quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Inhotim e BH: Tem Carnaval Sim Sinhô!





Fazendo jus à minha fama de antissocial no Carnaval (ano passado tentaram provar o contrário...), esse ano fui me refugiar em Minas Gerais. Na verdade, não foi bem assim... Fiz uma busca de lugares que queria visitar e que estariam em conta no Carnaval, tendo em vista que talvez fosse a única oportunidade em breve de conseguirmos viajar os três juntos. E aí lembrei da minha vontade em conhecer o Inhotim (sim, eles se referem ao local com o artigo masculino), instituto que é um misto de parque e museu a céu aberto, encravado no meio da natureza mineira.

Tudo parecia perfeito: preço de passagem aérea e hospedagem para três pessoas e até mesmo o Inhotim estaria aberto durante todo o feriado (geralmente fecha às segundas-feiras). Planejamos quase sem nenhuma antecedência e lá fomos nós, para a primeira viagem juntos a três. O combinado era aproveitar o sábado e a terça de Carnaval em Belo Horizonte (cidade que eu não conhecia ainda) e domingo e segunda ficarmos em Brumadinho, cidade onde fica o Inhotim.

Aqui é preciso fazer um aparte: muita gente é louca pelos blocos do Rio de Janeiro. Mas existe vida nas ruas das outras cidades brasileiras. BH não é diferente, pelo contrário: eram esperadas 4 milhões de pessoas. Sentimos isso assim que chegamos: pegamos um mega engarrafamento para ir do aeroporto até o hotel. Mas diferentemente do Rio, na capital mineira o movimento acaba às 22h. Ainda por cima, choveu. No primeiro dia quase não aproveitamos nada.

Em Brumadinho o tempo melhorou e fomos apresentados a um hostel lindinho e colorido chamado LARes (que super recomendamos). Bom custo-benefício e bem aconchegante. O único porém foi não ter ar condicionado nesse calor de fevereiro... Mas o ventilador com a janela aberta até que deram conta. Fomos para o Inhotim e fizemos o primeiro dia na área central, que dá para conhecer a pé.

A beleza do local é impressionante, assim como sua conservação e sua integração com a natureza. Acreditar num mega centro cultural de arte contemporânea fora do eixo convencional RJ-SP-DF foi um acerto. Em mais de dez anos, Inhotim se afirmou como desejo turístico de muito brasileiro. E movimentou a pacata Brumadinho (que também tinha Carnaval, até umas 2h da manhã!).


No segundo dia, fomos à área em que visitamos nos carrinhos do parque. Achei caro pagar 30 reais por pessoa, mas é o melhor jeito de fazer a parte mais distante e íngreme do Inhotim. E gostamos muito mais das obras e instalações deste circuito do que o do dia anterior. Entre todas, destaque maior para a Cosmococa (de Hélio Oiticica e Neville d'Almeida).

Em Brumadinho ainda tem um restaurante chamado Ponto Gê, capitaneado por quatro irmãs (cujos nomes começam com a sílaba Gê), onde experimentamos releituras da comida mineira com traços de culinária internacional no fogão de lenha. A 40 reais por pessoa para comer à vontade. Recomendo fortemente.

Voltando a BH, pude reencontrar um amigo que já apareceu aqui pelo Barba Feita em alguns textos, o Paulo Afonso. Amizade que fiz no aeroporto Santos Dumont, enquanto esperávamos nossos voos e com quem falo por WhatsApp várias vezes por semana. Ele nos levou a um bloco super bacana, o Juventude Bronzeada, onde deu pra experimentar um bocado do Carnaval de rua belorizontino.

O roteiro pode ter sido alternativo, mas foi uma ótima experiência carnavalesca. Descansar, curtir e até pular um pouquinho fizeram desse Carnaval muito especial da conta, .

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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Um comentário:

Marco disse...

Eu sugeriria curtir mais o carnaval de BH e deixar Inhotim para uma viagem própria. Mas, tudo bem. Importante é cada um se divertir como acha melhor!
;-)