sábado, 27 de janeiro de 2018

Aquele Medo Bobo





Ah, o amor... Você sabe o que é o amor? Já sentiu aquele friozinho na barriga quando vê aquela pessoa? Aquele sorriso roubado com a maior facilidade do mundo? Não? Bom, então chega aqui, vamos conversar um pouco. 

Ultimamente tenho visto um movimento que, na minha opinião, é muito triste: o famoso desinteresse interessado, onde uma pessoa se faz de desinteressada para que a outra tenha interesse nela, criando assim, uma grande roda dos joguinhos. Todavia, apesar de nem todos gostarem dos joguinhos, mas sabendo que isso já virou praticamente um senso comum, ficam com medo de expor seus verdadeiros sentimentos e vontades, levando-nos ao tópico de hoje, o MEDO BOBO.

Não foi uma, não foram duas e muito menos três vezes que já ouvi a frase "Não vou mandar mensagem, elx tem que mandar primeiro". E sempre que ouço isso, meus olhos reviram em um movimento involuntário. Essa coisa do "sou forte e não vou demostrar sentimentos" soa na minha cabeça muito mais como: "estou com um medo da porra, então não vou desbravar esses sentimentos em mim guardados". Ok que medo é uma coisa normal, afinal de contas, o medo é um mecanismo de defesa que nos previne de pular do 15° andar sem paraquedas, ou de abraçar uma cobra com todo amor e carinho que daríamos a um cachorro, mas nem por isso devemos deixá-lo nos dominar. Essa ideia do sentimento estar diretamente conectada  à fraqueza, pra mim, é um tanto quanto antiquada. Acho que ser forte é saber lidar com seus sentimentos, sentí-los e compreender como eles funcionam dentro de si e assim ser honesto com eles e consigo mesmo.

Depois dessa breve introdução dos meus achismos, vou lhes contar uma historia. Um serzinho conhece outro serzinho, já rola aquele tcham, né? Se pegam e, como não poderia deixar de ser, curtem a pegada um do outro. Pô, super bacana, super legal, vamos tentar de novo! E então se pegam mais uma vez e, olha lá, não é que se curtiram mesmo? Assim, começam a se ver com mais frequência, mas para não parecerem desesperados ou muito interessados (o que atualmente não é algo muito aceitável ¬¬) surge a celebre frase: "Ah, eu não estou procurando nada sério, vamos levando de boa" e fica assim acordado. 

Continuam saindo e se vendo e, a cada encontro descobrem que tem mais coisas em comum, seus corações almejam um ao outro cada vez mais e é ai que começa o fim. Percebendo que passou a sentir muito, toca o alarme do medo e, levando em consideração que não pode ser nada sério, o serzinho passa a tentar fugir desse sentimento, passa a tentar negar que possa estar tao interessado e para isso começa a se afastar, busca conversas em que mostre que está chovendo em sua horta, que esta desapegado, quando seu coração na verdade grita e esperneia pela companhia do "amado". O outro, por consequência, também passa a segurar as rédeas, passa a se controlar e, no final acabam se afastando mesmo, seguindo caminhos diferentes e conhecendo outras pessoas... Aparentemente, ele realmente não estava tao a fim, não é mesmo? Não!! Ele estava a fim sim, mas esse medo de sentir, de ser rejeitado, de talvez se mostrar vulnerável, o impediu de ser feliz.

Não há problema algum em começar as coisas mais de boa; é até saudável começar sem muitas pretensões e ilusões. Entretanto, isso não precisa ser pra sempre, as coisas mudam, os sentimentos mudam, então por que as regras precisam permanecer as mesmas??? E pode até surgir um "Mas ele também não mandou mensagem", mas, meu bem, não era você que estava sentindo? Então é você que tem que demonstrar isso! Não tem como o outro saber o que se passa dentro de uma pessoa até que isso seja exposto, do mesmo jeito que não tem como você saber de algo se o outro não disser. 

Então,  não tenha medo de mostrar o seu interior, não tenha medo de sentir em sua plenitude. Seja sincero com os seus sentimentos e consigo mesmo, porque assim você também se tornará sincero com os outros. A vida é muito curta para ficarmos nos privando de sermos felizes e, por mais que talvez não dure muito, é como foi eternizado por Vinicius de Moraes:

"Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja eterno enquanto dure."
Leandro Faria  
Gusttavo Viegas: libriano, 23 anos, Químico, mestrando em Bioquímica, Astrólogo e Tarólogo; curioso das artes ocultas. Amante de São Paulo e de mais alguns lugares por aí, seguindo esse fluxo cósmico para se conhecer melhor. Daqueles que aplaude o pôr-do-sol e ama uma noite bem dormida.
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