segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 >>> 2019





O que escrever no último dia de 2018?

Quando me dei conta de que seria minha a última coluna do ano aqui no Barba Feita, me peguei pensando sobre o que falar. Todos sabemos que 2018 não foi um ano fácil, mas o aprendizado vem, principalmente das provações. E que ano cheio delas, não é mesmo?

Nesse ano eu cortei relações, separei o joio do trigo e me decepcionei com pessoas próximas. E, ao mesmo tempo, me aliviei um pouco em relação a esses sentimentos de desapego, com um mantra que desenvolvi principalmente durante as eleições: pra que sofrer por quem está indo mas que, sinceramente, nunca nem deveria ter estado? 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A Última do Ano




Hoje escrevo minha última coluna do ano. E por mais que queiramos escrever algo diferente, acabamos desembocando no óbvio e traçando um balanço dos doze meses. Na verdade, comecei a fazer isso semanas atrás. Se você é leitor assíduo do Barba Feita, deve se lembrar da coluna O Desafio de Viver o Tempo e É Verdade Esse Bilete, que já faziam, de certa forma, uma retrospectiva do ano que está terminando e, como deveríamos lidar com toda essa fluidez da contemporaneidade. Afinal, vamos comemorar daqui a pouco a chegada de 2019, vamos piscar os olhos e, quando nos dermos conta, já estaremos novamente comemorando a chegada de 2020.

Quando eu era bem pequeno, ficava fascinado com os fogos de artifício na virada. Minhas tias me acordavam e eu, sonolento, despertava quando elas gritavam apontando para o céu: “olha lá o ano velho indo embora!!!! Olha o ano novo chegando!!!”. Na minha cabeça infantil, eu dava um jeito de personificar aquele momento. Imaginava o ano se despedindo, com longas barbas brancas, caminhando com dificuldade e dando lugar a um bebê risonho e já saltitante. De certa forma, tentava classificar os meses do ano com as fases da nossa vida. Janeiro era a primeira infância; fevereiro era o mês das brincadeiras – sempre associadas ao carnaval; março era a descoberta da adolescência; e por aí ia contando o tempo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Bird Box...

...ou A Vida Imita a Arte




E o último grande filme do ano foi lançado. Sim, estou falando dele, o contraditório Bird Box, que vem dividindo toda uma comunidade cinéfila. A adaptação do livro de Josh Malerman, que ganhou o nome de Caixa de Pássaros por aqui, foi uma das mais aguardadas dos últimos tempos.. Talvez por mim. E também por quem leu essa maravilhosa história que, aproveito para recomendar mais uma vez agora.

A história é sobre uma epidemia (será que podemos chamar de praga?) que vem "infectando" a humanidade. Ao olhar para determinada "coisa", o individuo enlouquece e acaba tirando a própria vida; mas nem todos. Os loucos não são afetados. Eles acabam querendo que as pessoas vejam algo maravilhoso, incrível, que só eles podem ver... E que mata os demais.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Minhas Primeiras Vezes





Esse é o meu último texto de 2018 pro Barba Feita. Todo ano, desde 2014, faço alguma retrospectiva aqui. Na verdade, um ano antes eu fiz um texto chamando 2013 de "encardido" no Facebook e recebi tantas respostas a respeito, de gente que nem esperava, que foi uma experiência que guardei na memória. Sei que pra muitos o que eu fiz ao longo de 365 dias pode não ser nada interessante... Mas, vamos nessa mesmo assim!

Pra fazer diferente, resolvi pensar naquilo que fiz pela primeira vez em 2018 na vida. E, olha, foi um bocado de coisas. A começar por esse Natal: foi a primeira vez que passei a véspera na minha casa e fiz a ceia por aqui, com o meu atual núcleo familiar. Foi estranho passar longe dos meus pais e irmã, após 34 anos? Foi. Mas foi tão cheio de amor e de positividade que foi mágico. E, embora a gente sempre tenha tentado passar a data juntos, nos enxergarmos como uma família indissociável foi uma experiência única.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Celebre a Vida! 2019 Está Aí!




Tirando hoje, dia 25 de dezembro, Natal, o calendário assinala apenas mais 6 dias para a estreia de 2019. Menos de uma semana que, como dita a experiência, passará célere no sentir do tempo psicológico aqui nestas bandas do mundo ocidental. Sim, porque culturalmente, aqui no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, já estamos comemorando cheios de festejos, foguetórios, cascatas de luzes, com refinada gastronomia nos encontros (e reencontros) diante das inúmeras confraternizações entre familiares e amigos queridos, em casa, no trabalho, nos bares e guetos da boemia carioca.

Mas, para vocês, sagazes leitores, que (ainda) encontram prazer na captura do sentido de si mesmo quando do exercício de pensar-se, é chegado o tempo de fazer um balanço. Adianto, portanto, esse desafio, visto que meu próximo post já será no novo ano. Contabilidade pessoal das realizações obtidas no correr desses quase 365 dias de vida do último ciclo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Então é Natal. E o Que Você Fez?




Eu realmente não ligo para o Natal. Devido à minha formação religiosa, em minha casa a véspera e o 25 de dezembro sempre foram dias comuns, como outros quaisquer do ano. E, talvez por isso, eu não seja ligado na data, mesmo tendo deixado o caminho da religião há muito tempo para trás. 

Nesse ano, em específico, tem muita gente preocupada com os encontros familiares de Natal. Com o país que se partiu devido ao ano eleitoral e todo o embate gerado pelo surgimento, crescimento e vitória do inominável, os ânimos se alteraram e muitas relações foram pro espaço. Eu, que sendo bem sincero, não sou lá a pessoa mais disposta a fazer o papel de família de comercial de margarina, particularmente ligo o foda-se para o assunto. Cortei relações com muita gente, não faço questão de reaproximação e vida que segue; e tem seguido até melhor, apenas para constar. Mas que tem gente sofrendo com isso, ah, como tem. 

sábado, 22 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Personalidades de 2018




Em um ano, por diversos motivos, pessoas se consagram e outras podem ver suas derrocadas. E assim, encontrar aquelas que foram as personalidades de 2018, para o bem ou para o mal, não é uma tarefa das mais fáceis, principalmente em um ano em que muita coisa aconteceu e vimos muita gente em evidência.

Nossa última lista, heterogênea como sempre, apresenta aqueles que, de alguma forma, foram assunto, levantaram bandeiras e conquistaram (ou, em alguns casos, comoveram) o país.

Com vocês, as nossas personalidades do ano e que, certamente, marcaram 2018 como peça fundamental de suas histórias.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Programas Imperdíveis de 2018





Descobrir lugares interessantes e recomendar para os amigos é algo que eu me amarro em fazer. E sou do tipo daqueles que, quando viaja para qualquer lugar, tenta sair um pouco do óbvio “programa de turista” e me aventurar (e descobrir) os lugares mais inusitados. Este ano, por exemplo, quando visitei dois países da Europa, parecia um pinto no lixo com os pontos outsiders do velho continente.

Apesar do crescimento absurdo da violência na cidade, que nos deixa praticamente sitiados, ainda tento ser otimista parodiando Gil e Fernanda Abreu, pois, apesar do caos, o Rio, uma cidade de cidades misturadas, continua lindo. Mas a coluna de hoje não se resume em indicar somente locais e eventos bacanas na cidade: tem dicas que extrapolam nossas fronteiras e até mesmo indicações mais introvertidas dentro dos nossos infinitos particulares. 

Então confira o que os colunistas do Barba Feita prepararam para você.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba: Melhores Músicas de 2018





E aí, qual foi a música que você mais cantarolou durante esse ano? Quais foram as descobertas musicais que fez em 2018 e que irá levar (ou não) para os próximos anos de sua vida? Eu, por exemplo, gamei em Baco Exú do Blues. Ele me jogou na parede e me fez gamar de jeito, e recomendo muito dar uma ouvidinha em Te Amo Disgraça e, duvido você não imaginar um sexo com um mix de desejo e raiva. Ai, ai... saudades. 

Mas, chegou a hora de descobrir o que cada colunista do Barba Feita ouviu durante o ano e destacou como a melhor música de 2018. Vamos às nossas eleitas?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Melhores Filmes de 2018





2018 foi um ano atípico para o cinema. Seis das dez maiores bilheterias mundiais foram filmes de heróis (inclusive a maior delas, Vingadores: Guerra Infinita, está aqui na nossa listinha). Pantera Negra arrebentou: pela primeira vez com um super-herói negro como protagonista, o filme chegou à segunda posição dos que mais arrecadaram mundo afora e está indicado ao Globo de Ouro de Melhor Drama - primeiro filme do gênero a atingir esse feito. Mas um filme com Lady Gaga, também figurando por aqui, talvez seja o favorito ao prêmio.

No Brasil, foi tempo de recorde de arrecadação: Nada a Perder, que conta a história do bispo fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, se tornou a maior bilheteria nacional de todos os tempos - em meio à polêmica de ingressos comprados e salas vazias. De resto, talvez tenha sido um dos anos com menos filmes brasileiros badalados nas últimas duas décadas...

Dito isso, vamos conferir a listinha que meus amigos do Barba Feita e eu preparamos. Aviso (e não é de spoiler): só tem boas pedidas!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Melhores Livros (Lidos em) 2018





Dando continuidade aos nossos melhores de 2018, foi-me incumbida a responsabilidade de capitanear a lista dos livros que se destacaram neste ano, mesmo que não tenham sido necessariamente lançados nesses 365 dias.

Num ano em que o Ministério da Cultura coloca-se à prova, junto com outras esferas do Poder Público, imprescindíveis ao alimento da população que amarga com políticas cada vez mais excludentes de direitos e informações, onde livrarias tradicionais fecham suas portas por falta de incentivos culturais e financeiros para se manterem, num ano onde um livro paradidático foi utilizado como moeda de troca de votos sob falso alarde de incitação ao erotismo, falar de livros é um grande desafio.

Não sei para vocês, leitores, neste mundo tão moderno, onde a leitura que desejas pode ser baixada quase que imediatamente (e, por vezes, de forma gratuita) no seu celular, a falta que as páginas de papel fazem. Mas para mim, a abertura da proteção plástica que embala os exemplares, o cheiro das folhas novas impressas nas editoras tem um quê de infância. Um quê de esperança. Esperança que eles persistirão e continuarão existindo. Talvez um dia, como grandes tesouros, vendidos a peso de ouro, quando num futuro longínquo, dada a velocidade da nossa tecnologia, deixarão de existir...

E como somos um grupo de transgressores, resolvemos sim, falar dos melhores livros  que lemos em 2018! Eis a nossa lista:

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Preferidos do Barba Feita: Melhores Séries de 2018





Apesar de difícil, 2018 também foi um ano bastante produtivo em diversos setores, inclusive para a cultura pop, com muita coisa boa sendo lançada e chegando ao grande público. Por isso, a equipe do Barba Feita preparou uma semana especial, onde apontaremos os nossos preferidos em algumas categorias. Como somos diversos e com gostos bem particulares, acreditamos que nossas escolhas refletirão um bom apanhado do produzido e servirão até mesmo como dica para quem porventura não conheceu algum dos eleitos por aqui como melhores do ano.

Para começar, nada melhor do que falar sobre uma das minhas paixões, as séries de TV. E se tem algo para que 2018 serviu, foi para marcar a ampliação do conceito de "televisão", com o streaming se popularizando ainda mais, com mil lançamentos por semana e muita coisa boa (e também ruim) chegando ao mercado. E se a já poderosa Netflix fez bonito na área, Hulu (ainda não disponível no Brasil, mas com suas produções dando as caras por aqui por diversos meios), Amazon Prime Vídeo, Youtube Premium e Globo Play também marcaram território, deixando a vida (social) dos telespectadores bem mais difícil. 

Assim, segue a nossa primeira lista, com as Melhores Séries de 2018, que reflete bem o gosto particular e bastante diverso dos colunistas do Barba Feita

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 - É Verdade Esse Bilete




Amo retrospectivas.  E, geralmente, nesta época de fim de ano começamos a exercitar a memória para relembrar de fatos que aconteceram ao longo de doze meses.  E, muitas vezes, obviamente, esquecemos.  Ou sequer soubemos que tal fato realmente ocorreu.  Quem nunca se espantou assistindo as tradicionais retrospectivas do Globo Repórter na TV Globo?  Como assim fulano morreu?”... “E será que eu estava viajando em Júpiter quando tal fato aconteceu?

O que temos de concreto é que realmente o tempo é líquido.  O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman nunca esteve tão certo.  A contemporaneidade e a tecnologia cada vez nos isolam mais.  Vivemos dentro de nossas bolhas, como naqueles filmes de ficção científica, ou num episódio de Black Mirror.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

E Como Vai a Listinha Para 2019?




Sou o rei de ficar listando para vocês o que farei/decidi que farei de "diferente" no próximo ano. Da minha última lista, nada saiu do Word. Mas como elaborar mudanças e escrever essas "listinhas" em folhas soltas de papel é quase uma tradição, nada melhor do que ir matutando o que entrará nessa lista. E não será feito em 2019...

Ler mais. Esse é o meu desejo. Esse ano pensei que fecharia minha conta com uns 30 livros lidos, mas meu máximo acabou sendo só dez. Dez livrinhos que tive o prazer de ter a companhia durante o meu dia e os meus perrengues diários. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Direitos Humanos Para Quê?




Nesta semana, comemoramos dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Como se sabe, o Barba Feita é chegado num direito humano e volta e meia vemos por aqui discussões sobre racismo, machismo, homofobia, misoginia... Na minha última coluna falei dos quatro anos que completava fazendo parte do time do Barba Feita. E me dá um baita orgulho em ver que um blog que surgiu para tratar de qualquer assunto acabou tendo seus momentos de levantar bandeiras importantes.

Falar de Direitos Humanos é uma coisa meio estranha... Porque é praticamente falar daquilo que nos é primordial para viver dignamente, mas, ainda assim, é necessário explicar. É impressionante a confusão que se faz dessa questão com a defesa de criminosos... Aquele discurso de “Direitos Humanos para humanos direitos” pode soar sedutor – afinal, é senso comum achar que aquele que faz “tudo correto” (com muitas aspas mesmo) deveria ser reconhecido por isso e priorizado em detrimento daqueles que andam “fora da linha” –, mas é uma verdadeira armadilha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Dezembro Vermelho: Luta, Consciência, Proteção e Amor




Em 2018 comemoramos 30 anos em que foi instituído o dia 1º de dezembro como Dia de Combate ao HIV. A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde e é celebrada anualmente desde 1988 no Brasil e, pela vultuosidade de ações que passaram a acontecer ao longo do calendário mensal, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o PLC 60/2017, estabelecendo a campanha nacional de prevenção ao HIV/Aids, incluindo outras infecções sexualmente transmissíveis, estendendo por todo o mês, denominando o evento como Dezembro Vermelho

E como eu venho trazendo colunas de campanhas com discussões sócio-temáticas como Outubro Rosa e Novembro Azul, resolvi, incluir esta, que apesar de ter um foco maior na prevenção do HIV, seu escopo engloba também outras doenças sexualmente transmissíveis e garantir a assistência das pessoas que vivem com o vírus da Aids. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Mudanças





Tem um episódio de Grey's Anatomy, o primeiro da quarta temporada, que começa com a narração da Meredith falando sobre mudanças. E eu gosto tanto desse episódio e, em especial desse início, que reproduzo o voice over de Meredith Grey abaixo:

“Mudança... Nós não gostamos dela. Nós a tememos. Mas não conseguimos evitá-la. Ou nos adaptamos e mudamos, ou somos deixados para trás. 
É doloroso o processo de crescer, quem diz que não é está mentindo.
Mas a verdade é a seguinte: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam iguais.
E algumas vezes, a mudança é boa. E algumas vezes, a mudança é TUDO.”

E ao começar a digitar esse texto, com a voz da Meredith na minha cabeça, eu me perguntava se estamos preparados para as mudanças. Mudança de casa, mudança de postura, mudança de emprego, mudança, em geral. Porque o mundo à nossa volta, mais do que nunca, está mudando. Para o bem e para o mal. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O Desafio de Viver o Tempo




Acho que todos nós temos a mesma impressão: de uns tempos pra cá, nossos dias parecem não ter mais 24 horas, pois entre o raiar do sol e o anoitecer existe somente um simples piscar de olhos.  Esta sensação pode estar relacionada aos nossos afazeres infindáveis, afinal, vivemos em uma rotina atribulada, sem muito tempo para contemplarmos as coisas mais simples.

Já pararam para pensar que quando éramos crianças, os nossos dias eram muito mais longos?  Acordávamos, íamos para o colégio e tínhamos as tardes livres para estudar, brincar, assistir TV e ainda dava tempo de tirar uma soneca antes da janta.  Torcíamos muito para que o mês de dezembro chegasse para comemorarmos o Natal.  No meu caso, dezembro ainda era o mês do aniversário, então tinha torcida dupla.  Eu ficava super ansioso para que o ano terminasse.  E quando a data chegava, o intervalo até o próximo aniversário e Natal era tão longínquo quanto uma viagem para Marte.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Thank U, Next!: Ariana Grande e Uma Carta de Amor ao(s) Ex(s)





Thank U, Next é uma música mega divertida. Quando você ouve pensando em um ex-namorado embuste ou que te fez sofrer por um tempo - mas que já foi superado - se torna quase como um hino de reconhecimento daquela relação que acabou e virou passado.

Ariana Grande, que recentemente terminou um noivado com Pete Davidson e, também, perdeu um ex-namorado, Mac Miller, por conta de uma overdose, decidiu fazer uma homenagem para sua vida amorosa e recriar cenas de filmes icônicos dos anos 2000. 

O que deixou Thank U, Next com a desejada e concorrida marca do clipe do ano, entre os fãs de clipe e da música pop. Lembrando que isso aconteceu na mesma semana em que Miley Cyrus voltou com tudo com Nothing Breaks Like a Heart, parceria com Mark Ronson, com um clipe também bem espetacular... 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Quando a Publicidade Erra





Não sou um exímio entendedor de comunicação e nunca poderia ser chamado para aprovar campanhas publicitárias antes de irem ao ar. Mas fico impressionado com a quantidade de besteiras que passam pelo crivo desses experts antes de algumas coisas serem veiculadas. Nesse fim de ano, é comum ter campanhas com apelo sentimental e tentativa de nos fazerem chorar. Algumas conseguem, mas não de emoção...

Um desses exemplos foi a campanha da Perdigão, na qual a venda de um Chester garante outro na ceia de quem precisa. A agência de publicidade escolheu atores negros para fazer a família necessitada e brancos (até dá pra ver uma atriz mestiça) pra serem os salvadores favorecidos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Uma História de Amor e Admiração Pela Imperfeição do Passar dos Anos




Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro. Shakespeare dizia que o amor é cego. Que ideia mais extraordinária! Pessoalmente, acho que experimento algo parecido. Suponho que penso no amor mais do que deveria. E talvez a minha forma de amar não seja a mais PERFEITA. Admira-me constantemente o poder esmagador do amor em alterar e definir nossas vidas. Para algumas pessoas, de forma inexplicável, o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor: o eterno. Mesmo que seja por somente uma existência terrena. Mas como lidar com o passar dos anos, não só de relacionamento, mas de idade do seu companheiro? Existe uma fórmula mágica para que as relações se tornem duradouras por toda uma existência? De manter o desejo e atração pela pele e pelo corpo, que, como todos os seres humanos, naturalmente perdem a jovialidade? Talvez a admiração, acima de todo o desejo carnal possa ser esse elo indestrutível. Admirar a IMPERFEIÇÃO do outro, tornando-a PERFEITA aos seus olhos.

O tempo traz rugas para a tua pele, embranquece teus cabelos, enfraquece teu corpo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

The Final Table: o Reality Culinário da Netflix





Desde que o MasterChef estreou na televisão brasileira, os realities culinários se proliferam por aqui (e olha, eu vejo VÁRIOS!). Mas isso não é exclusividade brasileira, tanto que uma boa quantidade dos realities nacionais são versões de outros já conhecidos mundo afora. Assim, nada mais natural que a Netflix ousasse e tentasse pegar uma fatia do público que tanto aprecia o formato.

The Final Table é, dessa forma, a aposta da rede de streaming nessa seara e encontra-se disponível no catálogo do serviço desde o dia 20/11/2018. Mas é uma aposta ousada e gigantesca, já que a fórmula escolhida utiliza competidores de todo o mundo (são 15 nacionalidades entre os participantes, incluindo um brasileiro), todos chefs talentosos e renomados (alguns com várias estrelas Michelin no currículo, quase todos com premiações diversas), sendo avaliados por celebridades e nomes conhecidos do meio culinário. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Dezembro Chegou. E o Que Você Fez?





Dentro de algumas horas, estaremos entrando no último mês de 2018, um ano que literalmente voou sob nossos olhos. E de agora até o reveillon é quando apertamos o passo para que cruzemos a faixa da chegada. Dezembro termina em um simples piscar de olhos.

Esse é o mês que mais gosto, pois é quando comemoro mais um ano de vida - alô, alô, dia 4 quero muitos parabéns - e os dias parecem ser mais alegres, com aquele vai-vem apressado de pessoas esbarrando umas às outras, sob a proteção do céu ainda brilhante às 7 da noite por causa do horário de verão.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

American Horror Story: Apocalypse - Uma Análise do FIM do Mundo






O Apocalipse chegou em American Horror Story! Ou quase isso. Algum tempo atrás, Ryan Murphy prometeu que haveria um ano de crossover entre duas temporadas icônicas da antologia: Murder House, a primeira, e Coven, a terceira. Não é preciso ser gênio para saber que a expectativa de todos, com esse inusitado encontro, estava mais do que nas alturas. Eu, particularmente, acreditava que essa seria a temporada 10 da série. Nada melhor para finalizar um ciclo do que com o fim do mundo, não é mesmo? Mas como o senhor Murphy ama fazer um fan service e fica todo ouriçado em deixar todo mundo ansioso, após a série ser renovada automaticamente para as temporadas 8 e 9 – e, logo em seguida veio a confirmação que o ano 10 também estava garantido -, o produtor executivo bateu o martelo e disse que o oitavo ano seria o tão aguardado encontro entre bruxas e fantasmas.

Mantenho meus dois pés atrás com Ryan. Ele possui boas ideias, mas nunca consegue finalizar uma história de maneira decente ou que não deixem dúvidas pairando no ar. Minha temporada favorita de AHS é Roanoke. Acho que a proposta da série de se renovar, ao mudar sua narrativa, deu muito certo e permitiu que Sarah Paulson e Evan Peters (únicos atores que estão desde o começo de AHS e estiveram em todas as temporadas produzidas até então) se reinventassem. É o ano que acredito que fechou tudo bem redondinho, quase que perfeito. Ainda acho que a temporada foi ideia de alguém e Murphy só ficou sabendo quando já estavam gravando e não teve como interferir em nada. O que foi ótimo para o sexto ano, mas péssimo para as temporadas seguintes...

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Em Quatro Anos...




Estou completando quatro anos de Barba Feita... Quatro anos! Poderia vir com o velho clichê do "parece que foi ontem", mas verdade é que não parece não... Quantas coisas já não vivi fazendo parte dessa equipe e divulgando meus textos nesse site? O Barba Feita faz parte da minha vida, de fato.

Em quatro anos, o que pode acontecer? Uma Copa do Mundo? Uma Olimpíada? Marte dá duas voltas em torno do Sol? No Barba Feita, vivi muita coisa. Cativei leitores assíduos, que me mandam mensagens semanalmente e reclamam quando algum texto demora pra entrar. Também tive haters pontuais, incomodados, principalmente, com textos com viés mais humanitários (vejam só!).

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Não Deixe o Samba Morrer: Uma Reflexão Pessoal Sobre o Dia Nacional do Samba




Neste domingo próximo, dia 2 de dezembro, comemora-se no Brasil, o Dia Nacional do Samba. E eu, como um cara apaixonado por carnaval, não poderia deixar de falar sobre essa data e o que ela significa para mim e a importância desse ritmo no meu cotidiano. É uma relação quase terapêutica. 

Tudo começa em meados de novembro, época em que a Cidade do Samba, aqui no Rio de Janeiro, começa a ser ainda mais frequentada. É nesse período que começam as inscrições para as escolas de samba para desfilarmos nos mais diversos segmentos e em meio a reencontros com amigos do samba, coreógrafos, conversas lembrando de carnavais passados, outros sons se fundem: alegorias e alas coreografadas cantando os sambas, alas das comunidades ensaiando a harmonia do desfile, o barulho dos ferros sendo soldados, martelos batendo nas madeiras para que, meses depois, todas aquelas estruturas tomem forma de fantasia e sonho no maior espetáculo a céu aberto da Terra. Entenderam por que essa é a minha terapia desde que deixei de fazer análise?

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Uma Pequena Metáfora Sobre Nossos Caprichos





Maria Lúcia (era uma menina linda) sempre teve um sonho: possuir determinada boneca de pano, seu objeto de desejo, igualzinha à de sua amiga e vizinha, Ana Clara, que desfilava com sua boneca para todos os lados. Pediu, implorou, mas o pai não podia comprar a dita cuja pois, como boa parte dos brasileiros, tinha problemas orçamentários. Crises financeiras, a gente sempre vê por aqui. 

Foi assim que, um belo dia, a triste e infeliz Maria Lúcia encontrou aquela boneca que tanto queria, largada no chão parquinho. Eufórica, Maria Lúcia nem se atentou que aquela era a boneca de Ana Clara e, sem se importar, brincou feliz da vida por algumas horas até que a verdadeira dona apareceu. Maria Lúcia chorou, esperneou, mas sabia o que era certo a ser feito e entregou a boneca para Ana Clara, sofrendo ao ver a amiga levando a "sua" filha para longe dela mais uma vez. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Rapsódia Boêmia





Nem preciso dizer o quanto fiquei desidratado assistindo Bohemian Rhapsody, o filme que conta a trajetória do Queen, com o foco, obviamente, em Freddie Mercury.

Assim como os Bunnymen, o Cure e David Bowie, o Queen até hoje tem uma representação muito forte em minha vida. Foram eles os responsáveis por me apresentarem ao mundo mágico dos grandes espetáculos do rock´n´roll de arena. Fugi de casa para vê-los, em 1985, no primeiro (e clássico) Rock in Rio.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Killing Eve: Assista Agora ou Se Arrependa Depois





Fazia tempo que não tinha essa sensação de assistir uma série realmente boa. A última que mexeu dessa mesma maneira comigo foi Orphan Black, mas isso lá em 2013. Claro que assisti muita coisa desde de então, mas nada que se compare ao enredo de Killing Eve

Sandra Oh é uma atriz fantástica. Acredito que nisso todos podem concordar. Ela conseguiu construir uma personagem complexa como Cristina Yang de uma maneira ímpar. Por muito tempo tive medo que ela ficasse presa nessa personagem... pra sempre! Isso acaba acontecendo com alguns atores que ficam tempo demais em uma série que dura forever, como é o caso de Grey's Anatomy. E tive bastante receio que essa sina fosse se repetir com Oh. A indústria é cruel, temos que admitir, e acaba prendendo os atores em certas caixas, como se fossem ser determinado personagem para o resto da vida. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Consciência Negra: Pra Que Serve?





Ontem foi o Dia da Consciência Negra e o que, pra muitos, é apenas mais um feriado, pra outros é dia de luta e resistência. E, poucos dias próximo à chegada da data, vi dois exemplos de que, realmente, ainda estamos longe enquanto nação de compreender a lógica do tal Dia de Zumbi.

Vivemos em um país com maioria negra ou mestiça, que cresceu dizendo para si mesmo que não era racista. O mesmo país que menos de um século e meio atrás ainda tinha a escravidão africana ou afrodescendente como principal mão de obra. E que não acredita ter dívida alguma com os negros. Os mesmos que foram arrancados obrigatoriamente de suas terras natais e que se procriaram no Brasil, infelizmente, como forma de manter o vergonhoso regime escravocrata. O mesmo que se envergonha e difama os seus poucos ícones negros, como o supracitado Zumbi dos Palmares. O mesmo que assassina vereadoras negras que carregam a bandeira dos direitos humanos, como Marielle Franco.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Viva o Hoje Para Que Amanhã Ele Não Se Torne Saudade





Esses dias tenho pensado em situações que tenho vivido e chego à conclusão óbvia de que por mais que algumas pessoas tentem se mostrar superiores às outras, há alguns aspectos da vida humana que fazem todos serem iguais. Todos vêm ao mundo despidos, todos têm a certeza da morte e todos têm 24 horas a cada dia para serem melhores. Algumas pessoas perguntam se meu tempo tem mais de 24 horas pelas inúmeras atividades que incluo no meu dia. De certo que, às vezes, o cansaço bate forte, mas sou um cara muito intenso para viver uma coisa de cada vez. Às vezes, os projetos surgem simultaneamente, e não me permito deixar de vivê-los, salvo se houver algo que me impeça verdadeiramente. 

Tempo… Sim, o tempo é uma riqueza que iguala as pessoas…. Quando o dia amanhece, seja você um alto executivo ou um humilde operário, todos nós temos o mesmo tempo que passa e não volta mais. São 1.440 minutos por dia para você escolher quem você quer ser, para você decidir se vai dirigir sua vida ou se vai aceitar que o manipulem mais uma vez!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Erro Fundamental de Pessoa





Comentando com um amigo sobre o fim de um quase relacionamento, falávamos sobre os motivos que levavam alguém a abrir mão de uma relação que, a princípio, parecia tão promissora. E ao enumerar as razões que me levaram a destravar a catraca e seguir a minha vida, lembrei de uma expressão que meu ex (o de verdade, de um relacionamento estável e longo que chegou ao fim porque algumas coisas cumprem bem o seu ciclo de vida e não há nada de errado com isso) usava eventualmente: erro fundamental de pessoa. Meu amigo, um curioso, chegou até mesmo a googlar a expressão para ver se ela realmente existia; como não encontrou nada, decidi roubar descaradamente do meu ex, patentear e, a partir de agora, viver de direitos sobre ela. Tempos de crise, né, mores

Mas a expressão se explica basicamente assim: você tem os seus planos para o futuro. Sonha em ter um relacionamento tradicional, constituir uma família, ter filhos, dois cachorros e um gato, por exemplo. Se bobear, já imaginou a festa de casamento e as cores da decoração do salão de festas. Anseia conhecer alguém que cairá como uma luva nos seus desejos, para que possam, juntos, correr atrás dos objetivos que, a partir de então, serão em comum, um plano a dois. Dá match total com a sua idealização (guardem essa palavra, ela é importante) de pessoa. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Momentos Que Não Se Perderão no Tempo





“- Por favor, ore por mim...”

Aquela frase não saía de minha cabeça. Mesmo exausto após um dia estressante no trabalho, naquela noite eu decidi ir andando da estação do metrô da Sans Peña até minha casa. Poderia ter tomado um táxi ou solicitado um Uber, mas preferi caminhar e refletir um pouco sobre o que tinha presenciado minutos atrás. Em alguns momentos, não consegui segurar as lágrimas quando lembrava de seu rosto.

Tinha acabado de subir os degraus da estação do metrô e fui surpreendido por uma fina garoa e um vento frio, atípico nos dias primaveris do Rio de Janeiro. Lembrei de Adriana Calcanhotto e seu “inverno-glacial” do Leblon, transposto para a zona norte tijucana.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dica do Sil: 5 Músicas Para Esquentar o Seu Feriadão (e 2019 Que Se Aproxima)




Se Brasileiro nasceu com um dom, meu querido, com toda certeza foi o de aproveitar enquanto pode.

E, antes que 2018 acabe, vamos usar esse feriadão como um grande presente dos deuses e curtir pra valer. Enquanto a gente puder. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Super Drags: Vale a Pena Assistir?




Vocês já pararam para assistir Super Drags, na Netflix? Se você vive em outro mundo: trata-se da animação brasileira com apenas cinco episódios (curtinhos de menos de meia hora) em que três drag queens heroínas salvam o mundo em seu dia-a-dia. Recheado de "humor gay", o desenho (voltado para maiores de 16 anos, como reiterado por diversas vezes) tem muitos pontos fracos, mas demonstra um valor enorme no quesito representatividade.

Patrick, Donizete e Ralph são amigos que trabalham em uma loja de departamentos mas que, quando o mundo entra em perigo, acionam a "Hora de Montar" e se tornam Lemon, Scarlet e Safira, que vêm para dar "o close certo". Comandadas por Vedete Champagne (dublada pela famosa drag Silvetty Montilla) à distância (estilo As Panteras), elas tem em Goldiva (voz de Pabllo Vittar) seu ícone drag máximo. 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"Toque, Toque!" Abra Aí, Que Novembro Chegou!




Preconceito, falta de informação, ideias equivocadas… Estas são algumas das características do comportamento masculino quando o assunto é saúde, sobretudo quando envolve a próstata. 

O assunto é delicado, todos sabemos. Então, assim como no mês passado, resolvi trazer aqui alguns pontos importantes que norteiam a campanha de conscientização do famoso e temido Novembro Azul. Vamos, dessa vez, fazer em tópicos objetivos que facilitem a dinâmica da leitura e que tragam aos barbados de plantão (vale para os não barbados também, desde que tenham pinto!) a preocupação em cuidar de sua própria saúde, já que uma das características deste mal, assim como de outros cânceres, é justamente o alastre silencioso, e quando descoberto tardiamente, não há “fio-terra” que reverta. Então, vamos lá meninos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Entrevista Com Deus: Uma Mensagem Cristã em Embalagem Pop






Como escrever sobre uma história de fé sendo uma pessoa sem... fé? Esse foi o meu maior questionamento quando recebi o convite da Imagem Filmes para a cabine de imprensa do longa Entrevista Com Deus, que chega aos cinemas de todo o Brasil na próxima quinta-feira, dia 15/11. Pensei comigo: "como eu, que não acredito em muita coisa, encararei um filme que, obviamente, fala de crenças e fé?". Mas, com a mente aberta e uma grande dose de boa vontade resolvi encarar o desafio. 

No longa dirigido por Perry Lang, o jornalista Paul Asher, vivido por Brenton Thwaites, retorna aos EUA depois de cobrir a guerra do Afeganistão. Escrevendo sobre religiões para o jornal americano The Herald, enquanto passa por uma crise em seu casamento e tenta lidar com os traumas que presenciou na guerra, Paul recebe um convite estranho e curioso: Deus, vivido pelo ator David Strathairn, oferece uma entrevista para Paul, a ser concedida em três partes, durante três dias consecutivos. Intrigado e descrente, Paul aceita o convite, mas quando finalmente se vê cara a cara com o homem que diz ser Deus, ele acaba mergulhando em uma série de dúvidas sobre si e sobre a humanidade em geral. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

"A Arte Existe Porque a Vida Não Basta"





A frase do título da coluna de hoje foi dita por Ferreira Gullar, um dos maiores poetas vivos da atualidade. Gullar foi autor de Poema Sujo, uma das obras mais ousadas da língua portuguesa, escrito em 1976, quando estava exilado em Buenos Aires por motivos políticos. Na época, o Brasil estava sob o regime militar desde o golpe de 1964 e o governo tinha autorização para entrar no país hermano para capturar presos políticos.

Poema Sujo foi concebido ao longo de seis meses, como uma espécie de testemunho final, pois o poeta temia pelo seu futuro devido à repressão que sofria. E é, antes de tudo, um desabafo. Gullar disse certa vez que “o poema era sujo como o povo brasileiro, como a vida do povo brasileiro”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Shakespeare? Nunca Nem Li...




Nunca li Shakespeare! Ufa... Admitir isso foi bem mais fácil do que pensei. Pode parecer estranho para vocês, mas há dois dias estava martelando em minha cabeça essa minha falta com o dramaturgo inglês.

Vejam bem. O fato de nunca ter lido Shakespeare não significa que não conheço parte substancial de sua obra. A gente acaba aprendendo por osmose sobre uma das maiores “tragédias” de amor já escritas. Romeu e Julieta possui inúmeras adaptações, incluindo a versão teatral com músicas de Marisa Monte, que recomendo muito! Já no cinema, Claire Danes e Leonardo DiCaprio ocupam o posto de Julieta e Romeu da minha adaptação favorita, dirigida por Baz Luhrman e lançada em 1996.

Mas nem só de Montéquios e Capuletos viveu o famoso autor. Em sua lista de personagens icônicos e histórias memoráveis nós temos: Hamlet, Otelo, Macbeth, A Megera Domada, Ricardo III e por aí vai. Por conta de seu vasto trabalho, William contribuiu diretamente (indiretamente também) para o surgimento de incontáveis obras que foram, de alguma maneira, derivadas de seu trabalho original.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O Pior do Brasil é o Brasileiro




Por anos, ouvimos falar que o “melhor do Brasil é o brasileiro”. Não, nobre leitor. Lamento informar, mas o brasileiro é o que de pior temos em nosso país. Sei que posso estar generalizando, mas nesse momento não tenho como não pensar diferente. Tivemos uma eleição surreal há poucos dias e, o que vimos na sequência, foi ainda mais surreal. Somos uma nação que não se olha no espelho e, por isso, se odeia a si mesma.

Aliás, deixe-me apresentar: não sou titular de nenhum dos dias do Barba Feita. Pedi licença para estar aqui hoje, por enxergar um espaço de defesa da Democracia e dos Direitos Humanos, acima de tudo. Acompanho as diferenças que cada um dos colunistas tem no seu pensamento, mas noto que todos têm a preocupação com o ser humano em primeiro lugar. Diferentemente de muitos brasileiros...

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Outubros...




“...Menino, acorda e vem olhar
O sol não tarda em levantar...
Outros outubros tu verás
E outubros guardam histórias...”

Esse fragmento da música Círios, de Vital Lima, traduz em quatro estrofes 38 outubros da minha vida. Apesar de idolatrar julho, o mês em que nasci (sou muuuuito leonino!), cheguei à conclusão na última semana que os fatos que mais marcaram a minha vida, e divisores de muitas águas, ocorreram nos meses de outubro. Resolvi, então, nesta primeira terça-feira de novembro, fazer um breve retrospecto dessa trajetória.

Era 29 de outubro de 1993, quando, aos meus 13 anos, acordei para viver o pior dia da minha vida. Minha mãe (genitora) acordara por volta das 5 da manhã para passar roupas para o meu irmão mais velho trabalhar quando, sem esperar, começou a sentir fortíssimas dores na cabeça. Em questão de minutos ela estava caída no chão com a língua enrolada, principiando um derrame cerebral. Amigos auxiliaram a levá-la ao hospital, em uma cena que não sai da minha cabeça até hoje. Cerca de 2 horas depois, lembro do vizinho que a levou entrar no quintal da minha antiga casa com um semblante pesado de tristeza. Era o anúncio de sua morte. Minha mãe tinha apenas 43 anos. Vivia uma relação instável com meu pai e por essa razão ela era a provedora de seus quatro filhos. Meu irmão mais novo tinha 6 anos. Resumindo, meu pai desapareceu de vez no dia de sua missa de sétimo dia, e eu e meu irmão passamos pouco mais de uma semana abandonados, inclusive sem comida. Nos últimos dois dias de abandono, nosso jantar era uma “farofa doce”, onde os ingredientes eram os últimos que existiam em nosso armário: óleo velho de frituras anteriores, farinha de mandioca e um resto de açúcar. Dias depois, fui resgatado por minha madrinha, irmã da minha mãe, e hoje a maior referência, para mim, de ser humano.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Kit-Gay: Cinco Livros Imperdíveis Com Histórias Homoafetivas




"Toda vez que dois garotos se beijam, o mundo se abre um pouco mais. Seu mundo. O mundo que deixamos. O mundo que deixamos para vocês. Esse é o poder de um beijo: ele não tem o poder de te matar; mas tem o poder de te trazer à vida." David Levithan, em Dois Garotos Se Beijando
Enquanto imbecis (ainda!!!) falam em kit-gay e baboseiras similares, a gente vai tentando resistir, autodidata como sempre foi. Mas isso não significa que a literatura não tenha nos presenteado com belas histórias em que relacionamentos homoafetivos estão no centro de suas narrativas.

Assim, buscando incentivar e indicar boas leituras, trago hoje uma listinha especial, com livros que tem em suas tramas principais histórias protagonizadas por adolescentes gays se descobrindo e/ou vivendo romances homoafetivos. Afinal, a gente aprendeu desde muito cedo de que pra ser gay não é necessário nenhuma cartilha ou doutrinação (a menos que a sua heterossexualidade seja altamente questionável) e tudo que sempre queremos é nos vermos representados como somos na TV, no cinema e na literatura.

Eis o meu kit-gay para vocês. Inclusive para quem não é gay, nem um completo idiota, mas que aprecia boas histórias universais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Pizza do Fim-do-Mundo






Ingredientes para a massa:
6 xícaras (chá) de farinha de trigo (cerca de 740 g)
50 gramas de fermento biológico seco (não é o de tabletes. É o fermento que vende em qualquer padaria)
2 colheres de chá de sal
2 ½ xícaras (chá) de leite
1/4 xícara (chá) de azeite

Ingredientes para recheio:
½ kg de muçarela (de preferência já ralada)
Para o molho é tomate, pimentão, cebola e um pouco de molho de tomate

Depois de descascar tudo, misture bem e leve até ao forno para refogar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Brigadeiro de Panela





Sou chocólatra assumido! E nada melhor do que um belo brigadeiro de panela para ser companhia em uma maratona de séries. Olha só essa receita imperdível para vocês.

Ingredientes:

1 Colher de sopa de manteiga ou margarina
1 Lata de leite condensado
4 Colheres de sopa de chocolate em pó
1 Pacote de chocolate granulado

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Sopa Cremosa de Alho-Poró com Cottage





Aqui uma excelente opção prática, de baixa caloria, que dá uma boa saciedade:

Ingredientes (8):

2 alhos-porós
1 unidade de cebola picada
2 dentes de alho amassados
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de queijo cottage
1 xícara (chá) de caldo de legumes sem gordura
1 xícara (chá) de leite desnatado
sal a gosto

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Panqueca de Frango do Julico





Aprendi a fazer panqueca aos 16 anos, quando minha mãe-madrinha ficava dias de plantão, pulando de um hospital para outro, e essa era a forma de fazer ela se sentir confortável e acarinhada ao voltar para casa. Em tempos que precisamos de amor, segue minha receita que lembra todo esse sentimento para mim. Essas medidas servem até 10 porções:

Ingredientes

Massa:

3 ovos
2 xícaras de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de leite
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de sal

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Fricassé de Frango







Ingredientes:
500 gramas de peito de frango
1 caixinha de creme de leite
1 copo de requeijão
1 lata de milho verde
1/2 limão
200 gramas de muçarela
Batata Palha
Alho e cebola 
Pimenta do reino
Sal a gosto