quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Um Fevereiro Muito Louco





O mês de fevereiro chega ao fim e geralmente é lembrado por duas coisas: Carnaval e por ser o mês mais curto do ano. Esse fevereiro de 2018, no entanto, foi um dos meses mais agitados da minha vida, mesmo tendo três dias a menos que os vizinhos janeiro e março. Um mês cheio de surpresas e gostos, de novas experiências e metamorfoses.

Para começar, dia 04 a gente se mudou. Já falei da mudança aqui em alguns textos, mas não tinha noção de que seriam tantas dores de cabeça (para entregar o apartamento antigo) e tantas transformações ao passar de uma casa para outra. Sim, construir uma casa com outras duas pessoas é um novo desafio e fazer com que esse cantinho tenha a marca dos três, de forma consensual, não é fácil. Mas é um exercício diário gostoso de se acompanhar os resultados.

Na sequência da mudança, aproveitando os primeiros dias no novo imóvel, veio um revés: um dos meus companheiros foi demitido, no dia em que ele tinha uma entrevista para promoção interna. A preocupação no primeiro momento é muito mais psicológica do que financeira. Eu sabia o quanto para ele aquele trabalho e aquela possível promoção eram importantes. E me imaginei sendo mandado embora no dia em que minhas expectativas eram de um momento melhor na carreira.

Na semana seguinte à chegada à casa nova, ainda cheio de caixas espalhadas, tentando descobrir onde estavam roupas, cuecas e meias, veio o Carnaval. E já tínhamos uma viagem marcada para Belo Horizonte e Inhotim (como também tratei aqui no Barba Feita). Como fazer? Em meio a uma mudança e após uma demissão? Tentamos remarcar, mas a passagem seria jogada fora praticamente. Resolvemos encarar e ir mesmo assim. E foi uma das melhores coisas que fizemos, pois realmente consegui descansar a cabeça após tanto tempo, finalmente longe do Rio de Janeiro. E conseguimos experimentar nossa primeira viagem a três.

Desde o retorno de Minas, temos nos focado em entregar o apartamento antigo (como já disse, com muitos estresses com a antiga locadora) e em montar o novo lar. E montar um lar vai muito além de escolher móveis e eletrodomésticos. Tem consumido muito dos nossos dias e das nossas energias. E também nos provocado a ter ideias e soluções novas, dia-a-dia.

Como ouvi ontem no almoço: esse foi o fevereiro mais longo de todos os tempos. Mesmo contra a matemática, sou obrigado a concordar.

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor dos livros Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades e Perversão. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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