segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cinco Séries Para Maratonar no Carnaval





Que eu sou da folia, isso todo mundo sabe. No carnaval eu me jogo mesmo, planejo mil blocos, me divirto até não poder mais. Entretanto, sei que tem muita gente que não é muito chegada ao reinado de Momo e prefere descansar e aproveitar os dias de folia de outra maneira. Justo, afinal, cada um sabe bem o que melhor lhe apetece.

Por isso, como sou muito legal, se você é do bloco do descanso e da calmaria, venho lhe dar cinco dias de séries disponíveis na Netflix para a sua alegria durante esses dias. Já é segunda-feira, o carnaval já está pela metade, mas dica boa é sempre bem vinda, não é mesmo?

Assim, para maratonar e ser feliz, seguem algumas séries que conferi recentemente e, juro, vão ser uma ótima diversão para qualquer um que queira aproveitar o carnaval para mergulhar em boas histórias e tramas irresistíveis, tão boas quanto qualquer bloco de carnaval.

Vamos nessa? Seguem minhas cinco sugestões, em ordem de minha preferência.

The Sinner

Eu terminei a temporada e só pensava: CA-RA-LHO! PQP! Que série foda! Isso porque comecei a assistir a The Sinner casualmente, sem esperar nada e, quando vi, estava completamente absorvido por aquela história mirabolante.

Na série, Cora é uma mãe de família que num belo dia, na praia, simplesmente mata um "estranho" a facadas sem nenhum motivo aparente. Todos sabem o que ela fez; ninguém sabe o motivo disso. E é exatamente isso que fará o investigador Ambrose correr atrás do que realmente aconteceu com Cora, nos levando junto em sua investigação. Com flashbacks maravilhosos e uma trama de investigação envolvente, The Sinner funciona maravilhosamente. 

O plus: The Sinner se encerra em si mesma em uma única temporada, com um final super amarradinho, sem nenhuma ponta solta para ser explicada no futuro. Excelente série!

American Vandal

Simplesmente uma das melhores séries de 2017 que quase ninguém viu. Em estilo de falso documentário, American Vandal é uma sátira a séries de sucesso como Making a Murderer, e que acompanha, na pequena cidade de Oceanside, na Califórnia, o caso de Dylan Maxwell, um jovem expulso do colégio e que aguarda julgamento. Seu crime? Teoricamente, vandalizou 27 carros de professores da escola, pichando pênis em todos eles. Aluno problema, foi logo identificado e punido. Mas o que o documentário dos alunos Peter Maldonado e Sam Ecklund quer responder é: será que Dylan é realmente o culpado?

Com atores excepcionais e apenas 8 episódios de aproximadamente 30 minutos, American Vandal parte de uma situação absurda para fazer um verdadeiro estudo sobre o comportamento humano, com direito a uma virada maravilhosa no último episódio. Se você não viu (e eu tenho quase certeza disso), veja!

The End of The F***ing World

Sabe aquele tipo de série britânica imperdível para os fãs de uma boa história, com humor negro na medida? The End of The F***ing World é essa série, que encanta em apenas 8 episódios de 20 minutos de duração.

Na história, conhecemos James, um adolescente de 17 anos com traços de psicopatia e que sonha em matar um ser humano, e Alyssa, a adolescente desajustada, novata na cidade, com um tanto de bipolaridade e uma boca pra lá de suja. Ao se conhecerem, os dois parecem encontrar uma certa identificação em sua esquisitice e são os atos da dupla que nos levam durante os episódios da série quando uma série de merdas começam a ocorrer. 

Misturando humor (não, não é uma série para gargalhar; é daquelas histórias que nos fazem rir de nervoso) com boa ficção, The End of The F***ing World acaba sendo dramática ao focar-se na personalidade de seus dois protagonistas que, de tão desajustados, são maravilhosamente interessantes. 

Alias Grace

Estrelada por uma mulher, baseada em um livro escrito por uma mulher (Margareth Atwood, também autora da obra que original The Handmaid's Tale) e dirigida por uma mulher, Alias Grace é levemente inspirada em um caso real ocorrido em 1843 no Canadá, quando o fazendeiro Thomas Kinnear e sua governanta Hannah Nancy Montgomery foram assassinados e os empregados da casa Grace Marks e James McDermott foram acusados do crime.

Intrigante, o que nos motiva a acompanhar essa minissérie em 6 capítulos é descobrir se Grace é inocente ou culpada e o que de fato aconteceu naquela fazenda durante o crime. Entretanto, ao mergulharmos na história, é a vida de Grace que nos motiva a acompanhar o que estamos vendo, já que sua história é trágica e fascinante. 

Dark

Primeira produção original alemã da Netflix, Dark não é uma série óbvia, tanto que, ao terminar sua primeira temporada, eu não sabia se tinha gostado dela. O ritmo mais lento que ao que estamos habituados (e, algumas vezes um tanto quanto chato) aliado ao excesso de episódios (10, mas dava para contar a mesma história tranquilamente com 7) me deixou um tanto quanto com preguiça da história.

Mas, depois de pensar bem, cheguei à conclusão que Dark é uma série legal se você tiver uma boa dose de paciência e se obrigar a passar do terceiro episódio. A premissa é, aliás, muito interessante: em uma pequena cidade alemã, cujo maior atrativo é sua usina nuclear, um jovem desaparece em 2019, meses depois do suicídio de um homem. Durante a investigação do sumiço desse adolescente, outro menino também desaparece e começamos a entender que esses desaparecimentos estão ligados a eventos do passado e com os personagens dessa cidade, em uma trama que envolve diversas linhas temporais, viagens no tempo e até mesmo um pouco de filosofia.

O final em aberto foi meio frustrante, mas se levarmos em conta que a série foi renovada para uma segunda temporada, dá pra maratonar sem medo de ficar sem saber o que efetivamente aconteceu na história de Dark.
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É isso, pessoal. Boa folia, boas séries, bom feriado! Até segunda!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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