terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Foi No Ano de 2017...




Aaaaah, o famigerado balanço de final de ano, não é mesmo? Sim, chegou a hora de fazer aquele texto de despedida de ano, como se faz com aquela visita indesejada que a gente vai se despedindo com "Tá bem, querida, isso mesmo, a gente vai se falando...", e ela não para de falar. 2017 não veio a passeio, e quem tinha que passar sufoco esse ano, passou com vontade, passou bonito. E quem não tinha? E embora eu tenha pulado duma perna só o ano todo, não obtendo sucesso em vários momentos, tive vitórias que não me cabem no peito.

Foi em 2017 que eu ingressei no coral, onde fui posto à prova desde o primeiro dia. Quando eu ia imaginar que cantaria em sueco? Em alemão? Em francês? Tudo isso num mesmo concerto?! Ou que viajaria para vários lugares, cantando músicas que só ouvia em vídeos, de compositores que só conhecia de estudos, fazendo o que apenas via os músicos dos filmes e dos outros lugares fazerem? Quem diria que eu participaria de uma ópera?! A minha primeira ópera!

Fiz amigos, colegas, parcerias, que me incentivaram, a fim de extrair de mim o meu melhor, e quando dei por mim, percebi que não era mais o mesmo Músico de antes, relaxado, confiante apenas na habilidade natural. Foram noites em claro, dias, semanas, lendo partituras diversas, consultando amigos pra tirar dúvidas (certo, Daniel?), tamborilando as músicas, os ritmos, colocando Rafael pra ouvir Brahms, Debussy, Rachmaninoff. Foram meses de um aprendizado que eu jamais pensei que teria, e que sempre desejei ter. Conheci Musicistas incríveis, de um talento e personalidade maravilhosos, e o aprendizado que obtive dessas pessoas me transformou de forma inimaginável!

2017 também foi o ano em que conheci a minha sogra (o quê? Não me olhem assim, é a minha primeira sogra oficial™, eu tenho direito!). Estranho, devo dizer, afinal, nunca tinha chegado nessa parte do relacionamento, então não sabia muito bem como agir, e esse tipo de coisa, mas foi tudo bem, não dei nenhum vexame (eu espero...), e testemunhei o fato dela entender e aceitar como o relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo funciona, e o quão lindo e importante isso pode ser. Jamais pensei que faria parte de um momento assim, e quando aconteceu, não fiz nada além de sorrir, e pensar no quão besta eu sou por ainda me considerar uma pessoa ruim e perigosa para os outros, quando, sem perceber, eu faço mais bem do que mal.

Em 2017 eu me aproximei mais do meu pai, mais ainda do que já estávamos próximos, e é uma sensação tão boa que me faz sorrir de felicidade e saudade. Finalmente ele entendeu que não precisa se fazer de forte comigo, como costumava fazer, e pode se abrir, sabendo que eu vou estar ali, pronto pra ouvir o que ele tem a dizer.

Fiz amigos maravilhosos, que se tornaram a minha família alternativa aqui em Florianópolis, sempre me fazendo rir, dançar, comer comida fitness (mesmo que tenha uma cobertura de brigadeiro por cima), me fazendo conhecer lugares interessantes, compartilhando experiências e me ajudando a ficar de pé, mesmo que eles não saibam disso. Sou grato por eles, muito, muito grato.

Sou grato também por Rafael e sua paciência para com minha pessoa, e por seu companheirismo sem par, que me motiva a acordar e vencer mais um dia. Sou grato pela família que ele me deu, pelos momentos que vivemos juntos, e pelos que estão por vir.

Sou grato por tudo isso que citei, na verdade. Não foi nada fácil sobreviver a 2017, vocês sabem. Estou saindo avariado, cansado e dolorido, mas grato porque parte disso tudo é resultado das vitórias que obtive, e isso me deixa muito, muito feliz, por saber que eu consigo, mesmo que aos trancos e barrancos, e que eu não estou sozinho nessa jornada.

Agora que a Simone já sabe o que eu fiz nesse ano, fica a pergunta: O que eu vou fazer pro ano que tá chegando? Deixa pra pensar isso depois da queima de fogos.

Eu desejo, do fundo do meu coração, um Feliz 2018 pra todos vocês. Que seja melhor. Que sejamos melhores. E que tudo dê certo!

Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, aparece por aqui toda terça-feira, munido de sarcasmo, mau humor, ironia, café, vinho e cerveja, afinal, ninguém é de ferro. Gosta de passeios na praia e de assistir o pôr-do-sol, enquanto espera Olivia Pope aparecer e recrutá-lo para ser um Gladiador de Terno. Fala umas coisas bonitinhas de vez em quando, mas só de vez em quando!
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