quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Um Fevereiro Muito Louco





O mês de fevereiro chega ao fim e geralmente é lembrado por duas coisas: Carnaval e por ser o mês mais curto do ano. Esse fevereiro de 2018, no entanto, foi um dos meses mais agitados da minha vida, mesmo tendo três dias a menos que os vizinhos janeiro e março. Um mês cheio de surpresas e gostos, de novas experiências e metamorfoses.

Para começar, dia 04 a gente se mudou. Já falei da mudança aqui em alguns textos, mas não tinha noção de que seriam tantas dores de cabeça (para entregar o apartamento antigo) e tantas transformações ao passar de uma casa para outra. Sim, construir uma casa com outras duas pessoas é um novo desafio e fazer com que esse cantinho tenha a marca dos três, de forma consensual, não é fácil. Mas é um exercício diário gostoso de se acompanhar os resultados.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Competições




Essa história toda de ser competitivo ainda vai me arrumar briga. Já tentei colocar a culpa em ser capricorniano, com sol, lua e ascendente, mas nunca cola. Seja no CrossFit (que esse ano vai ter um regional do Mundial no Brasil), seja na corrida, na política, no levantamento de copo, eu sempre me empolgo. Eu nem sou fã de futebol, mas na Copa do Mundo viro técnico da seleção.

E quem não gosta de uma treta? Uma briga saudável? Dos louros da vitória? Superação é a palavra do momento. Cada dia tem uma academia nova, uma modalidade nova, um esporte novo, uma enquete ou sei lá o que.

Desde os tempos mais remotos o homem foi movido a disputa. Amamos um bom tiro, porrada e bomba. Somos movidos à glória da vitória ou à perseverança da superação. Em casa, no trabalho, no esporte: a gente sempre quer ganhar.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Meus 5 Filmes Favoritos Para o Oscar 2018





Domingo agora, dia 04/03/2018, acontece a cerimônia de entrega dos Oscars 2018. São várias categorias, diversos indicados, e eu, um fã de cinema, acompanho com interesse as premiações e, claro, não podia ficar indiferente ao Oscar.

Claro que sei que o Oscar nada mais do que uma festa para o cinemão americano e que não representa, de maneira alguma, um prêmio realmente justo. Ele nada mais é do que um recorte de um momento específico (e nesse ano podemos esperar muito no que diz respeito aos acontecimentos que abalaram a indústria cinematograficamente recentemente, os casos de assédio) e que muitos dos seus escolhidos nada mais são do que aqueles que conseguiram uma boa campanha de marketing e um excelente boca a boca entre os votantes. Mas não é por isso que a festa não seja relevante.

Com nove indicados ao prêmio principal de Melhor Filme nesse 2018 (A Forma da Água, Corra!, Dunkirk, Lady Bird, Me Chame Pelo Seu Nome, O Destino de Uma Nação, The Post, Trama Fantasma Três Anúncios Para um Crime), eu, que conferi cindo deles, fiz uma lista elencando entre esses os meus preferidos entre seus escolhidos. Os demais eu não assisti unicamente por não ter me interessado por seus enredos e tramas e, se quiser me julgar, fique a vontade; caguei e andei! :-P

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

God Save the Queen





Sempre ouvi dizer que brasileiro tem “complexo de vira-lata”, expressão inventada pelo escritor Nelson Rodrigues, com origem devido ao trauma sofrido quando a Seleção Brasileira foi derrotada pelos Uruguaios na final da Copa do Mundo de 1950 em pleno Maracanã.

Para mim, o tal complexo sempre esteve muito mais relacionado à conjuntura de inferioridade cultural e social, como se fôssemos sempre os pobre-coitadinhos subdesenvolvidos.

Na minha adolescência eu realmente achava isso. Tudo que vinha de fora era sempre melhor. Tinha um amigo que sempre viajava e trazia discos e CD’s que levavam quatro, cinco anos para serem lançados aqui. As roupas eram melhores, a tecnologia era melhor. Com o passar do tempo, e com o desenvolvimento do país, ser brasileiro era sinônimo de alegria e criatividade. O Brasil se tornou rota de shows importantes e chefes de estado passaram a nos observar com outros olhos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Tudo o Que Você Faz Um Dia Volta Para Você!?




Outro dia mesmo ouvi algumas pessoas comentando que karma é algo real. Você vai fazer e vai pagar por suas ações. Mas duvido que essa associação da palavra karma não esteja diretamente ligada ao ato de prejudicar o outro. Uma tradução simples desse termo pode significar "ação", o movimento de agir em prol de algo. E isso não depende de positividade ou negatividade atreladas ao ato em si. Uma ação possui uma reação. Uma atitude positiva pode desencadear reações positivas, assim como atitudes negativas podem acarretar em coisas negativas em um futuro próximo. Não existe uma matemática certa para o retorno do temido Karma, mas ele vai acontecer quando menos se esperar por ele. 

Algo que particularmente acredito muito é no poder do tempo. Você já teve desconfianças sobre o caráter de uma pessoa e só você em seu círculo de amizade, trabalho, vida em geral, partilhava dessa "sensação" de desconfiança? Ninguém mais ao seu redor acreditava que fulano, cicrano ou beltrano pudesse ser o oposto do que" podiam ver"... Mas era! E o tempo acabou mostrando isso, finalmente, para cada um deles. Depois de algum tempo...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Não Precisa Aceitar, Tolerar ou Militar. Mas Respeite!





“Quer conhecer uma pessoa? Dê poderes a ela”. A frase é antiga e batida. Mas verdadeira e valiosa. As redes sociais deram poder – deram voz – a todo e qualquer tipo de pessoa. E revelou a face mais cruel de muitas delas, escondidas atrás de seus perfis fake ou de uma sensação de que a internet é território sem lei. Eu já havia sofrido algum tipo de ataque virtual (direto ou mesmo indireto, quando pessoas que conheço postam coisas extremamente preconceituosas e parecem ser outras pessoas quando as encontramos ao vivo), mas nada se compara ao que enfrentei na semana passada por ter um relacionamento diferente do que se julga convencional.

Uma coisa que aprendi nesses anos trabalhando com Comunicação é que as redes sociais organizaram a imbecilidade. Se antes era mais fácil os brilhantes intelectos se unirem e refletirem coletivamente, os medíocres ficavam de alguma forma dentro dos seus armários com suas “opiniões” carregadas de preconceito e retrocesso que, muitas vezes, ultrapassa a barreira do crime. Eis que enxergaram nas redes a possibilidade de ter essa tal voz e, mais ainda, encontraram seus bandos – pessoas e comunidades onde seus pensamentos reverberavam e tinham concordância.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Quarentenas




A gente passa quatro dias bebendo, curtindo, pulando, fazendo um bocado de ‘ando’ que a gente espera que nossas mães nem sonhem. Aí chega uma tal de quarta-feira de cinzas que deixa tudo mais triste, mais pesado, mais na bad e menos ando. Chegou a QUARESMA.

Pra quem não conhece, são os 40 dias que separam a quarta-feira de cinzas e a semana santa. São 40 dias que, segundo a Bíblia, Jesus passou de jejum no deserto, pra depois voltar, partir o pão e depois ser crucificado. Tem gente que passa 40 dias sem beber, sem comer chocolate, sem usar o Instagram ou sem ver novela. Tudo pra se purificar e viver bem a Páscoa, que é ressureição de Jesus no domingo.

Mas, podemos dizer também que a Quaresma são os 40 dias que a indústria de chocolates e de peixes aproveita para alavancar suas vendas. Tem gente que faz jejum de chocolate mas deixa lá suas barras e seus ovos pra comer no domingo o que não consumiu no último mês e meio. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Opinião: Pegue a Sua e Enfie no...

...Cu




Eu escrevi algumas semanas atrás sobre mimimi e gente chata. Sobre como a internet nos dá uma falsa sensação de que a nossa opinião é realmente relevante e de que podemos opinar sobre tudo e todos. E, vejam só, o meu texto sobre o assunto viralizou. Eu dando a minha opinião sobre todo mundo ter opinião, por mais incoerente que isso seja, parece ter agradado. Por que volto a falar sobre isso? Porque ela, a maldita "opinião", me irritou novamente esses dias. E eu já explico como e porque.

Se vocês acompanham o Barba Feita e lêem os textos dos outros colunistas daqui, devem ter percebido que um deles está vivendo uma nova fase de sua vida. Casado há mais de uma década, ele e seu companheiro conheceram recentemente um outro rapaz e, apesar das desconfianças, resolveram embarcar em um relacionamento a três. É um assunto que ele já comentou em sua coluna, mesmo de maneira discreta, mas que não é nenhum segredo ou tabu para eles. E eu acho isso tremendamente corajoso.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A Chama e a Luz do Carnaval





Domingo de carnaval. Saí de casa ansioso para assistir os desfiles das escolas de samba, como faço todos os anos. Enquanto virava a esquina para aguardar o Uber até a estação do metrô, me deparei com uma senhorinha de aproximadamente uns 70 anos. Poderia ter menos do que aparentava ter, ou muito mais devido ao seu rosto muito enrugado e queimado pelo sol. Seus braços, muito frágeis, não pareciam mais ter músculos. Era somente pele e osso. Tentava, com dificuldade, catar uma latinha de cerveja jogado por algum folião não muito preocupado com o meio-ambiente quando, por um momento, seus olhos tão fundos como se fossem crateras, encontraram os meus. Deu um pálido sorriso sem dentes, envergonhada por não ter força suficiente para apanhar a latinha no chão, que, certamente venderia por uns míseros centavos. Imediatamente curvei-me à sua frente e peguei a latinha, sacudindo-a para que o restinho da cerveja não sujasse suas mãos tão desamparadas. Ao tocar o chão, olhei para aquela senhora, que estava quase da minha altura, de tão curvada sua coluna. Reparei que em seus braços também tinham aqueles panos de prato com bainhas de crochê. Perguntei se estava vendendo e ela balançou a cabeça envolta em um lenço. Balbuciou algo incompreensível e depois compreendi que estava atestando a qualidade de seu produto. Perguntei seu nome. “Maria”, ela disse.

Sim, só poderia ter esse nome. Por uma fração de segundo, imaginei a Pietà e sua fronte resignada. Certamente, com uma vida sofrida, caminhava à esmo, sem esperanças, mas sem perder sua dignidade. E entreguei a latinha exatamente no mesmo momento em que ela apresentava até às minhas mãos uns de seus paninhos. Sorri largamente, abri a carteira e lamentei por só ter uma nota de 20 reais. Ela perguntou se eu queria um só e balancei a cabeça, negativamente, mas sem tirar os olhos dela dos meus. Não queria sua mercadoria, mas somente um sorriso. Entreguei a nota e fechei sua mão para que ela aceitasse o que eu tinha ali naquele momento. Sorrimos com os olhos e ela se despediu. Talvez nunca mais a veja. Mas D. Maria nunca mais sairá da minha cabeça.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Conto Erótico




Sou da época em que pessoas se conheciam através de salas de bate-papo do UOL e saciavam um pouco do seu desejo e curiosidade sexual através de relatos de outras pessoas. Isso, claro, bem antes da literatura erótica inundar prateleiras de livrarias mundo afora. E não faço uma crítica, mas uma constatação. 

Não sei se a "new generation" ainda utiliza da arte de contos eróticos, já que o Xvideos torna tudo mais prático. Se você possui algum tesão especifico, só procurar na pesquisa por aquilo que quer ver e uma lista de videos aparece automaticamente. A facilidade do novo mundo, não é mesmo?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Inhotim e BH: Tem Carnaval Sim Sinhô!





Fazendo jus à minha fama de antissocial no Carnaval (ano passado tentaram provar o contrário...), esse ano fui me refugiar em Minas Gerais. Na verdade, não foi bem assim... Fiz uma busca de lugares que queria visitar e que estariam em conta no Carnaval, tendo em vista que talvez fosse a única oportunidade em breve de conseguirmos viajar os três juntos. E aí lembrei da minha vontade em conhecer o Inhotim (sim, eles se referem ao local com o artigo masculino), instituto que é um misto de parque e museu a céu aberto, encravado no meio da natureza mineira.

Tudo parecia perfeito: preço de passagem aérea e hospedagem para três pessoas e até mesmo o Inhotim estaria aberto durante todo o feriado (geralmente fecha às segundas-feiras). Planejamos quase sem nenhuma antecedência e lá fomos nós, para a primeira viagem juntos a três. O combinado era aproveitar o sábado e a terça de Carnaval em Belo Horizonte (cidade que eu não conhecia ainda) e domingo e segunda ficarmos em Brumadinho, cidade onde fica o Inhotim.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Fadigas





Toda vez que leio essa palavra, fadiga, lembro logo do Jaiminho, que tentava a todo custo evitá-la. O carteiro mandava que as pessoas procurassem suas cartas em sua bolsa desorganizada e sempre estava com um ar de cansaço, preguiça, ou de folgado mesmo.

Aí hoje em dia eu penso: que homem sábio! A fadiga, seja muscular ou mental, é uma sensação de desgaste, cansaço e falta de energia. E, no nosso cotidiano, esse desgaste tem sido cada vez mais frequente, seja pelos treinos no esporte ou na correria e estresse da nossa vida agitada.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cinco Séries Para Maratonar no Carnaval





Que eu sou da folia, isso todo mundo sabe. No carnaval eu me jogo mesmo, planejo mil blocos, me divirto até não poder mais. Entretanto, sei que tem muita gente que não é muito chegada ao reinado de Momo e prefere descansar e aproveitar os dias de folia de outra maneira. Justo, afinal, cada um sabe bem o que melhor lhe apetece.

Por isso, como sou muito legal, se você é do bloco do descanso e da calmaria, venho lhe dar cinco dias de séries disponíveis na Netflix para a sua alegria durante esses dias. Já é segunda-feira, o carnaval já está pela metade, mas dica boa é sempre bem vinda, não é mesmo?

Assim, para maratonar e ser feliz, seguem algumas séries que conferi recentemente e, juro, vão ser uma ótima diversão para qualquer um que queira aproveitar o carnaval para mergulhar em boas histórias e tramas irresistíveis, tão boas quanto qualquer bloco de carnaval.

Vamos nessa? Seguem minhas cinco sugestões, em ordem de minha preferência.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Lembranças da Folia








Acho que a primeira lembrança que eu tenho de Carnaval vem dos meus sete anos, quando morava em Nilópolis. Como acontece até hoje, a comunidade do município abraçou por inteiro a Beija-Flor e, talvez por todo aquela paixão exacerbada, eu me tornei um fã da azul e branco da Baixada Fluminense.

Como na maioria das vezes a Beija-Flor desfilava pela madrugada e minha mãe ficava a noite toda assistindo aos desfiles pela TV, eu implorava para que ela me acordasse. Sei que ela ficava com pena de me despertar e que seria até mais fácil inventar uma desculpa qualquer, mesmo comigo fazendo pirraça por ter perdido o desfile. Mas ela sempre me acordava pois éramos movidos pela emoção que a escola era capaz de provocar. 

A primeira imagem foi a do carnaval de 1976, ano de estreia do mago Joaosinho Trinta e do intérprete Neguinho da Beija-Flor. Lembro vagamente das mulatas sambando em cima de carros alegóricos – algo que era inédito até então. E a Beija veio atropelando todas as escolas, quando sagrou-se campeã pela primeira vez. Vale ressaltar que, até então, os campeonatos eram somente divididos entre as quatro grandes: Portela, Salgueiro, Mangueira e Império Serrano. A Beija-Flor era uma escola até então, inofensiva, que vivia subindo e descendo, com enredos ufanistas sobre militarismo e história do Brasil, até que João assumiu o posto de carnavalesco dando um giro de 180 graus na estrutura da agremiação: ao invés de temas da ditadura, a escola chegou surpreendendo a todos com o marginal e polêmico jogo do bicho em Sonhar com Rei dá Leão.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Envolvimento de MC Loma no Bumbum de Ouro de Glória Groove





Acho que nunca o cargo de música do carnaval esteve tão concorrido quanto este ano. Desde dezembro paira no ar quem será o responsável pelo hit que irá embalar os dias de folia pelos quatro cantos do país. Vai Malandra, obviamente, foi uma primeira aposta. Afinal, vindo de Anitta e seu tão esperado retorno ao funk, era um palpite dos mais seguros. Mas foi o single de Jojo Todinho, Que Tiro Foi Esse, que empolgou no final de 2017 e chegou em janeiro bombando de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Um hit, certo?  

Mas as primeiras semanas do novo ano ainda trouxeram alguns outros tiros rumo ao esperado posto de música chiclete do carnaval 2018. Aretuza Lovi recrutou Glória Groove e Pabllo Vittar para Joga Bunda, seu mais novo single após assinar contrato com uma gravadora. A música chamou certa atenção, mas não conseguiu o burburinho necessário para alçar espaço como hit da folia. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Entre Caixas e Lembranças




Mudança foi o tema da minha coluna na semana passada. Mas mudanças não se dão num estalar de dedos ou num piscar de olhos. É um processo. Não seria diferente com a mudança de casa, pela qual eu passo nesse momento. Por mais que tenha um marco determinante (o dia em que se efetivamente dorme na casa nova, que pra mim foi no último domingo), mudar-se é algo que começa muito antes e acaba bem depois do ter as novas chaves em mãos.

Não falo apenas das inúmeras caixas que circulam para lá e para cá, antes mesmo do caminhão vir buscar e muito depois de deixá-las no novo lar. Sim, isso é um ponto importante e enlouquecedor para alguém que tem um alto senso de organização e até um TOC com algumas coisas, como eu. Porém, falo do encontro e do reencontro com parte da nossa história pessoal e afetiva nesse longo “empacota e desempacota”.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

(In)Decisões





Primeiramente, gostaria de dizer que este texto não é uma crônica: é uma confissão. Não que eu esteja aqui para contar meus pecados - que não são poucos. Mas, com o tempo, vocês vão ver que vou deixar bem transparente todos os motivos que podem me levar ou não para o céu - ou o inferno.

Acho que como eu trabalho na TV, costumo sempre ter algum assunto na ponta da língua. Podia falar do BBB, da novela, da transmissão do carnaval da Globo ou até do Chaves, que está vindo para a Globosat. Mas hoje, logo hoje, o céu resolveu ficar cinza e levar todas a minha criatividade pra falar de TV e entretenimento.

Aí pensei em falar na minha maior paixão: o esporte. Podia ser corrida, musculação, pedal ou CrossFit. Podia ser alimentação saudável, costumes, dieta e treino. Mas fiquei com aquele medo de ser uma pauta vazia, já que todo mundo está focado no carnaval, nos bloquinhos e suas programações que englobam da vodka ao beijo na boca, mas não passa pela importância da alimentação correta para treinos de alta intensidade.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Reflexões Sobre a Vida (de Solteiro) e Aleatoriedades Quaisquer




Pouco mais de um ano de solteiro. Não, não é bem isso. Vou tentar de novo. 
Um ano de solteiro. No Rio de Janeiro. Entendeu? Sentiu a pressão? Corpos sarados, sorrisos talhados, só flerte, só affair... Fechou os olhos, embarcou na onda, transportou-se pra minha vida carioca? Pois é, seja bem vindo.
Mas, o que significa exatamente ser solteiro em 2018 no Rio de Janeiro? 
O trecho acima foi escrito por mim no domingo passado, meio bêbado, no bloco de notas do meu celular, durante uma festinha de pré-carnaval na capital carioca. Eu tava curtindo a música, olhando as pessoas à minha volta e pensando na minha própria solteirice. Bateu uma bad e o que eu fiz? Ensaiei escrever, é claro.

Depois de muito tempo em um relacionamento (e o meu último durou seis anos e meio), a vida de solteiro pode ser um tanto quanto convidativa. O sexo é fácil, as festas intermináveis, os amigos parecem ter fôlego para mil programas. Mas, eventualmente, é óbvio que bate uma carência. Somos humanos, não é mesmo? E pensar numa companhia para ir ao cinema, assistir àquela série da Netflix jogado no sofá ou comer algo especial é mais que natural.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aulinha de Música com Ranço







Estou ficando com preguiça desta nova geração.  Pra ficar mais moderninho e ninguém ficar me chamando de tio, também posso dizer que estou com “ranço (na minha geração, ranço era outra coisa).  Mas, de qualquer forma, velhos e novos leitores vão entender.  Tô até com preguiça ou, vá lá, “ranço” de explicar. 

Na semana passada eu estava batendo papo em uma rodinha de amigos de várias idades.  Os mais jovens estavam idolatrando algumas bandas e artistas atuais e aí eu citei alguns exemplos de referências musicais, visuais e comportamentais como Culture Club, Secos e Molhados e David Bowie.  Fiquei bem embasbacado com a desinformação entre eles, pois praticamente 100% dos jovens nunca tinha ouvido falar nas duas bandas e um deles sequer sabia que Bowie tinha morrido.  Num gesto mais didático e até desesperador, abri o Spotfy e coloquei pra rolar trechos de algumas canções como Karma Chameleon, Do You Really Want to Hurt Me, Miss You Blind, Sangue Latino, Mulher Barriguda, Space Oddity, Ziggy Stardust e Starman.  Ninguém conhecia os hits do Culture Club e a figura de Boy George.  Já com o nosso representante nacional, até reconheceram a voz de Ney Matogrosso, mas nunca imaginaram que Ney, antes de partir em carreira solo e se tornar o astro de renome, era o vocalista que se requebrava com as maquiagens pesadas no Secos e Molhados.  E David Bowie, coitado... Pensaram que tinha plagiado Astronauta de Mármore, aquela versão horrível do Nenhum de Nós (que também confundiram com o Biquini Cavadão).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ranço Quando Se Instala...





Quando era pequeno vivia ouvindo uma expressão bem particular que, por muito tempo, acabei usando em minha vida. O uso desse termo geralmente acontecia após conhecer alguém e não ir com a cara da pessoa. Antigamente, a gente dizia que "o santo não tinha batido". Hoje, é o ranço que se instala. Porque, uma vez que você sente ranço de alguém, isso não sairá nunca mais! Pode parecer bobo ou até bem juvenil usar essa palavra especifica, mas acredito que nunca, em momento algum da história deste país, existiu um termo tão apropriado quanto esse. 

A diferença do ranço para o santo de uma pessoa não bater com o de outra é bem simples. O santo acaba sendo algo que você sente, que determinado ser "emana" para você e o universo. E a gente sente quando acaba não equalizando na mesma frequência que a outra pessoa. É algo subliminar. Que não precisa ser dito, mas sentido.