quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Família, Família...





No próximo sábado, minha mãe completa 60 anos de idade. Marca que antes assustava, mas hoje ainda permite construir muitas coisas nessa vida. Minha mãe já apareceu por diversas vezes aqui nos meus textos: sempre com um ensinamento, dentro da sua simplicidade de vida. Aprendi com ela valores que considero imprescindíveis. E sigo aprendendo: minha mãe me ensinou que, após ingressar nas redes sociais, é possível, sim, se tornar alguém ainda melhor e fugir da imbecilidade que nos cerca.

Mas não vim aqui falar apenas da minha mãe. Vim falar de família como um todo. Sim, eu sou um cara família. Quando era adolescente, meus amigos não entendiam porque eu preferia estar em um compromisso com meus pais e minha irmã a sair para fazer algo com eles no fim de semana, por exemplo. Sempre tive uma proximidade absurda com minha irmã, uma cumplicidade enorme com a minha mãe e uma conexão única com o meu pai. Pode parecer piegas, porém, sim, eles são a minha base.

Aos poucos, outras pessoas se juntaram naquilo que consideramos família e aceitar e compreender esse movimento foi fundamental. Ao longo do tempo, chegaram companheiros, cunhados, sobrinhos... Seja de sangue ou não, construímos juntos um círculo familiar do qual me orgulho imensamente. E que, cada dia mais, reforça a ideia de que, se houver amor, respeito e compreensão entre todos, é aí que faz sentido existir a ideia de família.

Claro, sei que nem todos têm a mesma relação familiar que eu estabeleci nesses mais de 30 anos. Sei que existem mães megeras (a minha só fazia uns draminhas quando eu era criança, mas nada que outras mães não façam) e pais carrascos. Sei que muitos criam expectativas para as vidas dos filhos que, quando frustradas, geram decepções e rupturas irreparáveis. Que ao menos esses saibam reconhecer seus "parentes do coração", aqueles que a vida deu e que nos encarregamos de cultivar, mesmo sem laços biológicos. 

Com eles aprendi o que é amor. E isso é fundamental para eu ser quem sou e viver o que eu vivo hoje em dia.

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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