terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A Sujeira Ocupa Espaço




Dia desses, enquanto fazia faxina aqui em casa, eu tive uma epifania. 

(Aliás, momentos de limpeza são ótimos para extravasar nossa energia acumulada. Recomendo.)

Foi o seguinte: separei o material que usaria para lavar o banheiro, tirei os objetos de dentro do banheiro e coloquei no corredor. Olhando daquela forma, fora dos lugares, eu pensei que tinha muita coisa e precisava dar um jeito de deixar só o essencial, sob o risco de sempre parecer bagunçado. 

Depois de muito esfrega-esfrega, água etc, terminei de limpar. E, enquanto colocava as coisas de volta aos seus lugares, percebi que parecia sobrar espaço. O que antes da limpeza dava a impressão de estar amontoado e confuso, agora cabia perfeitamente ali. Cheguei à conclusão de que, quanto mais sujo o ambiente, menos espaço sobra nele. É uma questão de física. Lembra aquela coisa que aprendemos na escola de que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo?

E se a sujeira reivindica seu lugar no mundo (se não a limpamos), imagina o que não faz dentro da nossa cabeça. Quantos pensamentos de negatividade, de raiva, de vingança deixamos que tomem o espaço das coisas boas? Vocês podem achar que é bobagem, mas não é. Tudo à nossa volta é composto de energia, inclusive nossos pensamentos e sentimentos. Quando alimentamos o que é negativo e prejudicial, damos um recado ao universo de que é isso que queremos atrair. Ah, e nós atraímos mesmo.

Perdemos muito tempo procurando soluções e bradando nosso infortúnio por aí, enquanto poderíamos ver o que em nós precisa mudar para que a vida comece a andar para frente da forma que desejamos. Não dá para esperar bons acontecimentos se só pensamos que tudo vai dar errado.

Por isso, assim como fazemos com a nossa casa, é necessário investir em uma limpeza interna. Jogar fora aquilo que não serve mais para que o que almejamos possa ter espaço para entrar e tomar seu lugar. É um exercício de reciclagem.

Vocês já repararam que depois que limpamos a casa, sempre bate uma brisa gostosa? Aqui chamamos de “brisa da limpeza”. E é essa sensação boa que devemos nos esforçar para chegar ao nosso ambiente interior.

Proponho, então, um exercício: tiremos um momento do dia para limparmos nossa mente e nosso coração. Todos os dias, vamos avaliar o que funcionou, o que precisa melhorar e o que podemos fazer para isso. Cuidemos da nossa limpeza interna assim como cuidamos da nossa casa. 

Nossa saúde agradece.

Leandro Faria  
Carol Vidal é carioca e mora em Salvador há três anos. Jornalista, descobriu sua grande paixão pela Literatura, essa tão encantadora arte de contar histórias. Adora séries de TV, filmes, livros, HQs, música e chocolate, tendo como atual meta de vida tomar vergonha na cara e sentar para escrever todas as histórias que estão na sua cabeça.
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