terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Competições




Essa história toda de ser competitivo ainda vai me arrumar briga. Já tentei colocar a culpa em ser capricorniano, com sol, lua e ascendente, mas nunca cola. Seja no CrossFit (que esse ano vai ter um regional do Mundial no Brasil), seja na corrida, na política, no levantamento de copo, eu sempre me empolgo. Eu nem sou fã de futebol, mas na Copa do Mundo viro técnico da seleção.

E quem não gosta de uma treta? Uma briga saudável? Dos louros da vitória? Superação é a palavra do momento. Cada dia tem uma academia nova, uma modalidade nova, um esporte novo, uma enquete ou sei lá o que.

Desde os tempos mais remotos o homem foi movido a disputa. Amamos um bom tiro, porrada e bomba. Somos movidos à glória da vitória ou à perseverança da superação. Em casa, no trabalho, no esporte: a gente sempre quer ganhar.

2018, 18 edições depois, e o BBB continua com sua audiência em alta. A edição atual teve um crescimento de 10% em share em relação à edição anterior. E o que isso significa? Que o brasileiro adora uma briga, uma disputa, uma prova do líder e prova de resistência. Afinal, quem não queria ganhar um milhão?

Aí você pergunta: tanta competição faz bem? O mundo já está tão corrido, tão atribulado, para que ainda acumular mais tensão? Na verdade, eu acho que esse é um ciclo vicioso. A vida nos pede essa competição e essas disputas nos empurram pra vida. Elas nos mostram que somos capazes de superar medos, batalhas e barreiras.

Toda competição deve ser saudável. Faz parte da vida. Só não pode roubar na prova nem se exaltar e espancar o coleguinha no estádio. Somos o fruto da adaptação de nossa espécie e o futuro das próximas gerações. Somos o espermatozoide vencedor!

Leandro Faria  
Gabriel Campelo: Publicitário, Executivo de TV, apaixonado por tudo o que faz. Seja crossfit, corrida, natação, praia ou música, são sempre suas maiores paixões (que sua mãe nunca leia isso). É transparente em suas ideias, mas tenta sempre deixar tudo um pouco mais leve, de pesada já basta a balança. É o único cearense e nordestino deste canal. Não usa barba e essa é uma de suas maiores frustrações. Talvez por isso mesmo esteja tão apaixonado por escrever toda semana no Barba Feita.
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