada e abusada ao aceitar as regras em serem praticamente aprisionados dentro de um casarão onde tudo poderia acontecer – em janeiro estarei lá novamente!

Na semana que vem, preparem-se para a lista dos melhores filmes e livros de 2017.  E o ano não para de voar, gente!  Contagem regressiva!

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Leandro Faria  
Marcos Araújo é formado em Cinema, especialista em Gestão Estratégica de Comunicação e Mestre em Ciências em Saúde. Nas horas vagas é vocalista da banda de rock Soft & Mirabels, um dos membros da Confraria dos Bibliófilos do Brasil, colunista do Papo de Samba e um dos criadores do grupo carnavalesco Me Beija Félix. E também o colunista das sextas-feiras aqui no Barba Feita.
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